sábado, 31 de Outubro de 2009

Encontros de Fuzileiros!

Hoje, dia 31 de Outubro, é o dia do encontro do pessoal da CF3, comissão na Guiné de 63 a 65, que se realiza na Associação de Fuzileiros do Barreiro.
Como fizeram parte desta Companhia muitos filhos da minha escola, estou com curiosidade de saber quem por lá apareceu.
Pedi ao Francisco Jordão para se juntar ao grupo e tentar arranjar algumas fotografias daquelas caras a ver se nos fazem lembrar alguém. Assim de repente não me lembro de ninguém em especial, além do Capitão G3, mas pelo menos um pelotão era formado por grumetes da nossa escola e algum há-de lá aparecer e ser apanhado pela objectiva do nosso paparazzo.

"No more politics"!

Ontem e hoje tenho estado pela cama e sem muita vontade de me sentar aqui em frente do monitor. Um desarranjo intestinal provocou-me um pouco de febre e dores abdominais que me atiraram ao tapete.
De qualquer modo (nem que seja de gatas) é preciso continuar e tocar isto para a frente.
Nos últimos posts só se tratou de política, desde as eleições em Moçambique, onde nada me surpreenderia que ficasse tudo na mesma, até aos políticos portugueses (e seus correligionários) que andam mexendo no nosso bolso. Vamos deixar-nos disso e voltar à nossa saga de fuzileiros.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Desporto da Moda!


Salto à vara

No blog «Porta da Capitania» o meu amigo Luis publicou um boneco sobre este tema. Eu quero seguir-lhe o exemplo, pois ficar calado só agrava o problema deste país.
É fartar vilanagem! Tudo rouba minha gente!
Do Público ao Privado, do empresário ao funcionário público, do político ao banqueiro, é tudo a embolsar o que pode. Este país não tem conserto possível!
E o 1º classificado na lista desta ladroagem toda é o próprio governo que nós elegemos para gerirem os nossos destinos e tomarem conta das nossas finanças. A sua grande preocupação é com a receita que precisa de aumentar a qualquer preço. Com a despesa não há nada a fazer pois os mamões são tantos e têm um tal poder de sucção que não há mama que resista.
A Saúde engorda os hospitais e clínicas privadas e os centros de diagnóstico, sem se esquecer dos médicos do serviço público que ganham um balúrdio por duas horitas de trabalho.
A Justiça encarrega-se de nos entregar nas mãos dos tribunais e advogados que nos levam o couro e o cabelo, mas justiça nem vê-la.
As Obras Públicas espalham euros às mãos-cheias por tudo quanto é Gabinete de Estudos e Projectos, Consórcios e Construtores, cujos orçamentos de base são acrescidos de 50% (digo eu) para futuro retorno aos «praticantes do referido desporto» que se desunharam para conseguir as melhores obras aos melhores (para eles) preços.
A Educação continua mais inclinada para os Editores e Livreiros e produtores de "Magalhães" do que para os pobres desgraçados que depois de pagar a creche dos filhos, a bucha e a renda da casa, só fica com cotão nos bolsos.
Querem que continue a desbobinar ou já chega?
Estes obstáculos não se conseguem ultrapassar nem saltando à Vara. As dificuldades e os Penedos que nos aparecem pela frente são tantos que não há quem aguente.
Se se pudesse dissolver o Parlamento, talvez o exemplo resultasse. Mas estou a falar em dissolver a sério, num grande tanque de ácido sulfúrico, de modo a não sobrar qualquer resíduo.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Anedota!

Um sujeito foi ao médico de família, com o testículo esquerdo inchado e dormente. O médico disse que era uma inflamação testicular, que não era nada grave etc., mas que ele procurasse um especialista. E deu-lhe o telefone de um Colega UROLOGISTA. Mas, na hora, enganou-se no número e deu-lhe o do seu ADVOGADO.
O tipo marcou uma consulta, e à hora marcada lá estava ele diante do advogado, achando que era o médico:
- Em que posso ajudar?
O nosso amigo baixou as calças e mostrou:
- Como o senhor está vendo, doutor, estou com uma inflamação no testículo esquerdo.
O advogado ficou olhando a cena alguns segundos sem entender absolutamente nada.
Pensou..., pensou..., pensou e disse:
- Meu amigo, a minha especialidade é o Direito...
Diz o sujeito:
- Fod.... !!!!!! Agora até há especialistas para cada tomate???!!!

Curiosidades sobre cibernética!

Pequim, 29 Out (Lusa) -- A China apresentou hoje o seu mais rápido computador, capaz de efectuar biliões de cálculos por segundo.

O super-computador foi apresentado em Changsha, centro da China, pela Universidade Nacional de Tecnologia da Defesa, disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua (Nova China).

No topo da sua velocidade, a nova máquina "pode, teoricamente, efectuar mais de mil biliões ('one quadrillion', em inglês) de cálculos por segundo, indicou a mesma fonte.

Moçambique - Eleições!

Encerrou às 19h – 17h de Lisboa – a votação para as quartas eleições gerais em Moçambique, este ano com a particularidade de, para além das habituais presidenciais e legislativas, se elegerem também, pela primeira vez, as assembleias provinciais.
Os locais de voto, todavia, não encerraram em simultâneo. Um sistema de senhas permitiu aos eleitores que estivessem na fila exercer o seu direito de voto muito para lá da hora estabelecida, nos locais em que se formaram longas filas.
Uma das novidades foi a elevada participação feminina, conforme adiantou a TVM (Televisão Nacional) em directos a partir de diversas províncias do país.
A normalidade que se verificou na votação conheceu pouquíssimas excepções. Em Mandimba (Niassa) uma manada de elefantes atrasou o escrutínio e em Changara (Tete) um observador nacional foi espancado.
Os candidatos presidenciais, Armando Guebuza, Afonso Dhalakama e Daviz Simango – este último votou na Beira – exerceram o seu direito de voto logo pela manhã mostrando-se todos eles confiantes na vitória.
Em algumas assembleias de votos em Maputo visitadas pelo SOL, a tendência de voto – eram ainda dados parciais – inclinava-se claramente para o candidato Armando Guebuza nas presidenciais e para o partido Frelimo nas legislativas.
Daviz Simango, o candidato do novo partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM), seguia surpreendentemente em segundo lugar, deixando Afonso Dhalakama, o histórico líder da Renamo, numa desconfortável terceira posição.
SOL

Eleições moçambicanas sob o signo da tranquilidade - Globo - DN

Eleições moçambicanas sob o signo da tranquilidade - Globo - DN

Olha a minha terra natal!


Feira de Coleccionadores em Barcelos
MAISACTUAL.PT - O Seu Site de Informação - 29-Out-2009

Eleições em Moçambique!

Moçambique/Eleições: Arrancou a votação
MAISACTUAL.PT - O Seu Site de Informação - 29-Out-2009

Os Ribatejanos!

Talvez nem todos saibam, mas o «Puto de Santarém», aqui representado nesta imagem, regressou a Lourenço Marques como civil, depois de passar à disponibilidade na Briosa. E encontrou-se lá com o seu vizinho de Almeirim, o Joaquim Manuel Cação, tendo mesmo dividido o quarto da pensão onde residiram durante algum tempo. Enquanto que o homem de Almeirim lá casou e por lá ficou até à independência da colónia, o Puto regressou à sua terra e por cá fez a sua vida. Por ter convivido de perto com o Almeirim e ser oriundo da mesma região, foi a ele que mais pressionei para descobrirmos o paradeiro do seu e nosso amigo que, há perto de 40 anos, ele tinha visto pela última vez.
Um dia a coisa proporcionou-se. Tinha ido a Almeirim e depois de um almoço, à base da famosa Sopa de Pedra e febras grelhadas, regado com um tintinho ribatejano, lá foi ele a caminho das Fazendas de Almeirim em demanda do Cação. Logo á primeira pergunta puseram-no em contacto com um irmão mais velho daquele que procurava. E foi ele que contou a história do casamento, do regresso à Metrópole, do divórcio e da nova partida para Moçambique, à procura de melhor sorte.
Foi a primeira pista a sério que consegui, na minha caça ao Almeirim. E o resto vocês já sabem.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Regresso ao passado!

...oOo...
Depois de tantas fotografias da actualidade, aldeias de Portugal, paisagens do Canadá, imagens dos Estados Unidos e sei lá mais o quê, vamos voltar a colocar os pés no chão e regressar ao passado. Um passado distante, mas cheio de boas recordações. Se não houvesse outro motivo para assim ser considerado, bastaria olhar para o ar juvenil espelhado no rosto de todos os fotografados. Quem não gostaria de voltar a ter 20 anos? Eu sou o primeiro a responder positivamente.
Como se diz por aqui - Quem me dera ter outra vez 20 anos e saber o que sei hoje!

É de bifas que se fala?

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Aproveitando uma das fotografias publicadas pelo Leiria no Blog «Escola de Fuzileiros» fiz esta montagem para vos mostrar o casal "Camarada". Ele é o nosso tão conhecido João Camarada e ela a sua "Bifa" que ele transformou na sua companheira para a vida. Mãe de dois filhos, um deles ainda a viver na África do Sul, pode ser que este post sirva de link entre os dois e ele possa assim ver a cara da sua mãe, de quem deve sentir imensas saudades.
Um grande abraço para o João e calorosas saudações para toda a sua família.

É só pedir!


6 - 1
Fui eu quem pediu a cabazada, mas não era preciso tanto!

domingo, 25 de Outubro de 2009

Alvaro - Oleiros!


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Estou sentado em frente do computador, mas com um olho espreitando por cima do monitor para um pequeno televisor que transmite o jogo do Porto - Académica. O resultado estava em 2-0, mas a Académica acabou de marcar um golo fazendo o 2-1.
Volto a concentrar-me naquilo que estava a observar, o contador das visitas deste blog. Salta-me à vista um visitante de Álvaro a que já me habituei. Não há dia em que eu abra o contador de visitas que não apareça o fiel visitante daquela aldeia perdida do concelho de Oleiros, no distrito de Castelo Branco.
Quando reparei nele pela primeira vez nem sabia onde ficava Álvaro. Deu-me a curiosidade e usei o Google para procurar a informação. Hoje voltei a confrontar-me com a já habitual visita deste internauta e decidi prestar-lhe este pequeno tributo, publicando uma fotografia e o brasão da sua aldeia.

Crónica de uma madrugada serena!

Como já vem sendo hábito, deitei-me quando já era quase uma da madrugada. Nada de mais. Quando acordei, olhei para o relógio da mesinha de cabeceira e vi que ainda faltavam 5 minutos para as 6 horas. É um bocado cedo de mais, pensei eu, deixa-te estar quieto que talvez voltes a adormecer.
Qual nada! Vinte minutos depois já não parava com o habitual formigueiro nas pernas. Enrola a manta e toca a fugir da cama.
Dirigi-me para o meu refúgio e liguei esta máquina, minha companheira fiel das horas de solidão. Logo que isto ficou operacional, olhei para o monitor e fugiram-me os olhos para o pequeno relógio digital que aparece no canto inferior direito do écran. Ele marcava 05.15 horas!
Pois é, tinha-me esquecido da mudança da hora. No problem, pas de probleme, kein problem, como dizem os nossos amigos europeus. Trabalhei quase 2 horas a organizar os meus álbuns de fotografias, fiz pesquisas na internet, já escrevi dois ou três posts e agora vou tomar o desjejum que o meu estômago está a roer-se a si mesmo.
Até mais logo!

Duas cabeças...!

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... pensam melhor que uma?
Depende das cabeças, digo eu!
Do ponto de vista feminino os homens perdem-se por se concentrarem naquilo que não deviam, ou seja, pensarem com a cabeça errada (se é que me faço entender). Pois tenho que confessar que foi isso, rigorosamente, que fiz quando passámos pela cidade do Cabo em 1965.
Logo que o Infante atracou, todos os meus camaradas se espalharam pela cidade e viram e visitaram tudo o que lhes deu na real gana. E eu? Que fiz eu? Enfiei-me dentro de um carro, bem escondidinho para a polícia não me topar (malditos tempos do Apartheid) e ala, a toda a velocidade, para casa da minha gaja. Em boa verdade eu pensava que nunca mais a voltaria a ver e devia-lhe essa atenção, mas o facto é que tudo o que vi do Cabo foram as ruas por onde passei, do cais até casa dela e vice-versa.
Tive direito a um rico almoço (há gostos para tudo!) e mais um dia de infinito «farfalhanço» e mais nada. Visita turística não houve! E nunca mais vai haver, pois não tenho planos para lá voltar. Porca miséria!

Outra vez o Zé Luis Gomes!

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Então não é que o nosso camarada mora mesmo ao pé do filho do Verde! Ele há cada coisa neste mundo! A pequena cidade de Linden é uma espécie de subúrbio de Elisabeth, em Newark, New Jersey. Nesta mora o filho do Verde, na outra o Zé Luis, ou seja, a menos de uma dúzia de quilómetros um do outro. Será que é desta?
Como é possível ainda não ter conseguido entrar em contacto com ele? Estou em contacto telefónico com o irmão e por e.mail com a sua sobrinha, tenho o endereço de casa e do e.mail dele mesmo e não acontece nada? Mas o que é que é isto??????

sábado, 24 de Outubro de 2009

Afinal mexe ou não mexe!

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Hoje gastei umas horas a pesquisar notícias de Moçambique na tentativa de encontrar algo de interesse para publicar aqui. Ás tantas fui parar a um blog de um militar do Exército que fez a comissão em Maniamba, de que já não lembro o nome, e dei de caras com um comentário que me deixou atónito. Quis copiá-lo, mas a formatação desse blog não me permitiu fazê-lo. Assim vou tentar reproduzi-lo, à minha maneira. Rezava assim:
»»» Estive em Metangula entre 1970 e 1973, não como militar mas como civil. Sou cunhado do Neves e trabalhava no seu restaurante como empregado. No ano 2000 voltei a Moçambique e fui visitá-lo a Lichinga, onde agora mora. Nas frequentes visitas à praia da Chuanga, passei por Metangula e fiquei admirado com o estado de abandono em que aquilo está. Muitos dos habitantes mudaram-se para outros lugares, o restaurante do meu cunhado está abandonado e a cair aos bocados, enfim uma desolação.«««
Não sei se é possível acreditar nesta descrição que ele faz da situação de Metangula. Parece-me muito estranho que o lugar onde a Marinha de Moçambique deve manter ainda a Base Naval em actividade e que era a maior povoação daquela zona, esteja assim ao abandono.
A Chuanga tem uma belíssima praia, mas nos idos de 1967 tinha apenas uma dúzia de palhotas. Os habitantes da aldeia viviam das suas machambas e da pequena criação de gado (vacas ou cabras). Turistas para desenvolver a zona também não há, por isso não vejo como a Chuanga possa ter ultrapassado o desenvolvimento que havia em Metangula, onde havia Hospital, escola e até aeroporto.
E, como podem ver pela fotografia anexa, até uma estação de rádio conseguiram pôr a funcionar. Além da electricidade que também já lá chegou, como vos fiz saber no post anterior.

Notícias de Metangula!

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As populações do distrito do Lago saíram à rua no passado dia 20 de Setembro para festejar a inauguração da linha de média tensão a 33kV de Metangula, construída a partir da Subestação de Lichinga e que, numa primeira fase, vai abastecer, para além do Município de Metangula, a sede do posto adminisrativo de Maniamba e as localidades de Chuanga, Messumba e Mechumwa.
A rede ora inaugurada vai beneficiar cerca de 12 mil pessoas e foi financiada pela Suécia e Noruega num investimento avaliado em três milhões de dólares norte-americanos.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Presidente da Assembleia da República, Eduado Mulembwe, o Ministro de Energia, Salvador Namburete, o Governador do niassa, Arnaldo Bimbe, o PCA da EDM, Manuel Cuambe, membros do Conselho de Administração da EDM, o Presidente do Município de Metangula, para além de populares que não quiseram ficar à margem da cerimónia.

*~*~*
A electrificação de Metangula insere-se no projecto de interligação Gurué-Cuamba-Lichinga que consistiu na construção de uma linha de transporte a partir da Subestação de Gurué até Lichinga, duas subestações, em Cuamba e Lichinga, e construção/reabilitção de redes de distribuição em Lichinga, Cuamba, Lúrio, Mutuali, Malema, Gurué, Errego, Socone, Namarrói, Muliquela, Alverca e Lioma.
A ligação de energia eléctrica à Metangula através da Rede Eléctrica Nacional da EDM tem um grande impacto económico-social, uma vez que este distrito era abastecido por um grupo gerador que não satisfazia a demanda de energia e o fornecimento era feito e regime de restrições.
Durante o projecto foram executadas 1947 baixadas, o que permitiu, de imediato, o aumento do número de consumidores dos anteriores 140 para 354.
Metangula tem agora ondições para registar incremento do turismo, actividade agrícola, comercial e exploração dos recursos naturais da região.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

O que é vermelho é bom!

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Podem acusar-me de ser benfiquista que não me importo. Se não gostam do vermelho é caso para desconfiar! Eu gosto. E muito! Viva o Benfica e tudo o que é vermelho!

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Velhas fotografias!

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Quem tiver bons olhos que descubra o sargento Albertino Veloso no meio desta molhada de grelos! Toca a romper as pestanas!
De passagem pode ser que reconheçam outros de quem já nem se lembravam sequer!

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Grumetes de 63!

(18307 - 18277 - 18256 - 18213)

Filhos da mesma escola e recém-chegados a Lourenço Marques, é natural que se juntassem uns aos outros, pois para conviver com os mais antigos faltava-lhes o à-vontade. Mas isso durou pouco tempo e com a partida para Metangula, apenas seis meses depois, depressa desapareceram os obstáculos iniciais.
Vocês acreditam na coincidência de estes quatro camaradas terem nascido e vivido a uma distância máxima de 25 Kms das margens do rio Douro. Uns mais a montante, outros mais a jusante, mas todos eles vizinhos do grande rio internacional que atravessa o norte de Portugal de lés-a-lés.
Mesma origem, mesma escola, mesma Companhia, mesmo destino naqueles anos da sua juventude. Dois deles ainda se mantêm apegados ao seu rio, os outros dois seguiram outros caminhos.
Coisas da vida!

Grandes craques!


Hoje em dia Portugal está cheio de grandes craques de futebol. Nem vou falar em nomes para não suscitar alguma discussão que nos ponha uns contra os outros, pois sabichões da bola é o que mais há por aí e eu não quero entrar em confronto com ninguém.
Também tínhamos alguns craques nos tempos da Companhia 2! Ou não tínhamos? E outros que não eram assim tão craques, mas gostavam de correr atrás da redondinha!
De qualquer modo nesta equipa (que aqui acima podeis apreciar) aparecem alguns atletas que eu não esperaria ver a correr atrás da bola. Olhai bem para aqueles últimos do lado direito!
Agora, um dos que sabia dar dois pontapés na dita, era o António ( três cabeças à direita do meu amigo Melro), meu conterrâneo de Barcelos que hoje caminha agarrado a um pau e que eu considero o rei dos azarentos entre o pessoal da CF2. Além de se ter casado com uma mulher com a doença dos pezinhos que lhe deu uma catrafilada de filhos, todos portadores da mesma deficiência, e lhe morreu antes dos 50 anos, ainda levou com três tromboses em cima. É preciso ter físico para aguentar tanto azar seguido!
E da bola, já nem se lembra, agora que o seu cérebro também trabalha a velocidade reduzida. Puta de vida!

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Recado para o Estica-Arames!

Porto de pesca da Póvoa de Varzim

Praia de banhos da Póvoa de Varzim

Faro (intramuros)

Marina de Faro

Quando, há dias, falei com o Zé Alexandre, ele contou-me que no tempo que viveu aqui na Póvoa fez amizade com o Leites (o ourives), aquele que tinha a sua lojinha no Largo David Alves, junto ao Póvoa Cine.
Ele mora, actualmente, em Faro, mas não se esqueceu ainda desta terra que, durante alguns anos, foi sua.
Pois hoje aconteceu uma coisa que ele gostaria de saber, embora não seja notícia para trazer alegria a ninguém. O seu amigo ourives e meu vizinho de muitos anos, o Leites, acabou de falecer e amanhã vai realizar-se o seu funeral.
Não acredito que o filho da escola leia esta notícia, mas alguém lho poderá contar e por isso aqui a deixo. Talvez a sua filha, quem sabe!

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Ilharco de Moura!

...oOo...
Há um ano inteirinho que andava atrás desta fotografia que tinha visto na mão do Luís Vieira durante o nosso 1º encontro em Alvados, no ano passado. Várias vezes esteve por um «pelinho», mas houve sempre qualquer coisa que me impediu de o conseguir. Este ano até levei comigo o scanner para o encontro do Paião a pensar nisso, mas na hora H o Luis desapareceu e eu fiquei a chupar no dedo. Agora cá está ela! E graças ao Virgílio que foi mais rápido que o Trinitá!
Nesta fotografia, além do nosso 2º Comandante (conterrâneo do Hipólito), podemos ainda ver o sargento Dias, o Agostinho Seco, o Estica-Arames, o Gato e o Carlos Trindade. Pena não podermos contar com eles nos nossos convívios. Uns porque já não estão entre nós, os outros porque não podem ou não querem fazê-lo. Excepção feita ao Sargento Dias que este ano se juntou a nós no Paião, é claro.

Oeiras e Paço de Arcos!

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Parece-vos descabido o título deste post?
Então sigam este raciocínio:
Queria falar-vos do Luis Vieira que aparece na foto acima. Ele mora em Oeiras e apareceu no Zé Varunca, no dia 24 de setembro passado. Quem não apareceu no Zé Varunca foi o Alfredo Jordão que mora em Paço de Arcos e eu me esqueci de convidar. Em Paço de Arcos foi também visto, a fazer compras no Pingo Doce, o imediato da CF8 que todos juram ter já morrido. A esse respeito gostava de falar com o Jordão, para além de querer saber mais notícias daqueles com quem ele mantém contactos, como, por exemplo, o Manel Cristo.
Mas há mais! Mora também em Oeiras o Virgílio a quem gostaria de pedir um favor e para tanto vou enviar-lhe hoje um mail. Eu sei que ele visita este blog todos os dias e pode ser que leia isto antes de abrir o mail e assim ficará já a saber o que pretendo dele.
Por qualquer razão que ainda não entendi o Luis Vieira não usa o e.mail e inventa sempre um sem-número de desculpas quando lhe falo nisso. Ora, ele tem uma fotografia do Ilharco de Moura que eu gostava de lhe caçar. Para tanto preciso de alguém capaz de a «scanear» (os brasileiros dizem escanear, mas acho que a palavra não existe) e enviar-ma por mail.
Acho que o Virgílio é homem para fazer isso e que não me vai negar o favor.
E para terminar esta alegoria a Oeiras e Paço de Arcos, vou telefonar ao Jordão e perguntar-lhe se não quer juntar-se à festa da CF3, no dia 31 deste mês, na Associação de Fuzileiros. Há imensos filhos da sua escola nessa Companhia e ficaria a conhecer o Francisco Jordão que tem curiosidade em saber porque é que ambos usam o mesmo apelido.
Ufa que fiquei cansado com tanta explicação!
E não disse nada a respeito do Peniche e do Enteiriço que também aparecem na fotografia. Fica para a próxima.

domingo, 18 de Outubro de 2009

Esmorecendo...!

*~*~*~*
Como vela que aos poucos se apaga
Soprada por ventos de tempestade
De escrever mais capítulos desta saga
Vou esmorecendo, perdendo a vontade

Para um tal sentimento
Não me pergunteis a razão
Talvez não seja o momento
De vos fazer tal confissão

Por onde andais camaradas
Que não dais sinal de vida
Ou tendes as vidas paradas
Ou a lembrança perdida

Do Algarve não há notícias
E da América também não
As daqui não são propícias
Oh, que grande desilusão

É domingo, vou descansar
Esquecer-me disto um pouco
E a saudinha preservar
Antes que fique louco

sábado, 17 de Outubro de 2009

A América é grande pr'a burro!

Na fotografia do post anterior podem ver 5 fuzileiros que gostavam de chapinhar na água, a qualquer hora. Quatro deles nasceram à borda d'água (Peniche, Lagoa, Albufeira e Budens) e portanto é natural tal inclinação. O quinto homem é alentejano, de Fronteira (salvo erro), e já é mais esquisito gostar de água. Uma coisa vos posso garantir, nadavam todos melhor que o Marcolino!
Mas o que me fez voltar a falar da fotografia não foi isso. Foi o ter dado com os olhos no João Rodeira (a sacudir a água das orelhas, na foto) e lembrar-me do apelo que fiz, há alguns dias atrás, para ver se alguém o conhece ou sabe onde pára, nos Estados Unidos.
Num país onde a internet é mais banal que bicicleta na China e onde há muitos milhares de portugueses, seria de esperar que alguém escrevesse qualquer espécie de comentário. Nem que fosse para me chamar parvo pela minha tentativa.
Mas, nada! Ninguém! Zero!
A América deve ser ainda maior do que a imagino!

Meios de navegação!



...oOo...
Esta semana tive o prazer de uma chamada telefónica do nosso amigo Marcolino. Disse-me ele que tem o blog da Cf2 como uma espécie de «página de arranque», de maneira que todos os dias é visto por ele e pela sua família. Aproveitou para comentar ao telefone aquilo que diz não se sentir muito à-vontade para fazer por escrito. Revisitamos aquela história escrita pelo Leiria sobre a viagem que juntos fizeram ao Cobué, para servir de escolta ao cipaio morto na primeira intervenção dos fuzileiros na Guerra do Ultramar, no Lago Niassa.
Perguntei-lhe se se lembrava bem dessa história e disse-me que sim. Contou-me que iam duas embarcações, uma seguindo a outra. Numa delas, pilotada pelo ajudante do Cabo de Mar, seguia o cadáver do infeliz cipaio. Na outra, pilotada pelo próprio Cabo de Mar, a escolta formada pelo Leiria e pelo Marcolino.
Depois da sua narrativa pus-me a pensar (e a puxar pela memória) para ver se me lembrava que embarcações poderiam ser essas, pois além da Lancha Castor já não me recordava de mais nada. Então veio-me à ideia a vedeta (ou baleeira, escaler, lancha ou o que lhe queiram chamar) que se pode ver na primeira fotografia, com o dito Cabo de Mar aos comandos. Esta foi, com toda a certeza, uma das duas embarcações envolvida naquela história.
Na terceira fotografia aparece a «Mina» que suponho ter sido a primeira embarcação da Marinha de Guerra Portuguesa a cortar as ondas do fabuloso lago Niassa. Na outra fotografia avista-se a Castor, pequena lancha de fiscalização que foi a primeira unidade «a sério» a navegar naquela imensidão de água doce.
E ao escrever isto não posso deixar de pensar quão pobres fomos nós, os portugueses, ao nível do investimento, exploração e desenvolvimento das nossas possessões, no Império Ultramarino. Depois das expedições feitas por David Livingstone, em meados do Século XVIII, quase que a Inglaterra nos levava Moçambique, mas nem isso serviu de lição. Uns após os outros, todos os governos portugueses foram negligenciando aquela zona que só por milagre se manteve portuguesa até 1975. Tudo o que ficasse longe do mar, ficava esquecido e abandonado. E a região do Lago Niassa que podia ser um portento ao nível da agricultura e agro-pecuária, em 1964 era ainda um deserto. E, por causa da guerra, assim continuou até os portugueses terem que abandonar o território. E pouco mudou depois disso, pela conhecida falta de recursos do governo moçambicano, embora se notem já algumas melhorias.
Se pudéssemos exportar para lá o Sócrates e o Mário Lino, em três tempos teriam as infraestruturas que agora lhes faltam, auto-estradas, TGV e aeroporto internacional!

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Os bravos do pelotão!


Quando estive ao telefone com o Zé Alexandre (Estica-Arames), contou-me ele que também fazia parte do pelotão que esteve em Metangula. Quase um ano, disse ele. Que se lembrava muito bem do Comandante Zilhão e também de ver o Micróbio encher o cantil de vinho em vez de água.
- É para fazer trabalhar a caldeira - dizia o Micróbio!
Deve haver qualquer coisa errada com a minha memória, pois não me lembro de o ter lá visto. E também não me parece que ele pudesse ter lá estado quase um ano, porque chegou a Moçambique nos últimos dias de Março de 1964 e no dia 25 de Março de 1965 já navegávamos, a bordo do Infante, de regresso a Lisboa.
E sinceramente, não me lembro de alguém ter ido para Metangula, antes de começarem os tiros em 25 de Setembro de 1964. Mas isto é apenas a minha memória a funcionar e não posso garantir ter 100% de razão.
Corri todas as fotografias, com o máximo cuidado, para ver se descobria a cara dele em alguma delas, mas nada encontrei. Talvez ele tenha alguma que, um dia, me queira e possa enviar. Até lá fico-me na dúvida.

Tem nome de peixe, mas...!

...oOo...
... não o consigo pescar!
Como já vos contei, na semana passada telefonei ao Almeirim (Cação) para saber a razão do seu internamento e quais as suas preocupações de saúde. Pedi-lhe (mais uma vez) para me enviar uma fotografia dele para podermos ver qual a sua aparência actual, mas até agora nada. Por pura vingança, pela sua falta, trago aqui a fotografia da sua filha caçula, aquela que me descobriu na internet e me levou até ao seu pai. Como vêem, há de tudo na internet. Basta saber procurar.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Passo de corrida!

Num dos meus últimos telefonemas para um filho da escola, perguntava-me ele:
- Então Carlos, como correm as tuas investigações para encontrares os membros da CF2 que ainda te falta localizar?
Eu tive que lhe responder:
- Não correm, estão paradas!
E o som destas palavras faz-me recuar 47 anos, e transporta-me para a parada da nossa Escola, no tempo da recruta. E ouço o instrutor gritar:
- Ordinário... Marche! Em acelerado... Marche! Em passo de corrida... Marche!
E lembro-me do 16400 que, invariavelmente, dizia, por entre os dentes:
- Ordinário, eu? Vá lá chamar ordinário ao c... que o f...!
E depois lembro-me também de, na Radionaval da Machava, ouvir o sargento Peniche gritar:
- Corre Braulio! Mexe-me essas pernas!
E a resposta dele que era sempre a mesma:
- Eu só tenho duas velocidades, senhor sargento!
- Então mete a outra, despacha-te!
- A outra é parado, senhor sargento!
Estar parado, andar ou correr são conceitos que têm pouco a ver com aquilo que estou a fazer, mas alguma coisa se tem que escrever aqui para não deixar esta coisa morrer.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Os americanos!

Ando à caça do 17913 - Zé Luis Gomes pelos Estados Unidos. Pelo endereço que a sobrinha dele me deu, o nosso homem é empregado na DHS (Department of Human Services) do estado de New Jersey e a conta de e.mail pertence a este serviço. Pode ser que o filtro de entrada de correio não permita a passagem de mensagens particulares e ele nunca receba o meu mail. Já passaram dois dias e não houve qualquer reacção da parte dele. Ou não recebeu a mensagem ou não lhe despertou qualquer interesse. Qualquer das duas hipóteses é má.
Não quero ser pessimista. Vamos lá esperar com calma!
Isto faz-me lembrar que o João Rodeira também anda perdido pela imensidão daquele grande país, sem que o consiga encontrar. Até pode ser que sejam vizinhos um do outro! Porque não? Coincidências acontecem.
Outro «americano» que já apareceu, embora ainda não tivesse sido possível encontrarmos-nos, é o Tarrinha. Parece que esse escolheu Washington como destino e lá vive ainda a sua descendência. Uma sua filha, com quem troquei alguns mails, é mesmo empregada do governo. A cada passo lá vai o Tarrinha a caminho dos «States» para visitá-los. Muito mais agora que a filha lhe deu um neto!
Outro que passou por este país do lado de lá do Atlântico, foi o João Camarada. Mas para esse "camarada" tenho que escrever um post separado, por razões que então compreendereis.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Ala que se faz tarde!

Deitei-me tarde e acordei cedo, mas não tão cedo que me dê tempo para ficar aqui a escrever alguma coisa que vos mantenha interessados.
Li e respondi ao correio, abri as PPS que os amigos do costume despejam religiosamente na minha INBOX, fiz um curto comentário e agora tenho que pirar-me. Hoje vou até ao concelho de Cinfães fazer companhia ao meu irmão e dar-lhe uma mãozinha se ele precisar.
Talvez, logo à noite, venha com disposição para regressar a este espaço e arranjar assunto para vos entreter.
Desejai-me boa viagem e até logo!

Notícias na hora!

Ora bem, cá estou eu de volta com as notícias do nosso amigo Zé Alexandre. Vocês não vão acreditar naquilo que ele me esteve a contar. Agora já goza a sua reforma na capital do Algarve, depois de ter dado 18 anos da sua vida à Toyota, marca japonesa de automóveis de que sou um grande fã. Mas antes disso trabalhou e viveu aqui na Póvoa de Varzim, durante cerca de 15 anos. Exactamente no mesmo período em que o Manuel Mourão também por cá andava. Como é possível nunca me ter esbarrado com eles?
Para além disso, ele tem uma filha que por acaso nasceu aqui na Póvoa, que usa a internet e que vai servir de elemento de ligação entre nós. Pelo menos assim me prometeu ele. O meu interesse liga-se ao facto de não ter ainda conseguido arranjar uma fotografia dele, nem antiga nem actual, que preciso para completar o nosso álbum. Se a coisa correr bem, pode ser que me sirva de elemento de ligação para chegar até ao Cabo Ramos e ao Zé Bonina que também moram em Faro.
Vamos dar linha ao peixe e ver até onde ele nos arrasta.
«Última hora»
Acabei de receber o endereço de e.mail do Zé Luis Vaz Gomes, nos Estados Unidos e já lhe enviei um mail. Vamos esperar que me responda. Depois vos contarei o que acontecer.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

O Estica-Arames!

...oOo...
Março de 1964. Nesta data, 9 grumetes fuzileiros são enfiados dentro de um pequeno avião da FAP e enviados para Lourenço Marques, com destino à Companhia Nº 2 de Fuzileiros. O grupo era constituido por 6 recrutados e 3 voluntários. Um desses voluntários, o Zé Alexandre (Alexandre é apelido e não nome próprio), é o que aparece à esquerda, na foto acima.
Quando me decidi a procurá-los não sabia por onde começar, mas logo que me conseguiram arranjar os endereços de 4 deles a coisa começou a mexer-se. Escrevi uma carta personalizada a cada um, pedindo-lhes para me telefonarem e todos responderam ao meu pedido. O primeiro a fazê-lo foi precisamente este voluntário, a quem tínhamos posto a alcunha de Estica-Arames.
Já tinha referido isso aqui, mas hoje volto ao assunto por uma razão especial. É que tendo sido o primeiro a responder, é o único de quem não tenho ainda uma fotografia actual, nem tão pouco uma daquele tempo, com a qualidade que se exige.
Acontece isto porque ele mora em Faro, muito longe da minha parvónia e não é amigo de usar a internet. Até pode ser que tenha um filho ou filha que navegue nestas ondas, mas disso não tenho conhecimento. Prometo que hoje lhe vou telefonar para saber desse pormenor. Isso alimentará uma página mais deste blog, o que também é importante.
Notícias de todos para todos, é disso que se trata aqui!

Cinzas de morto viram diamante

Cinzas de morto viram diamante

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Ainda o convívio da CF3!

*~*~*~*~*~*~*
Consegui uma foto do «Évora», o mentor e organizador do convívio marcado para o próximo dia 31 do corrente. Estou a ver se consigo que alguns dos meus contactos se juntem ao acontecimento, pois se trata de uma Companhia com muitos filhos da minha escola, de quem procuro notícias. Quem morar perto e estiver interessado em juntar-se a eles pode contactar o Fernando Maudslay (Èvora) através do telefone 965 507 188.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Os 5 tópicos de discussão!

Há 4 tópicos de discussão que nunca geram consenso e algumas vezes geram mesmo atritos entre amigos, sendo por isso aconselhável fugir deles. A saber:
A Política - Porque cada um defende as suas cores e não há maneira de obrigar toda a gente a gostar do amarelo. Estou a assistir aos comentários, feitos na televisão, a respeito dos resultados autárquicos e pouco mudará no país a partir de amanhã. A derrota da Fátima Felgueiras é o facto mais relevante, para já. Os Valentins, os Isaltinos e outros que tais lá continuam no poleiro, para alegria de quem votou neles.
O Futebol - Há os vermelhos, os verdes e os azuis, além de outros cujas cores são menos definidas e não há maneira de contentar toda a gente. Para um ganhar é preciso que o outro perca. Quem perde fica triste e ver os amigos tristes entristece-nos também. É melhor esquecer isso e mudar de assunto.
A religião - As maiores desavenças mundiais existem por causa de diferentes crenças religiosas. Também conta a luta pelo domínio das matérias primas, como o petróleo e outras, mas a religião vem em primeiro lugar. Vejam os casos de Israel, da Irlanda, da Índia ou dos países de influência muçulmana. Olhando as coisas por este prisma mais vale uma pessoa ser agnóstico ou ateu.
As Mulheres - Este tópico é muito mais agradável, mas só para os homens. Se entra mulher na discussão, temos o caldo entornado. Se a conversa gira à volta das pernas da Diana Chaves, das mamas da Ana Malhoa ou do traseiro da Catarina Furtado, torna-se necessário olhar "cuidadosamente" em redor, para evitar que ouvidos indiscretos captem o sentido da conversa. Como bem se devem lembrar, com «água a bordo» estas conversas são proibidas.
Postos de lado estes quatro possíveis tópicos de discussão, de que raio podemos nós então falar?
Da nossa vida, da nossa história, dos bons e maus momentos por que passámos ao longo da nossa, já longa, existência, responderia eu. E dos amigos e conhecidos que connosco se cruzaram ao longo desse percurso. Contra isso ninguém pode insurgir-se.
É por essa razão que existe este blog. E que aqui me tendes, a encher-vos o bichinho do ouvido!
E viva a Marinha!

Os Tocadores!

...oOo...
Como hoje é domingo e dia de eleições não posso perder aqui muito tempo. Dentro de alguns minutos quero sair para cumprir o meu dever, antes que a bicha comece a crescer.
Tentando fazer um pouco de humor, o que nem sempre é fácil, aqui vai uma mensagem para cada um dos tocadores que aparecem na fotografia:
Hipólito, toca... para a polícia que o mundo está cheio de malandros!
Silvério, toca... baixinho que já me doem os ouvidos!
Gonçalves, toca... o banjo que é raro ouvir-te (e ver-te também)!
Raimundo, toca... a fugir que o Agostinho tem o dedo no gatilho!

Cumprir o dever!



Vamos a levantar, malta!
Enrola a manta e põe-te ao fresco para desanuviar as ideias!
Não és obrigado, mas deves fazê-lo. Cada um é como cada qual e vota em quem quer, mas ficar em casa é que não serve para nada.
Deixar os outros decidir por nós, nunca!
Votar em branco, sim!
Abster-se, nunca!
Vá, toca a andar que as urnas já abriram há meia-hora.

Mais um balão de oxigénio!



Vá lá, vá lá! Desta escaparam!
Mesmo sem jogar grande coisa arrancaram um 3 a 0 e lá passaram neste teste que podia ser o derradeiro.
Portanto, decisão adiada até à próxima quarta-feira. Vamos ver que tal se portam os malteses.
E depois dos malteses vem o tão falado «playoff» que vai ser um novo sufoco. Aguenta coração, pois não tens outro remédio!

sábado, 10 de Outubro de 2009

Notícias da Matola!


Ontem recebi notícias do nosso amigo Almeirim. E não pelas melhores razões. Contaram-me que estava internado no Hospital do Maputo, mas não souberam dizer-me porquê. Logo que o relógio marcou uma hora decente para se poder telefonar, a um sábado de manhã (tenho que ter alguns cuidados, pois nem todos acordam tão cedo como eu), agarrei-me ao telefone e liguei-lhe.
Felizmente já estava em casa e falei com ele. Foi operado à bexiga e está em convalescença. Segundo ele, correu tudo bem e é uma questão de tempo para se pôr em forma. Sinceramente espero que assim seja!

Tenho que comer fósforos!

Tinha dito que o Alfredo Jordão seria um dos participantes do nosso encontro de Oeiras. O Francisco Jordão tinha até comentado que gostaria de o conhecer, pois poderiam até ser parentes afastados.
Quando fiz a lista e comecei a contactar todos aqueles que gostava que lá fossem, não me lembrei dele, mas fiquei sempre com a sensação de que me faltava alguém. Conhecem aquela sensação do «esqueci-me de algo importante e não consigo lembrar-me de quê»?
Pois desde o dia 23 de Setembro que vivia com essa sensação cravada no meu cérebro. Hoje acordei com um grito - Era o Jordão!
Foram precisos 15 dias para fazer girar o «disco duro» do meu caco e descobrir a informação que me escapava! Deus meu, tenho que me atirar aos fósforos!

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Confraria!


Membros
da
Confraria
dos
Petiscos
Alentejanos
com
sede
no
Restaurante
do
Zé Varunca!

Até parece!

Ou não?



(Cliquem na foto para ampliar)

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Metangula - Norte!

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Eu chamo-lhe Norte porque não me lembro do verdadeiro nome daquela aldeia. Esta é que era a mais bonita povoação da nossa área de influência. Era ali que o Micróbio apanhava as maiores pielas a que já assisti. Foi ali que eu, pela primeira vez, mastiguei cana de açúcar, era ali que íamos aos batuques de noite e tentar a nossa sorte com as catraias nativas. Na maior parte das vezes levávamos com um «ossafuna iué» nas trombas, mas nem por isso a malta desanimava.
Durante uma das noites em que andávamos por ali a cirandar, foi-me dado assistir à festa de iniciação das virgens. Era noite de Lua Nova (ou Cheia, já não me recordo) e a cerimónia estava no auge quando lá chegámos. No início fomos recebidos com olhares pouco amistosos, mas como a cerimónia não admitia a presença de homens, limitámos-nos a engrossar o grupo dos que, à sucapa, espreitavam o que ali se passava, escondidos por trás das árvores ou palhotas da aldeia.
O objectivo final da cerimónia era romper o hímen das virgens de modo a fazê-las adultas e permitir a sua entrada na vida societária.
Munidas de um osso, já bem polido pelo uso, um grupo de velhotas encarregava-se da função cada vez que uma das candidatas, entre danças e cantares, se aproximava, se deitava de costas e abria as pernas para o efeito. Os gritos que, nessa altura, soltavam e que se ouviam no exterior da grande palhota, onde decorria a cerimónia, faziam as delícias do auditório masculino, principalmente o mais jovem.
E vocês perguntam:
- Como sabes tudo isso se não conseguias ver o que se passava dentro da palhota?
E eu respondo:
- Durante a cerimónia tinha ao meu lado um intérprete que me ia pondo ao corrente dos pormenores e, na manhã seguinte, uma das raparigas, com quem costumava conviver, e já tinha passado por aquilo, contou-me o resto.
Simples, não é?
Se não estou enganado, a praia desta aldeia é, actualmente, o ponto de embarque dos passageiros que usam os transportes por barco. Além de ser a maior e mais concorrida praia de pescadores de Metangula.

Beleza natural!




...oOo...
E como complemento das imagens do post anterior, ofereço-vos estas que retratam a espectacular e rara beleza daquelas paragens. Quando chegará o tempo de o governo de Moçambique investir a sério no desenvolvimento daquela zona? Numa primeira fase, bastaria uma estrada decente até Meponda e um barco, tipo cacilheiro, a fazer a carreira para Metangula. E depois disso, outra estrada a ligar Vila Cabral a Maniamba, Nova Coimbra, Ngo e Cobué.
Vou enviar daqui um recado à minha amiga Ivone Soares, candidata a deputada pelo partido da oposição, nas próximas eleições, para incluir isso como condição «sine qua non» no seu programa de governo.
Será que alguma vez, em Angola e Moçambique, os partidos da oposição chegarão ao poder?

De volta ao Niassa!


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Nos últimos dias, temos passado muito tempo na actualidade, no mundo civilizado e à volta de Lisboa. Quero levar-vos de volta ao mundo real onde eu (e mais alguns camaradas) vivemos a nossa guerra do ultramar, o Niassa.
Na foto de cima podem ver-se uma quantidade de estradas rasgadas em todas as direcções, coisa que ainda não existia quando de lá saí, em 1968. A machamba que os fuzileiros tinham à borda d'água e de onde tirávamos os mais saborosos legumes para as nossas patuscadas, está reduzida a uma estreita tira de terreno, onde nem me parece já ver as belas papaieiras que lá deixámos.
Tanto terreno bom desperdiçado! E vêm-me à memória a reportagem da inauguração da A16, passada na televisão na semana passada - uma estradita perdida numa imensidão de terreno inutilizado à sua volta. Fez-me impressão ver aquilo! Qualquer dia não há terreno onde plantar dois pés de tomateiro!
Na foto de baixo, entretive-me a colocar dísticos nos pontos mais significativos da Metangula desenvolvida. Sim, porque além disto só havia palhotas, divididas em 4 povoações - Enseada, Serra, Norte e Pista. Os números não se vêem muito bem, mas pela cor chega-se lá. Amarelo para o 1 e 2, verde para o 3 e 4 e vermelho para os restantes. Quando a Marinha lá chegou, salvo erro em 1963, não havia ali nada a não ser a cantina da mulata, além das povoações mencionadas, está claro.
Comentem, discordem, corrijam, façam o vosso dever que a minha parte está feita.

Imagens de actualidade!




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O Carlos Leal, do Núcleo de Marinheiros de Aveiro, bem tentou levar-me até lá para assistir às cerimónias do Dia da Marinha, mas devido à proximidade do nosso encontro de 4 de julho, pessoal da CF8, não o pude fazer. Agora chegaram-me estas lindas imagens do desfile náutico que então se realizou e que aqui deixo para vosso deleite. E nem precisam dizer obrigado!

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Casa do Marujo!

...oOo...
Seria imperdoável, para um marujo que se preza, não trazer aqui a estas páginas uma coisa tão marcante como a casa do marujo, na Rua do Arsenal. Esta mesma semana se comemorou o dia da implantação da república, se falou nas cerimónias que uns queriam e outros não que se realizassem na Praça do Município. Tudo isso faz convergir as minhas recordações para o momento em que o rei D.Carlos, com o príncipe Luis Filipe a seu lado, saem da porta do Arsenal no seu coche para serem baleados uns metros à frente, ao entrar na Praça do Comércio.
Mas enquanto desfilam, perante os meus olhos, estas imagens do passado e do presente, a minha imaginação desvia-se uma centena de metros para os lados do Cais do Sodré e fixa-se naquela porta que podeis ver na imagem acima. Ali dormi muitas noites da minha curta vida em Lisboa. Não gostava nada de ter que regressar a Vale de Zebro na vedeta da meia-noite. Preferia perder-me um pouco pelo Bairro Alto, pelo cais do Sodré ou pelo Intendente e recolher depois à "nossa casa" para um sono reparador.
Todos diziam que era preciso dormir vestido para evitar que lhe roubassem tudo que levavam, inclusivé a farda, mas eu nunca tive o menor problema. Talvez tenha sido apenas sorte, mas essa é que é a verdade. Não era nenhum luxo, mas era barato e servia aos nossos propósitos.
Não há viagem a Lisboa que não me leve à Rua do Arsenal. É como abrir uma janela e olhar para o passado, como se estivesse a ver um filme.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Fuzileiros - Convívio!

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No próximo dia 31 do corrente, vai reunir-se na Associação de Fuzileiros do Barreiro o pessoal da Companhia Nº 3 de Fuzileiros que fez comissão na Guiné de 1963 a 1965.
Como é a 1ª vez que tentam reunir-se e faltam os contactos da grande maioria dos seus elementos, há uma enorme dificuldade em passar a palavra e levar ao conhecimento de todos a notícia da realização deste evento.
Por isso, se fizeste parte desta Unidade de Fuzileiros ou conheces alguém nessas condições, entra em contacto com o Fernando Maudslay (17911 / 9504), através do telefone 965 507 188, para confirmares a tua presença.
Participa fazendo deste primeiro convívio do pessoal da CF3 um grande sucesso!

domingo, 4 de Outubro de 2009

O que é bom acaba depressa!

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Passou um mês de férias na sua terra natal. Matou as saudades das pessoas e das coisas que há um ano não via. Deu umas voltas, visitou alguns amigos, conviveu com os seus filhos da escola e camaradas de Companhia, em suma, ocupou o tempo o melhor que pôde e soube. Agora já regressou a casa. Dentro de poucas horas aterrará em Toronto e terá pela frente mais um ano de trabalho, antes de poder pensar em voltar. Vale-lhe ter com ele a família, filhos e netos, o que torna a coisa menos penosa.
E nós vamos ajudá-lo a passar o tempo enchendo este blog de mensagens e comentários para o fazer sentir-se em casa. E algumas fotografias também. Está prometido!

Over the Atlantic Ocean!

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Há horas que levantou voo
E já vai a caminho de casa
Boa viagem Artur amigo
Espero que não sintas enjôo
Nem o trepidar duma asa
Quem me dera estar contigo!

Nunca me esqueço de vós!

Manhã luminosa em Lisboa!

Jardim sendo regado em Belém!

Jardim à beira Tejo

Deixando o banco vazio fugiram envergonhados
Ao ser apanhados beijando-se os namorados

sábado, 3 de Outubro de 2009

Entardecer em Belém!

Lua em Quarto Crescente ao entardecer

Padrão dos Descobrimentos sob o mesmo céu

Já quase noite em Belém

Ciao Arturo!

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Hoje terminam as férias da Leiria em Portugal. Na próxima madrugada estará a bordo de um avião que o levará de regresso a Toronto, através do oceano Atlântico. Fica a recordação de alguns momentos bem passados, a saudade dos que deixa para trás e a grande esperança do seu regresso no próximo ano.
Vai em paz, oh filho da escola, e vive os próximos 11 meses o melhor que puderes que nós cá te esperamos de novo, no fim desse inevitável período de separação.
E que tenhas uma óptima viagem são os nossos desejos!

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

O Meu Brasão!


Já que estamos em maré de brincadeira, aqui fica a foto-montagem do meu "Brasão" de família.
A quem terei que pedir a homologação para que se torne real?
Pode ser que, a partir de hoje, apareça na net numa simples pesquisa ao nome "D.Carlos".
E começando a ser veiculado pela net, tornar-se-á conhecido no mundo inteiro.
Dentro em pouco estará na Wikipédia!

O Brasão dos "Silvas"!

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Oh amigo Luis!
Já tinhas visto um leão vermelho?
Esta tinha que estar reservada para mim!
Mas assim fica-me a alegria de, na noite futebolística de ontem, poder aliar-me à festa leonina. Tal como aconteceu com todos os partidos políticos portugueses na passada noite de eleições, eu perdi mas posso dizer que ganhei!

E mais não digo!

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

A Seca!



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Na quinta-feira da semana passada, o Leiria deu-me uma grande seca. Marcámos um encontro em frente aos Jerónimos, para as 09.30 horas e ele chegou com mais de uma hora de atraso. Tive que arranjar uma distracção para me ajudar a passar o tempo. Decidi-me pela fotografia e colhi as imagens que podem ver aqui, a evolução da GNR a cavalo em cerimónia que eu não consegui destrinçar.