segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Neve no Montemuro!

Hoje fui até ao alto da Serra do Montemuro. Não fui lá para ver a neve, mas como era aquilo que mais havia não pude deixar de olhar. Olhar e registar o momento para vos mostrar como é bonito. Umas cabritas também por lá havia, como se pode ver. Estava um dia de sol muito agradável depois de tantos dias de chuva. Enfim, um dia diferente.





domingo, 29 de Novembro de 2009

O Zé Pintado!

*~*~*~*~*~*
E falando no filho da minha escola, Zé Pintado, quem havia de dizer que ele haveria de aparecer a ilustrar uma qualquer campanha de publicidade, numa das estações do Metro?
Pois aí o têm, com boina de fuzileiro e tudo!
E esta , hein?

Núcleo de Fuzileiros!


Falando do Núcleo de Fuzileiros e do Farol de Leça, não poderia deixar de falar de um filho da escola sem o qual esta Associação não existiria, o Adriano. Foi ele um dos fundadores e mantém-se (salvo erro) à frente dos seus destinos, desde os primeiros dias. Parece-me poder afirmar, sem me desviar muito da verdade, que sem ele e a sua férrea vontade há muito que o Núcleo teria desaparecido nas brumas do Cabo do Mundo (que é o nome do lugar onde está implantado o Farol, sede do Núcleo). Embora sendo o Adriano uns quantos anos mais novo e mais moderno na Armada, há uma estreita ligação entre nós por causa do cruzamento de "Filhos da Escola", "Companhias de Fuzileiros" e "Comissões de Serviço no Ultramar" que nos une a todos. Sargentos, Cabos, Marinheiros e Grumetes misturaram-se uns com os outros durante esses anos conturbados da nossa História, criando laços que só a morte desfará. Nos convívios anuais vão-se encontrando e matando saudades dos tempos que passaram juntos. Embora haja muitas tristezas, desse período, que não esquecem, há também muitas coisas boas que enchem de alegria esses repetidos encontros. A foto que vêem acima, em que aparece o Adriano abraçado ao filho da minha escola e meu camarada da CF2, o Zé Pintado (para os amigos, como ele costuma dizer), foi tirada no convívio deste ano de 2009.
Um abraço para eles os dois!

O Farol de Leça!


O Núcleo do Norte da Associação de Fuzileiros funciona nas instalações do Farol da Boa Nova, em Matosinhos. Para que toda a gente que passa por aqui fique a conhecer o local e o visite se estiver interessado, publico aqui este artigo retirado da internet.
Como informação a todos os filhos da escola comunico que o Núcleo de Fuzileiros está aberto todos os sábados de tarde.

Farol de Leça

Também conhecido como Farol da Boa Nova é um farol português que fica localizado em Leça da Palmeira, cidade de Matosinhos, Distrito do Porto.
Torre cónica branca, em cimento armado, com faixas estreitas pretas e edifícios anexos de um e dois pavimentos. Lanterna pintada de vermelho e varandim de serviço.
Segundo maior farol do país, situa-se entre as barras dos rios Ave e Douro, a cerca de dois quilómetros a Norte da foz do rio Leça onde está implantado o Porto de Leixões
O farol situa-se a uma altitude de 57 metros acima do nível do mar, e tem uma altura de 46 metros.
Possui 225 degraus: 213 em cimento armado, pertencentes à torre; 12 em ferro fundido que fazem já parte do aparelho iluminante.
A sua luz, de cor branca, alcança aproximadamente 28 milhas nauticas (52 quilómetros) e o seu sistema iluminante é constituído por uma óptica de cristal direccional rotativa com seis lentes. O seu sinal luminoso distingue-o de todos os outros por produzir três lampejos luminosos de 14 em 14 segundos.
Junto do farol já funcionou um sinal sonoro de nevoeiro, consistindo num duplo grupo de máquinas compressoras que faziam soar duas trompas, tudo accionado por um motor de combustão de 30 cavalos. As suas características eram: Som - 5s, silêncio - 25s, período - 30s.

(Dados de 1927)

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Conversas fora de água!

Ontem tive o prazer da visita do Valdemar, marinheiro radarista e camarada apaixonadíssimo pelas terras do Niassa, tal como eu. Já se sabe onde a nossa conversa foi parar e não vos quero cansar com relatos que, a alguns dos leitores, não interessam absolutamente nada. Quem não passou por Metangula e não se apaixonou por aquele paraíso terrestre, não compreenderá nunca esta nossa admiração por aquele belíssimo recanto do planeta.
Passamos algumas horas (poucas) juntos, falamos dos nossos tempos na Marinha, das nossas recordações da Guerra Colonial e seus incidentes e, como não podia deixar de ser, dos nossos Blogs, onde vamos expondo ao público aquilo que nos vai na alma.
Quem quiser saber mais sobre este nosso filho da escola pode consultar o seu blog em www.gaivotasnoniassa.blogspot.com (ou clicar no link existente na coluna à direita, bem lá no fundo, deste blog) onde encontrará ligações para outros Blogs, sobre outros assuntos, também da autoria do grande Valdemar.

No Corcovado tomámos uma refeição ligeira, pois o corpo precisa de alimento para se manter firme na luta pela manutenção da nossa rica saudinha.

Porta aberta, à espera do passageiro que não mostra pressa nenhuma em tomar o seu lugar e rumar a casa. Quem se desespera é a condutora que não vê a hora de se sentar ao volante.

Mais umas palavrinhas antes da despedida que o tempo é pouco e passa tão depressa que nem se dá por ele a fugir. Mas haverá com certeza muitas outras oportunidades no futuro.

E então, adeus e até à próxima!
Toma conta de ti e dos teus Blogs!
Se não for noutro lado qualquer, encontrar-nos-emos na internet todos os dias.
Até à vista, Valdemar!

Novidades bloguísticas!

Para os mais interessados comunico que, ontem, criei 2 novos blogs que funcionam como complementos deste mesmo. Quem quiser visitá-los não tem mais que seleccionar aquele que preferir na barra lateral, aqui mesmo ao lado.
Um deles trata de tudo o que é verso e rima que aparece nas mensagens e comentários deste blog. O outro é um arquivo de piadas diversas que vou recebendo por mail. Funcionam como uma espécie de depósito das coisas que gosto de manter à mão de semear e ficam também à vossa disposição, se estiverem interessados.
Bom proveito!

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

A Aberração!

Quem teria sido o louco que autorizou um mamarracho deste tamanho no centro da cidade? Será que também existem por aqueles lados, empresas como a Bragaparques e os seus corruptos amigos? É que não se entende que numa cidade onde, felizmente, o espaço ainda não escasseia, alguém tenha tido a pouca vergonha de plantar este tremendo obelisco de proporções exageradas.
Haja Deus!

Imagens actualizadas da Machava!

Com o advento da nova versão do Google Earth, também foram actualizadas as fotografias que servem de base ás imagens que podemos ver durante a navegação. As que podem ver abaixo, centradas sobre a Estação Radio-Naval da Machava que nos serviu de aquartelamento, no sul de Moçambique, estão datadas de 30 de Agosto do corrente ano de 2009. Mais actual seria impossível. A pressão urbanística da cidade do Maputo fez com que cada metro quadrado de terreno fosse ocupado por mais uma habitação. Há-as por todo o lado, rodeando por completo a vedação de arame farpado que rodeava a propriedade da Marinha.
Como a Escola de Fuzileiros é agora na Catembe, pergunto-me que fim terão dado a estas instalações. Não se nota grande movimento, por ali. Será que está tudo abandonado?

Vista geral

Estação propriamente dita

Instalações dos Fuzileiros

"Em verso" ninguém nos bate!

Tal como tinha afirmado num comentário feito, há alguns dias atrás, gostei muito dos versos trocados entre o Verde e um amigo do Exército e, como prometido, aqui os deixo para serem admirados por todos. Deixá-los escondidos como simples comentário seria privar os meus leitores de um belo pedaço de poesia.


Versos do Verde congratulando-se com um comentário de um camarada de armas do Exército.



Bem-vindo militar do Exército
Ao encontro do pessoal da Marinha;
Somos todos Portugal: está certo?
Desta Pátria vossa e minha!

Cada qual na sua Arma
Lutamos pelo mesmo ideal,
Em nós ardia a mesma chama
Na defesa de Portugal.

Fuzileiros e Caçadores
Ou Caçadores e Fuzileiros,
Somos todos atiradores,
Não há últimos nem primeiros...

De tantas coisas boas e más
Que por enquanto ainda guardo,
Como sou adepto da paz:
Um abraço ao amigo Eduardo!



Resposta do Eduardo Maria, a quem o Verde se dirigia com os versos acima, que pertenceu ao Batalhão de Caçadores Nº 598 que prestou serviço em Metangula, nos anos de 1965 e 1966. Sendo nosso «vizinho» numa terra tão pequena como era Metangula, conhecia a nossa Base e alguns camaradas Marinheiros com quem habitualmente confraternizava.



No Exército os soldados
Na Marinha os marinheiros
Para Metangula destacados
Amigos e na guerra companheiros

As fardas eram diferentes
Os homens eram iguais
Cada um com suas patentes
Todos tinham seus ideais

A marinha pelo mar
O exército na terra
Pela Pátria lutar
Fomos soldados da guerra

Terminada a comissão
Cada um seguiu o seu destino
Do lago Niassa recordação
Do seu esplendor genuíno

Para o Cóbué deslocados
No Lunho fomos os pioneiros
Em Nova Coimbra azarados
Em Olivença passageiros

Com amizade me despeço
do amigo Agostinho.
A gratidão não esqueço
Por ter sido recebido com carinho.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

A Medalha!


...oOo...
No convívio deste ano apareceu-nos um atleta a oferecer medalhas por um preço razoável e houve quem comprasse. Eu por ser o organizador do encontro tive direito a uma de borla.
Algumas vantagens lá hei-de ter! Para compensar a trabalheira que isto dá.
E que tal? Está bonita?

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

E Continua...!

As notícias sobre o 16615 - José Maria da Silva Magalhães são mais escassas que no caso da Rodrigues. Quando assentou praça morava na freguesia de Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. A sua naturalidade que tanto lutamos por descobrir, é a freguesia de Moreira do Castelo de Celorico de Basto. Do seu registo consta a notícia do casamento, em Abril de 1965, mas nada sobre a sua saída da Marinha. Depois de abandonar a Briosa deve ter ido morar para Vila da Feira, pois mais tarde, em 21-08-1970, comunicou à Repartição que mudava a sua residência para a Rua Dr. Oliveira Salazar, em Paço de Arcos, Oeiras, infelizmente, sem indicação do número.
Sobre o 16790 - António Marques Pereira, também não conseguimos tirar nenhum coelho da cartola. A indicação que eu tinha era que a sua residência indicava a freguesia de Moimenta de Maceira Dão como sendo o seu destino depois de passar à disponibilidade. É de facto a última morada comunicada à Repartição, em 25-08-1969, tendo ao sair da Marinha residido em Lisboa, na Rua Saraiva de Carvalho, 79 - 1º Esq., na freguesia do Santo Condestável. Tinha abandonado a Marinha em 22-03-1966 e viu deferido, em 04-04-1966, um requerimento para se ausentar para a Alemanha Ocidental, entendendo-se que terá portanto passado pela emigração, tal como aconteceu com o Rodrigues.
Não sei muito bem que caminho seguir, daqui em diante, mas alguma coisa há-de surgir. Agora que conheço a data e o local do nascimento, talvez peça uma certidão de cada um deles para ter a certeza que estão vivos.
Logo que tenha mais notícias volto aqui para vos contar. Prometo.

Notícias de Alcântara!

Fez ontem rigorosamente dois meses que estive em Alcântara a mendigar uma coisa que deviam ter orgulho em facultar-me de livre e espontânea vontade. Mas infelizmente não é assim e não sei de quem é a culpa. Mas, voltando à vaca fria, fez dois meses e foi-me enviada, ao fim desse tempo, a resposta ao meu pedido. Não é que adiante muito, mas sabe bem ver à frente dos olhos um documento que mostre que não andávamos à deriva, pendurados em dados totalmente errados.
Vou dar-vos de seguida a informação recebida sobre o 16718 - António Cardoso Rodrigues que é a mais complexa das três que pedi.
1º - Teve baixa em 1966-04-04.
2º - No dia seguinte foi averbada a sua nova residência, como civil, a saber:
Rua 10, Nº 16, Alto da Serafina, Campolide, 3º Bairro - Lisboa
3º - Em 1965-08-05 tinha sido autorizado a emigrar para a Alemanha, o que deve ter feito, pois:
4º - Em 1968-01-26 apresentou-se na Repartição comunicando que tinha regressado do estrangeiro.
5º - Em 1968-12-19 comunicou a mudança de residência para a Rua Miguel Pais, 212-3º Frente no Barreiro.
6º - Em 1969-01-21 foi deferido o requerimento em que pedia para se ausentar definitivamente para a Alemanha Ocidental.
7º - Mais tarde surge um registo, sem qualquer data, dando conta de que a actual morada é:
Bº N.Senhora de Valongo
Rua Cónego Anacleto, 2
6000-359 Castelo Branco (a indicação do código postal sugere tratar-se de um registo recente)

Depois disto há notícias de ter andado por Alpalhão, à procura do Paixão, de quem era muito amigo. E mais tarde ainda, de ter sido avistado em Lisboa, ligado a um grupo religioso que espalhava «a palavra de Deus» por aquelas bandas.
E mais não consta dos arquivos!

O Derby da 2ª Circular!


*~*~*~*~*~*
Estou muito apreensivo com os preparativos para o jogo do próximo sábado. Já vejo daqui o Domingos Paciência, em Braga, a esfregar as mãos de contente pela oportunidade que antevê de ganhar ao Leiria e ficar 3 pontos à frente do Benfica que ele espera ver derrotado pelos Leões.
Já publiquei um aviso para o Jorge Jesus, no Blog da Escola de Fuzileiros, que espero ele leia. Aquela táctica ou outra que ele ache ajustada para não deixar fugir o 1º lugar. Daqui até ao Natal é o período decisivo para o Clube das Águias mostrar o que vale. Tem que ganhar ao Sporting, depois ao Bate e logo de seguida encher o peito de ar para receber o FCP e não fazer má figura.
Ai Jorginho da minha alma! Ninguém te perdoará se falhares!

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

A Lei das compensações!


(Toca a arregalar a pestana)

Aqui há uns anos, eu tinha um amigo que jogava na Bolsa e tudo o que ele queria era fazer um negócio em que ganhasse o suficiente para ir jantar ao «Elefante Branco», afamado restaurante na área da capital.
Sempre que a Bolsa andava no vermelho e ele rompia as pestanas, em frente ao computador, sem conseguir descobrir uma oportunidade de conseguir os seus intentos, arranjava uma fotografia como esta e enviava-a aos amigos com a seguinte mensagem: «Já que não consigo fazer subir a bolsa, hei-de fazer subir qualquer coisa!».
Eu como ele também quero que alguma coisa suba aos BENFIQUISTAS que andam tão lá por baixo! O ânimo, claro!

Pobre de mim!

Sem surpresas!


Tal como já vem sendo hábito, vão-se abaixo quando chega a hora de mostrarem aquilo que valem. Se a desculpa é a falta do Luisão ou do Cardoso, muito mal estamos então.
Eu compreendo e aceito que ora se ganhe, ora se perca. Tudo isso é desporto e faz parte do respeito que os adversários merecem. Mas quando vejo os artistas, todos eles, desde os jogadores ao treinador e ao presidente do clube, todos inchados e a debitar frases como aquelas que ouvimos aquando dos célebres 8 a 1, não dou nada por eles. Incham como balões com tanto elogio que lhe enfiam pelos ouvidos dentro (há também os auto-elogios) e depois aparece um qualquer anão que se aproxima e lhe encosta um alfinete e... PUM! Lá se foi o Benfica! Paciência, para o ano há mais.



domingo, 22 de Novembro de 2009

A Caminho do Lago - V

Dini - Um nome que não me diz absolutamente nada

Simba - Estrada descendo para o Lago, na zona do caracol

E, finalmente, Metangula

Estrada alternativa, via Nova Coimbra

De Maniamba a Metangula eram cerca de 30 Kms de estrada difícil. Antes da guerra, as dificuldades advinham do «matope» na época das chuvas. Fora desse período e desde que as pontes estivessem no seu lugar, não havia problema.
Quando começaram as hostilidades movidas pelos guerrilheiros da Frelimo, a partir de 1965, o problema passou a ser outro - emboscadas e minas. Na estrada do Caracol havia meia-dúzia de pontes de madeira, sobre os riachos de montanha, que cruzavam a estrada. Em tempos de paz representavam algum perigo para os carros mais pesados. Em tempos de guerra eram perigosas pois podiam estar armadilhadas. A partir de uma certa altura foram dinamitados e a estrada deixou de ser usada.
Nessa altura começou a ser utilizado o desvio por Nova Coimbra que era menos perigoso e que era constantemente patrulhado por tropas estacionadas em Maniamba e Nova Coimbra. Passava pela praia da Chuanga e Messumba, acrescentando mais 10 kms à viagem de Vila Cabral até Metangula. Sempre que a Frelimo aumentava o seu poder de emboscada naquela zona e nos cortava aquele caminho, só pelo ar era possível o abastecimento ás tropas.
A outra linha de abastecimento do pessoal que estava estacionado nas margens do Lago e que esteve muita activa durante o ano de 1967, era garantida por uma coluna de camiões que circulava constantemente entre o Catur e Meponda, passando por Vila Cabral.

A Caminho do Lago - IV

Ainda parte do Chirombo

Outra povoação

E ainda outra já próximo de Maniamba

Maniamba - A mais importante vila da zona do Lago

Chegados aqui, parecia termos regressado à civilização. Havia construções à moda das cidades grandes, negócios abertos e gente na rua. Talvez pouco mais de uma dúzia de pessoas, mas muita gente depois de tantos quilómetros de mato onde não se via vivalma.

A Caminho do Lago - III

Outra povoação sem nome

E ainda outra

E outra ainda

Chabane

Chirombo

Mais uma vez, estes nomes não têm qualquer significado para mim. Neste trajecto, desde a Cantina Dias até Maniamba (que vai aparecer já seguir), não me lembro de existir qualquer povoação.

A Caminho do Lago - II

Guerra - Cruzamento com estrada que segue para o norte, em direcção à Tanzânia

Outra povoação, uns quilómetros à frente

Macuinja

Cantina Dias, paragem principal entre Vila Cabral e Maniamba

Outra povoação, sem nome no mapa

Clicando nas imagens para as ampliar, dá para ver que estas aldeias, embora constituídas por palhotas apenas, são já de um tamanho considerável. É claro que há 42 anos não havia nada disto. Com excepção da Cantina Dias, onde havia uma família de brancos e um comércio organizado, o resto eram pequenos grupos de palhotas que albergavam os membros de uma mesma família e pouco mais.
Não há dúvida que está muito diferente!

A Caminho Do Lago - I

À saída de Vila Cabral - Cruzamento do Aeroporto

Povoação situada do entroncamento com a estrada que segue para Meponda

Outra povoação (uns poucos quilómetros à frente)

E ainda outra

Mepate
Este é o nome no mapa de Moçambique, mas não tem qualquer significado para mim

Em 1964 não havia tantas povoações à margem da estrada. Quer isto dizer que as gentes daquelas terras se têm ido organizando para viver em comunidade, o que teria que acabar por acontecer mais cedo ou mais tarde. Por causa das escolas, da assistência na doença, etc.
É bom verificar que, embora lentamente, as coisas tem evoluído no bom sentido.


Niassa - De 1964 a 2006!

(Clic para ampliar)

Foi em 1964 que pus, pela primeira vez, os meus pés em Vila Cabral, agora chamada Lichinga. A foto que vêem acima foi feita a partir do Google Earth com base em imagens gravadas em 2006. São 42 anos que separam estas imagens daquilo que tenho gravado na minha memória. Lembro-me que havia muito poucas construções e as palhotas, à volta da cidade também não eram muitas. Hoje, como aliás se compreende, está tudo muito diferente.

(Clic para ampliar)

O percurso, entre Vila Cabral e Metangula, que fiz em cima de um camião do Exército pela estrada que aparece marcada com o número 249, na imagem acima, seria rigorosamente igual se o voltasse a fazer hoje. Ou seja, em 42 anos a estrada não se desviou um milímetro do seu traçado original. Quem visitou aqueles lugares, muito recentemente, afirma que a estrada foi alcatroada até Maniamba, mas só isso e mais nada. Nem alargada, nem curvas cortadas, nem coisa nenhuma, um simples tapete de alcatrão a cobrir o piso antigo.
Nos posts seguintes vou publicar mais uma série de fotografias, focando todos os lugares (aldeias onde não existem mais que palhotas) ao longo deste percurso. Para quem tem e sabe usar o Google Earth, isto não serve para nada, mas para os outros tem algum interesse. E eu, com este exercício, limito-me a reviver aquela primeira viagem rumo ao Lago Niassa.

sábado, 21 de Novembro de 2009

A minha terra natal!




Ás voltas com o Blog do Valdemar (Radarista) encontrei lá um belo poema que se adapta que nem uma luva à minha terra e que, com umas pequenas adaptações introduzidas por mim, aqui vos deixo. É bom ter amigos com jeito para os versos, já que eu poeta não sou.


Pela frincha da janela
Sinto uma Brisa entrar
Abro os olhos e que vejo?
Um raio de Sol a brilhar

Mas eis que abro a janela
E vejo o Rio a convidar
Parece que os três combinam
A hora de me acordar

Já levantado, abro os braços
Para a todos abraçar
Enquanto o Sol me aquece
E me dá forças para andar

O Cávado e seu convite diário
Com a sua água a brilhar
Desafiando-me com a sua beleza
Para nas suas águas me banhar

Vem a brisa e diz baixinho
Abre os olhos para bem me ver
Como é atraente Barcelos
Que felicidade é cá viver

Cávado, rio com História
Avivou a minha memória
O Sol aqueceu-me a Alma
A Brisa truxe-me a calma

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

O Local ideal!


(Clic para ampliar)

Este seria o local ideal para o nosso convívio. Próximo da saída da autoestrada do sul e relativamente próximo de Almada e Barreiro, onde vive uma grande parte dos camaradas da CF2.
Agradeço pistas e palpites para encontrar o restaurante que se ajuste ás nossas necessidades. Quando todos ajudam não custa nada. Vamos a isso pessoal.

Alô Algarve, Alô algarvios!

Comecei a pensar no nosso encontro do próximo ano. Tal como combinado, vai ser a vez de o organizar o mais a sul possível para trazer até nós os algarvios. Casos como o David, Budens, Alvor, Tomé, Floriano e outros que agora posso estar a esquecer que até hoje ainda não consegui reencontrar depois de 1965 (excepção feita ao Budens que fez comigo uma 2ª comissão em Moçambique).
Mas para isso precisaria de saber se eles estarão de facto interessados em comparecer ao encontro, porque caso contrário estarei a prejudicar os do norte na tentativa de beneficiar quem não me vai aparecer. É um dilema de difícil resolução. Possivelmente vou optar por escrever uma carta a cada um dos algarvios, pedindo-lhes que me confirmem o seu possível interesse, para me ajudar a tomar uma decisão.
Por outro lado preciso encontrar um restaurante na zona da Marateca (por exemplo) que se ajuste ao que pretendo, ou seja, que tenha as condições que procuramos sem ser demasiado caro. Se algum dos leitores conhecer algum local que responda ás minhas necessidades, agradeço que deixe aqui um lamiré.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Bósnia Herzegovina!

*~*~*~*
Hoje, em Portugal, só se vai falar da Bósnia. Pelas razões que todos sabem. Eu, crítico me confesso, não podia deixar de me juntar aos meus concidadãos e versar sobre o mesmo assunto.
Não pelo futebol, mas por uma razão diferente.
Lembram-se de sob esta ponte correr um rio de sangue? De quando os croatas sentavam os bósnios muçulmanos com os pés pendurados para fora do parapeito da ponte e os degolavam?
Segundo eles era a única maneira de se verem livres, de uma vez por todas, da raça que abominavam.
Em Lisboa não existe uma ponte parecida com esta, mas a ideia de uma limpeza «a sério» no meio político/corrupto português, fez-me pensar na analogia das situações.

O Sócrates Italiano!



In Encyclopedia Britannica


In February 1993 multiple charges of political corruption forced Craxi to resign his post as party leader. He never denied that he had illegally solicited money for the Socialist Party but claimed that all the political parties had done so and that the Socialists were being targeted for political reasons. Craxi left Italy for exile in Tunisia later that year, just before being convicted for some of the charges. He never returned to Italy.



In Wikipédia


All this resulted in him being considered the symbol of political corruption, and for a time he was probably Italy's most despised man. This was clearly visible when he, coming out of the roman Raphael Hotel, where he lived, received a salvo of coins that students coming from a PDS (left party) rally in Piazza Navona threw to him as a sign of their disgust. They started to jump and sing: <SOCIALISTis> (from a traditional stadium chant). Some of the students waved 1,000-lire bills, singing Bettino, take these too! to the tune of Guantanamera. Years later, the anti-communist Italian leader Silvio Berlusconi reverted that chant and during his political rallies incited his supporters to jump and sing: <COMMUNIST is>.

Craxi escaped the laws he had once contributed to make, by fleeing to Hammamet in Tunisia in 1994, and remained a fugitive there, protected by Ben Ali's government. He repeatedly declared himself innocent, but never returned to Italy where he had been sentenced to 27 years in jail because of his corruption crimes (of these, 9 years and 8 months were upheld on appeal). He died on 19 January 2000, at the age of 65, from complications of diabetes.[1]


In 31 da Armada








No decorrer de uma visita de estado à Argélia o então Presidente da Republica, Mário Soares visitou o seu amigo Bettino Craxi, então fugido da justiça Italiana, acusado de ligações à Mafia. O mesmo Mário Soares, tão solidário, em acto de enorme irresponsabilidade, prefere hoje António Guterres para substituir Durão Barroso. O primeiro foi, recode-se, o pior Primeiro Ministro Português desde Vasco Gonçalves.


Operação "Mani Pulite" - O Exemplo!

Vi na Sic Notícias, esta madrugada, a cara sorridente (e sem vergonha) de arguidos e seus advogados ao sair do tribunal de Aveiro. E veio-me à memória aquilo que se passou em Itália, há cerca de 15 anos. Alguém se lembra? E do que aconteceu ao 1º Ministro italiano Betino Craxi?

Fiz este pequeno extracto da Wikipédia em português, mas quem souber ler italiano ou inglês tem à disposição toda a história com todos os pormenores, neste site.

Porquê não poderemos nós seguir o exemplo dos italianos e varrer o lixo que existe em Portugal?

Estamos a ficar todos emporcalhados por esta corja que vive e reina à custa do misérrimo «Zé Povinho», o tal que paga a crise neste país.

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A Operação Mãos Limpas ou Mani pulite foi uma investigação judicial de grande envergadura em Itália que visava esclarecer casos decorrupção durante a década de 1990, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano em 1982, que implicava a Mafia, o Banco do Vaticanoe a loja maçónica P2.

A Operação Mãos Limpas levou ao fim da chamada Primeira República Italiana e ao desaparecimento de muitos partidos políticos. Alguns políticos e industriais cometeram suicídio quando os seus crimes foram descobertos.

[editar]História

No início dos anos 90, o dissidente Vladimir Bukovski trouxe dos Arquivos de Moscou as provas de que praticamente toda a imprensa social-democrata da Europa tinha sido financiada pela KGB durante a década de 80.

No começo, as denúncias de Bukovski não estavam despertando interesse, pois havia uma recusa generalizada movida pelo pretexto de que não se deveria reabrir "velhas feridas", e de que o assunto sobre a guerra fria era um assunto superado. Até que pouco a pouco, os jornais passaram a dar atenção aos documentos de Bukovski e suas as graves implicações. Chegou a ser revelado que o o Partido Comunista Italiano havia recebido pelo menos quatro milhões de dólares da KGB. O Parlamento Italiano foi então pressionado pela opinião pública a realizar uma devassa fiscal em todos os envolvidos o que provocou a reação do Partido Comunista Italiano.

Como resposta o PCI convocou juízes que estavam em seu quadro de colaboradores, para que organizasse uma campanha de grande repercussão publicitária na mídia internacional com objetivo mudar a estrutura polarizada que tradicionalmente caracterizava a vida política da Itália, baseada na oposição entre regimes democráticos e comunistas, tendo como resultado o descrédito de toda reivindicação fundamentada no anticomunismo.

Assim, todos os partidos políticos, com exceção do PCI, acabaram por serem investigados, ao mesmo tempo que a campanha operação Mãos Limpas tomou para si, por meio de um golpe publicitário, o mérito pelo combate a máfia, uma luta que já estava sendo realizada desde adécada de 1980 quando ficaram notórios os trabalhos solitários de magistrados como Paolo Borsellino e Giovanni Falcone, este ultimo realizando seu combate contra a máfia durante onze anos em seu escritório-fortaleza, e o testemunho do ex-mafioso Tommaso Buscetta por ser o primeiro "capo" da máfia italiana a quebrar o código de silêncio ou a omertà se tornado então um pentiti.

Durante a campanha da operação Mãos Limpas, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros.

A publicidade gerada pela operação Mãos Limpas acabou por deixar na opinião pública a impressão de que a vida política e administrativa de Milão, e da própria Itália, estava mergulhada na corrupção, com o pagamento de propina para concessão de todo contratos do governo, sendo este estado de coisas apelidado com a expressão “Tangentopoli” ou “Bribesville” ou "cidade da propina".

A operação Mãos Limpas chegou a alterar a correlação de forças na disputa política da Itália, reduzindo o poder de partidos que haviam dominado o cenário político italiano. Partidos como o Socialista (PSI) e o da Democracia Cristã (DC), foram reduzidos, durante a eleição de 1994, somente em 2,2% e 11,1% dos votos, respectivamente.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Moçambique - O Cajú!


...oOo...
- Oh avô, hoje posso ir buscar o cajú?
- Porquê, já enjoaste os amendois?
- Não, mas hoje gostava de experimentar o cajú. Posso?
- Podes, mas não deves comer muitos que o sal faz mal à saúde. E custam muito dinheiro, o que também conta, não achas?
- Está bem, avô.
Depois de alguns mastigados e engolidos com a ajuda do indispensável Ice Tea (porque será que as crianças gostam tanto daquilo que lhes faz mal à saúde?), lá veio de novo a sacramental pergunta:
- Oh avô, os cajús também nascem debaixo do chão como os amendoins?
- Não, estes nascem em cima das árvores.
- !!!!!
- É verdade. O cajú é o fruto do cajueiro e a castanha a sua semente. Quase sempre as sementes estão dentro do fruto, mas neste caso isso não acontece. Quando te ligares na internet, abre o motor de pesquisas Google, selecciona "Imagens" e escreve a palavra cajú. Vais ver o que te aparece e logo percebes isto que te estou a contar.
Bendita internet que nos ajuda a ensinar a criançada e nos poupa algum tempo e, ás vezes, algum embaraço.
Uns dias mais tarde, contou-me que tinha feita aquela pesquisa e visto montes de cajús - o fruto e a castanha.
Quando cheguei a Moçambique, em 1962, ensinaram-me a apanhar, assar e descascar a castanha de cajú. Tantas comi que fiquei com os lábios todos queimados e sem pele.

Moçambique - O Amendoim!


...oOo...
Por vezes sento-me com os meus netos, no terraço virado a sul que existe nas traseiras da minha casa, e falamos disto e daquilo jogando conversa fora, como dizem os brasileiros.
Nos dias de calor apetece uma cervejinha fresquinha e, como o frigorífico fica a 2 metros de distância, nada mais fácil. Um dos netos vai buscar a cerveja (para eles um Ice Tea) enquanto o outro corre à dispensa a buscar os amendoins.
Dsecasca, mastiga, engole... Um golinho da bebida que calhou a cada um... E continua...
Ás tantas, pergunta um deles:
- Oh avô, onde nascem os amendoins?
- Debaixo do chão, como as batatas, respondo eu.
- Não acredito, eles estão tão limpinhos! Pensava que nasciam numa árvore, como as amêndoas.
Quem esteve em Moçambique e conhece bem o Distrito de Lourenço Marques, sabe bem como se cultivam os amendoins. Na Machava, a toda a volta da Estação Radionaval onde vivi alguns anos, havia plantações de amendoim a perder de vista. Nas longas horas de serviço de sentinela, do alto da guarita, no portão principal, viam-se as mulheres (com os filhos ás costas) de enxada na mão, tratando de semear aquilo que era a base da sua alimentação - o amendoim.
Alguém se lembra disso? Eu tenho essa imagem gravada na retina, tão clara como se a estivesse a ver agora.

Verão no Alentejo!


Ai que calor!!!!!

Todos os anos, no verão, vou dar uma volta pelo Alentejo. Seduz-me aquela paz, as estradas sem curvas, o trânsito quase inexistente, o ar puro e muitas outras coisas que seria fastidioso estar aqui a enumerar.
Um dia, na tentativa de chegar perto das margens da Barragem do Alqueva, meti-me por atalhos e, de repente, surgiu-me no pára-brisas esta imagem. Como não tinha qualquer hipótese de a ultrapassar, deixei-me circular lentamente apreciando a paisagem.
Estava tudo em perfeita harmonia com a natureza que nos rodeava e o clima que se fazia sentir.
Bendito seja Deus pelas belezas "naturais" com que nos presenteia!

domingo, 15 de Novembro de 2009

Ai selecção!


Não te ponhas a pau, não!
Desta vez lá os conseguimos levar de vencida com um magríssimo resultado de 1 a 0. Dizem os comentadores que não foi mau. Não sofrer golos em casa é meio caminho andado para o apuramento. Deus os ouça.
Não gostei muito do jogo e ainda menos das substituições feitas pelo Queirós. Mas ele deve saber o que faz, afinal é doutor na matéria e eu não passo de um fraco admirador do «rola a bola».
Um jogo aos repelões, ora lento ora dinâmico, com os piores futebolistas a jogar bem e os melhores a falhar passes em série. Pode-se dizer que jogamos um pouco melhor que eles, mas tivemos «muita mais» sorte que eles, senão poderíamos ter saído de lá com um resultado de 1 a 3. E depois havia de ser o bom e o bonito para o jogo da próxima quarta-feira!
Ai Queirós, Queirós, se não consegues o apuramento, ninguém te livra de nós!

Eu moro aqui!


Póvoa - cidade
(Click to enlarge / Clique para ampliar)

Hoje voltei a perder-me nas voltas do Google Earth. Fui verificar se com a versão nova que descarreguei há dias conseguia melhores imagens. Não tive muita sorte pois as imagens da Póvoa carregadas no Google datam de 2003. De qualquer modo fica aqui um mapa com um marcador em cima da minha casa para quem se interessar por estas coisas.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Mandioca, peixe e mangas!

À falta de melhor assunto, deixo-vos aqui duas fotos da terra que, sem a guerra que havia quando lá estivemos, deve ser um paraíso. Sabemos que aquela gente não vive na abundância, mas a paz é o mais importante para começar. Com a fartura de água doce que têm à disposição, conseguirão sempre cultivar milho e mandioca para saciar a fome. E depois, o lago é rico em peixe e fruta também não falta por ali. Pelo menos as mangas há-as por todo o lado.

Machambas de Metangula que se avistavam do alto da Torre do Farol, para o lado nascente

Encosta do Tchifuli com algumas palhotas que existiam de um e do outro lado da estrada que segue para Maniamba.

A Caminho do Grão-Ducado!

Todos gostávamos de ter outra vez vinte anos (e ter a escola que temos hoje), mas isso não é possível. O nosso amigo Francisco Jordão tem-se vindo a queixar de uma série de problemas de saúde e, por essa razão, regressará brevemente ao Luxemburgo para mais uma bateria de exames médicos. É claro que ter toda a família deslocada para aquelas bandas também o empurra um pouco para lá, mas creio que será por pouco tempo. Dentro de dois mesitos já cá o teremos de novo e são como um pêro (é esse o meu desejo e faço votos para que se realize).
Vai com calma amigo e cuidado com os aceleras. E com a neve também que nestas alturas é um problema.
Boa viagem!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

20 anos sem Muro!

*~*~*
A estas horas, há 20 anos atrás, já havia brechas no Muro da vergonha, em Berlim. Ronald Reagan e Mikail Gorbachev tinham conseguido aquilo com que Billy Brandt tinha sonhado toda a sua vida sem o ter conseguido realizar. Vivi na Alemanha nos tempos em que ele foi chanceler da república federal e sou testemunha das muitas tentativas que fez para modificar o estado de coisas que então se vivia. A queda do Muro não resolveu todos os problemas da Alemanha, agora reunificada, mas foi um grande passo nesse sentido. Ninguém pode duvidar disso.
Pena que entretanto tenham nascido outros dois «Muros da Vergonha» no mundo moderno, neste início do Século XXI. O primeiro a separar Israel da Palestina e o segundo a Índia do Bangladesh. Que haja um novo Billy Brandt em cada um destes países que desencadeie uma luta capaz de fazer regredir estas situações.

Vitória arrancada a ferros!


O Benfica jogou bem, mas teve muita falta de sorte. Por pouco desperdiçava a oportunidade de emparceirar com o Braga no 1º lugar da classificação. Do caudal atacante podiam ter nascido 3 ou 4 golos na primeira parte. A falta de sorte e a boa estrela do guarda-redes fizeram com que isso não tivesse acontecido. E na segunda parte, com o passar do tempo e a inviolabilidade da baliza da Naval, foi-se acabando o gás à equipa de Jesus e por pouco não acabava o jogo sem golos. A partir dos 60 minutos a equipa começou a desacreditar na vitória e não fora pela juventude e garra de jogadores como o David Luis, o Fábio Coentrão e o Di Maria teríamos assistido à reedição dos desaires da era Quique Flores. Valha-nos a conquista dos 3 pontos que é aquilo que interessa, como disse o Jorge Jesus.
Embora eu goste muito de ver a equipa jogar bem, independentemente do resultado.

Filhos da Escola do «Évora»!









Puxa pela cachimónia!

*~*~*~*~*~*
O Fernando «Évora» viu esta foto (ou parte dela) numa das minhas mensagens anteriores. Falava eu do Zé Luis (17913/9508) que vive nos Estados Unidos da América, o da esquerda na foto acima.
Telefonou-me e disse que ???acha??? ser ele próprio o outro que aparece na imagem, mas não tem a certeza. Oh Fernando, estás a precisar de óculos! A imagem está bem visível. Eu não tive o prazer de te conhecer naqueles tempos, mas algum filho da tua escola que tenha convivido contigo pode confirmar ou desmentir isso com toda a facilidade.
Na mensagem seguinte podes ver 9 filhos da tua escola que estiveram comigo na CF2 em Moçambique. Vê se reconheces algum.

O Muro de Berlim!

Já lá vão 20 anos! Tantas coisas aconteceram nestes últimos 20 anos! Mas é claro que as memórias de cada um são totalmente diferentes das do vizinho do lado. Aquilo que para mim tem um profundo significado e nunca poderei esquecer, para quem se cruza comigo quando atravesso a cidade, pode não ter a menor relevância, ser-lhe indiferente ou até completamente desconhecido.
Neste dia, faz hoje 20 anos, estava eu em Colónia, hospedado num hotel a 50 metros da famosa e tão conhecida Catedral. Tinha ido visitar a minha filha que acabara de completar 18 anos. Ao fim de um dia emocionante e assaz cansativo tinha regressado ao hotel e preparava-me para jantar. A páginas tantas, começa a ouvir-se um burburinho na sala de jantar, há pessoas que se levantam e dirigem para um canto onde uma televisão emitia o Telejornal. Estavam a transmitir em directo de Berlim e viam-se pessoas em festa a tentar escalar o Muro. Soldados comunistas de arma ao ombro assistiam a tudo aquilo sem reagir.
Foi uma noite que não posso esquecer. Vi-me envolvido pela multidão em festa. Em três tempos estava todo o mundo na rua a gritar, a dançar, a beber, a festejar. Não tive outro remédio senão participar naquela alegria colectiva e entornar umas quantas canecas de cerveja, unindo-me aos que celebravam a libertação do jugo comunista daqueles que viviam do outro lado do Muro.
Podes ver aqui alguma informação sobre este assunto.
Se sabes ler alemão, podes ver a notícia aqui.
Se preferes ler a notícia em inglês, clica aqui ou aqui.
Mas também podes lê-la em francês aqui ou aqui.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Todos os santos ajudam!


O Braga perde!
O Porto perde!
O Sporting empata!
Está tudo a trabalhar para levar o Benfica ao 1º lugar!
Que azia deve ir ali para os lados das Antas!
Precisa-se de um voluntário para levar Alka-Seltzer aos doentes!
Amanhã vai ser o grande dia da Águia!
Será?
Será?
Será?
Vamos acreditar que sim!
Com todos os santos a ajudar desta é que vai ser!

Ah grande Guimarães!


Aquilo que não conseguiram, nem o Porto, nem o Sporting, nem o Benfica, conseguiu-o o Rio Ave e o Guimarães, ou seja, travar o Braga na sua caminhada imparável.

Agora compete ao Benfica mostrar o que vale e colocar-se na frente da classificação. Se o não fizer desta vez, só tem que atribuir culpas a si próprio e reduzir-se à sua insignificância. Coisa que eu, sinceramente, espero não venha a acontecer. Mas não me posso esquecer da época do Quique, em que estiveram duas ou três vezes na mesma situação e falharam sempre o 1º lugar. E não adianta estar sempre a maldizer a sorte!

sábado, 7 de Novembro de 2009

O Atleta de New Jersey!



*~*~*
Tanto tenho falado no Zé Luis e tantos posts já publiquei que não há perdão se ainda não tiver publicado estas fotografias. Hoje folheei todos os álbuns do Picasa, onde elas estão arquivadas, e não consegui localizar nenhuma. Também, entre quase duas mil fotografias, já não admira que aquilo esteja num granel absoluto. Por causa disso comecei a dar uma identificação especial a todas estas fotografias, de modo a conseguir localizá-las mais facilmente, no futuro. E se ficarem repetidas, elas encostam-se uma à outra e saltam logo á vista. É só truques!
E se alguém se lembrar de as ter já visto, que faça de conta que não deu por ela. Aqueles que só esporadicamente entram no blog, nem darão por nada.

Que crise!


(Clicar para ampliar a imagem)

Cada um com os seus truques! A crise a isso obriga: Um pouco de humor para desanuviar as vossas mentes.

Tranquilidade? Acabou-se!


(Clique para ampliar)

Leão não sou, mas não podia deixar passar a oportunidade e ficar calado. O Paulo Bento não é melhor nem pior que qualquer outro treinador. Nem é a saída dele que vai resolver o problema do SCP. Mas os homens de Alvalade é que sabem.
Eu tenho cá para mim que foi um complot no balneário que o empurrou pela porta fora. E se é o caso e o nosso amigo Bettencourt sabe disso, devia «botar a boca no trombone». Se o não fizer, vai arcar com as responsabilidades dos acontecimentos, mais tarde. E os eternos amigos da onça vão ficar a rir-se nas suas costas. E a preparar a próxima!

Carteret, N.J.!

(Clique para ampliar)

Aproveitando o facto de estar embarcado no mais rápido meio de transporte que existe à face da Terra, dei um pulo a casa do Filho da Escola que mora nos States, o José Luis Gomes.
Consultei o Boletim de Recenseamento do Estado de New Jersey e lá consta ainda como tendo residência em Linden, mas se ele me mandou dizer que agora reside em Carteret, foi para lá que me dirigi.
Não consegui avistá-lo, nem falar com ele, pois o meu transporte é de tal modo rápido que quando ia a abrir a boca já estava de novo sentado em frente ao monitor do meu computador.
Coisas destas modernices dos computadores!

Google Earth - Release 5.1!

(Clique para ampliar)

Eu pesquisava e voltava a pesquisar, corria Moçambique de norte a sul e as imagens eram sempre as mesmas. Desactualizadas e sem qualidade. Parti à procura de uma versão mais actual do Google Earth e encontrei a versão 5.1 que descarreguei de imediato. Depois voltei a sobrevoar Moçambique, fui-me dirigindo para o norte e aterrei em Metangula. E vejam como a imagem é diferente da anterior. Até a estrada do caracol aparece, agora marcada como E.249. Tapete de alcatrão ainda não tem, mas o número já lá consta. É uma questão de organização. Apoiado!

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Notícias da América!

Finalmente chegaram notícias do Zé Luis Gomes. Pelo vistos não é um grande craque do e.mail e raras vezes consulta a sua «Inbox». Melhor assim do que coisa pior. Ficou contente por ter notícias nossas e promete que qualquer dia vem até cá fazer-nos uma visita. Mudou de endereço e de e.mail e foi sorte a minha mensagem ter ido atrás dele. Coisas da organização das empresas estatais, umas vezes complicam e outras resolvem.

Valdemar (O Marinheiro)!

Lago Niassa - O Valdemar e a sua viola!

Desculpem-me os meus leitores, mas tenho andado um pouco arredio a estas lides bloguistícas. Várias coisas têm contribuido para isso e entre elas a feliz coincidência de ter encontrado um novo amigo que gosta tanto (ou mais) do Niassa como eu gosto.
Ele tem para contar histórias sem fim e tem-nas despejado nos blogs um pouco a granel, o que lhe retira algum valor. Descobri-o na internet por mero acaso e ofereci-me para lhe dar uma ajuda na reorganização dos seus escritos. Como também não sou um grande barra nestas coisas, tenho tido algumas dificuldades. Quando se entra no faz e desfaz e sempre com receio de perder alguma coisa, a coisa é complicada. Mas dou o meu tempo por bem empregue.
Comecei por agrupar os seus cinco blogs mais representativos numa só conta Google e eleger um como porta de entrada. A eleição, como não poderia ser de outro modo, recaiu sobre aquele que versa os assuntos do Niassa, cujo endereço é este de onde é possível saltar para qualquer um dos outros quatro.
Ainda está tudo «em construção», mas é bem vindo quem quiser dar uma vista de olhos.
E envio daqui um grande abraço ao Valdemar pela lição de vida que nos oferece.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

São horas de ir para a cama!


Mas não sem antes vos falar no Valdemar (Pescador/Marinheiro). Pertenceu, tal como nós, à Briosa e tem uma história de vida incrível. Hoje limito-me a publicar aqui uma foto para o conhecerem, depois haverá tempo para o resto.
Boa noite a todos e sonhem com.. quem vos apetecer!

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

De Maputo a Marracuene de comboio!

Legenda:
1 - Direcção Geral de Viação onde se tirava a carta de condução
2 - Jardim Zoológico
3 - Tabanca de que vos falava no meu post
4 - Avenida nova que cruza toda a cidade a partir da antiga Quinta do Paraíso

1 - Local em que a linha se separa da que vai para a África do Sul

Legenda:
1 - Início da linha
2 - Missão de S. José
3 - Cruzamento junto à Direcção Geral de Viação
4 - Jardim Zoológico
5 - Aeroporto

Legenda:
1 - Desvio da linha principal
2 - Cruzamento com a Estrada de Vila Luisa

Como podem ver demorou algum tempo, mas acabei por encontrar o que queria. Não sou de desistir à primeira.
Agora que sabem onde se situa o lugar de que vos falava talvez vos conte umas quantas peripécias que vivi por ali. De qualquer modo aconselho-vos a instalar o Google Earth (se o não têm ainda) para correr o mundo sem sair de casa. Olhem que vale a pena!

Linha de Marracuene!

*~*~*~*~*
Eu bem me parecia que não podia ter sonhado! Ora vejam lá.

"Lourenço Marques está passando, de ano para ano, por modificações profundas que o tornam um dos primeiros empórios mundiais. As suas linhas férreas constituem o primeiro factor da sua actividade comercial e do seu progresso.

Aos esforços do ilustre engenheiro Sá Carneiro, que à sua alta competência técnica alia a mais incansável actividade, deve-se sobretudo o desenvolvimento da importante rede ferroviária que tão superiormente dirige".

A Linha de Marracuene havia sido, como já dissemos, inicialmente construida em via reduzida, e o traçado atravessava a Cidade de Lourenço Marques pelo Alto Maé e Chamanculo, o que representava grandes inconvenientes. Por esse motivo, em fins de Setembro de 1929, iniciou-se o trabalho de alargamento da via para a bitola normal (1,067), tendo-se nessa ocasião deslocado também o traçado para fora da cidade.

Os trabalhos foram concluidos em 1930, sendo os 33 quilómetros da sua nova extensão abertos ao público em 19 de Maio desse ano.

A Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique, pretendendo fazer da Vila Luisa um centro moderno de turismo , promoveu nela, de 24 de Junho a 2 de Julho de 1933, a III exposição Regional, a qual foi inaugurada pelo Encarregado do Governo, coronel Soares Zilhão. A exposição resultou num êxito e serviu para demonstrar o desenvolvimento agrícola daquela região. No ano seguinte repetiu-se a exposição, ainda com maior êxito.

Ainda dentro do plano de desenvolvimento turístico da Vila Luisa, a Administração dos Caminhos de Ferro, promoveu a construção do Pavilhão de Chá naquela Vila, ao povoamento florestal da região com pinheiros e ao ajardinamento da zona de Estação. Passou a promover também excurssões turísticas no Rio Incomát em confortáveis barcos a gasolina até à reserva dos hipopótamos, o que ainda por muitos anos constituiu a principal atracção turística fora da Cidade de Lourenço Marques.

A pitoresca Vila debruçada sobre o Rio Incomát, ligada à história dos tempos da pacificação pelo célebre combate travado em 2 de Fevereiro de 1895, passou a dispôr de outros atractivos que se ficaram a dever à iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Visitas americanas!

Hoje temos um visitante do Condado de Newark, nos Estados Unidos. Comecei a pensar se não poderia ser o nosso camarada da CF2 que nos conseguiu encontrar na net.
Tirei as coordenadas, longitude e latitude, e fui para o Google localizar a origem do visitante. Cheguei lá em segundos, mas fui parar a um sítio alguns quilómetros a sul do lugar onde mora o Zé Luis. Trata-se de um aglomerado de casas perto de Allentown e não deve ter nada a ver com aquilo que pensei.
Deixei-me levar pela imaginação, que é que querem!

O Comboio Fantasma!

...oOo...
Havia em Lourenço Marques uma linha férrea que passava a cerca de 500 metros a poente do Jardim Zoológico. Lembro-me de andar por ali a bisbilhotar de palhota em palhota, à procura daquilo que nós sabemos e ir até uma cantina que ficava ali perto. Embora um pouco distante pode dizer-se que ficava nas traseiras da Missão de S. José.
Nunca soube de onde vinha nem para onde ia aquele comboio. Passava em cima de um talude bastante alto, por entre as palhotas e os cajueiros, resfolegando e apitando como um desalmado. Punha a tabanca toda em alvoroço.
Um dia destes deu-me a curiosidade de ver que trajecto fazia aquele comboio e pus-me a pesquisar no Google Earth. Não encontrei nada, absolutamente nada. Nem rasto daquela linha férrea. Será que foi desmantelada? Ou fui eu que sonhei com aquele comboio? Responda-me quem souber.

Não está nada perdido!


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Como disse o Jorge Jesus.
Ontem era o dia em que eu esperava ver o meu Benfica tomar, definitivamente, a dianteira da classificação e mostrasse a supremacia sobre leões e dragões, mas infelizmente tudo correu mal.
Desde golos anulados a expulsões um tanto ou quanto exageradas, passando por cartões amarelos sem qualquer justificação, pior não podia ter corrido.
E é claro que aquele espectacular golo do Hugo Viana, a meio da 1ª parte, não ajudou nada. O Minguinhos Paciência soube dispor as suas peças chave, com inteligência, no relvado e couberam-lhe os louros. O JJ tem que saber esperar com "paciência" pela sua oportunidade.