



28 meses juntos em Moçambique




































Vi na Sic Notícias, esta madrugada, a cara sorridente (e sem vergonha) de arguidos e seus advogados ao sair do tribunal de Aveiro. E veio-me à memória aquilo que se passou em Itália, há cerca de 15 anos. Alguém se lembra? E do que aconteceu ao 1º Ministro italiano Betino Craxi?
Fiz este pequeno extracto da Wikipédia em português, mas quem souber ler italiano ou inglês tem à disposição toda a história com todos os pormenores, neste site.
Porquê não poderemos nós seguir o exemplo dos italianos e varrer o lixo que existe em Portugal?
Estamos a ficar todos emporcalhados por esta corja que vive e reina à custa do misérrimo «Zé Povinho», o tal que paga a crise neste país.
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A Operação Mãos Limpas ou Mani pulite foi uma investigação judicial de grande envergadura em Itália que visava esclarecer casos decorrupção durante a década de 1990, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano em 1982, que implicava a Mafia, o Banco do Vaticanoe a loja maçónica P2.
A Operação Mãos Limpas levou ao fim da chamada Primeira República Italiana e ao desaparecimento de muitos partidos políticos. Alguns políticos e industriais cometeram suicídio quando os seus crimes foram descobertos.
No início dos anos 90, o dissidente Vladimir Bukovski trouxe dos Arquivos de Moscou as provas de que praticamente toda a imprensa social-democrata da Europa tinha sido financiada pela KGB durante a década de 80.
No começo, as denúncias de Bukovski não estavam despertando interesse, pois havia uma recusa generalizada movida pelo pretexto de que não se deveria reabrir "velhas feridas", e de que o assunto sobre a guerra fria era um assunto superado. Até que pouco a pouco, os jornais passaram a dar atenção aos documentos de Bukovski e suas as graves implicações. Chegou a ser revelado que o o Partido Comunista Italiano havia recebido pelo menos quatro milhões de dólares da KGB. O Parlamento Italiano foi então pressionado pela opinião pública a realizar uma devassa fiscal em todos os envolvidos o que provocou a reação do Partido Comunista Italiano.
Como resposta o PCI convocou juízes que estavam em seu quadro de colaboradores, para que organizasse uma campanha de grande repercussão publicitária na mídia internacional com objetivo mudar a estrutura polarizada que tradicionalmente caracterizava a vida política da Itália, baseada na oposição entre regimes democráticos e comunistas, tendo como resultado o descrédito de toda reivindicação fundamentada no anticomunismo.
Assim, todos os partidos políticos, com exceção do PCI, acabaram por serem investigados, ao mesmo tempo que a campanha operação Mãos Limpas tomou para si, por meio de um golpe publicitário, o mérito pelo combate a máfia, uma luta que já estava sendo realizada desde adécada de 1980 quando ficaram notórios os trabalhos solitários de magistrados como Paolo Borsellino e Giovanni Falcone, este ultimo realizando seu combate contra a máfia durante onze anos em seu escritório-fortaleza, e o testemunho do ex-mafioso Tommaso Buscetta por ser o primeiro "capo" da máfia italiana a quebrar o código de silêncio ou a omertà se tornado então um pentiti.
Durante a campanha da operação Mãos Limpas, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros.
A publicidade gerada pela operação Mãos Limpas acabou por deixar na opinião pública a impressão de que a vida política e administrativa de Milão, e da própria Itália, estava mergulhada na corrupção, com o pagamento de propina para concessão de todo contratos do governo, sendo este estado de coisas apelidado com a expressão “Tangentopoli” ou “Bribesville” ou "cidade da propina".
A operação Mãos Limpas chegou a alterar a correlação de forças na disputa política da Itália, reduzindo o poder de partidos que haviam dominado o cenário político italiano. Partidos como o Socialista (PSI) e o da Democracia Cristã (DC), foram reduzidos, durante a eleição de 1994, somente em 2,2% e 11,1% dos votos, respectivamente.





















"Lourenço Marques está passando, de ano para ano, por modificações profundas que o tornam um dos primeiros empórios mundiais. As suas linhas férreas constituem o primeiro factor da sua actividade comercial e do seu progresso.
Aos esforços do ilustre engenheiro Sá Carneiro, que à sua alta competência técnica alia a mais incansável actividade, deve-se sobretudo o desenvolvimento da importante rede ferroviária que tão superiormente dirige".
A Linha de Marracuene havia sido, como já dissemos, inicialmente construida em via reduzida, e o traçado atravessava a Cidade de Lourenço Marques pelo Alto Maé e Chamanculo, o que representava grandes inconvenientes. Por esse motivo, em fins de Setembro de 1929, iniciou-se o trabalho de alargamento da via para a bitola normal (1,067), tendo-se nessa ocasião deslocado também o traçado para fora da cidade.
Os trabalhos foram concluidos em 1930, sendo os 33 quilómetros da sua nova extensão abertos ao público em 19 de Maio desse ano.
A Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique, pretendendo fazer da Vila Luisa um centro moderno de turismo , promoveu nela, de 24 de Junho a 2 de Julho de 1933, a III exposição Regional, a qual foi inaugurada pelo Encarregado do Governo, coronel Soares Zilhão. A exposição resultou num êxito e serviu para demonstrar o desenvolvimento agrícola daquela região. No ano seguinte repetiu-se a exposição, ainda com maior êxito.
Ainda dentro do plano de desenvolvimento turístico da Vila Luisa, a Administração dos Caminhos de Ferro, promoveu a construção do Pavilhão de Chá naquela Vila, ao povoamento florestal da região com pinheiros e ao ajardinamento da zona de Estação. Passou a promover também excurssões turísticas no Rio Incomát em confortáveis barcos a gasolina até à reserva dos hipopótamos, o que ainda por muitos anos constituiu a principal atracção turística fora da Cidade de Lourenço Marques.
A pitoresca Vila debruçada sobre o Rio Incomát, ligada à história dos tempos da pacificação pelo célebre combate travado em 2 de Fevereiro de 1895, passou a dispôr de outros atractivos que se ficaram a dever à iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

