quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Os que estavam lá!

...oOo...
Muito tempo tenho dedicado aos que não aparecereram no convívio. Basta! Agrora vamos falar dos que estiveram lá! Que bem conservados estão estes rapazes, hein? Toda a gente sabe de quem se trata, verdade? Hipólito, Alves e Gonçalves.

Temos mais uma baixa na CF2!

Hoje foi publicado um comentário no Blog «Escola de Fuzileiros» pelo Paulo Cerdeiral, filho do nosso camarada de comissão, dando parte de que o seu pai já faleceu há quatro anos. Já o Rafael me tinha contado que ele se reformara cedo, com o posto de Cabo, mas estava longe de esperar ouvir esta notícia.
Daqui endereço os meus sentidos pêsames, embora tardios, ao seu filho Paulo. E que Deus o tenha em bom lugar! Não tardará muitos anos que toda a Companhia estará formada desse mesmo lado, onde agora está o nosso camarada Albertino Cerdeiral.

Que trabalheira!!!!!!!!!!

Gastei horas a tentar arranjar ferramentas para transformar o DVD que me foi enviado pelo fotógrafo em qualquer coisa que conseguisse colocar na net. Descarreguei não sei quantos programas, queimei as pestanas á procura de uma solução e já desesperava quando o Luis Oliveira veio em meu auxílio. Com o programa que ele me enviou por mail consegui cortar alguns pedaços e formatá-los como deve ser e, a seu tempo, os irei publicando. Mesmo assim, cada um (igual ao que aparece no post anterior) leva cerca de meia hora a carregar no Blogger o que uma grande chatice!
É tudo por amor á causa!

Il Silenzio!

video

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Video da nossa festa!

O fotógrafo enviou-me o video (DVD) do nosso convívio, mas não consigo fazer nada com ele! Alguém sabe de um programa para transformar isto em qualquer coisa útil para usar na internet?
Quem souber que se acuse p.f.

terça-feira, 28 de Abril de 2009

A Festa - As fotografias!

No ano passado, além de outras coisas, também fiz de fotógrafo. Como era a primeira vez que nos reuníamos e eu não tinha fotografias actuais de ninguém, era preciso garantir que as traria comigo quando a festa acabasse. Depois, o Jordão também tinha imcumbido a sua esposa de fotografar todo o mundo para garantir a sua própria reportagem fotográfica. E em terceiro lugar, o Elvas pôs o seu filho (ou genro?) a fazer a mesma coisa. Ou seja, acabei por ter à minha disposição cerca de 500 a 600 fotografias do evento. Este ano foi tudo diferente. Sabendo que havia um fotógrafo profissional na sala ninguém se preocupou muito com as fotografias. E havia também um pequeno problema, a sala era bastante escura e lá fora chovia, e as máquinas digitais não gostam muito da obscuridade. Fotografias digitais para sairem em condições tem que ser à luz do dia.
Tudo isto para dizer que não tenho fotografias do acontecimento e terei que ficar à espera daquilo que receber dos amigos. Do fotógrafo de serviço não sei muito bem o que posso esperar, pois as fotografias eram vendidas a 3,5 Euros e não sei se posso esperar que me faculte o acesso a elas sem lhe pagar nada. Ter fé e esperança torna-se necessário nesta altura. Vamos esperar e ver o que acontece.

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

A Festa - Introdução!

...oOo...
Antes de nos atirarmos aos comes e bebes tornava-se necessário proceder a algumas cerimónias previamente agendadas. No ano passado tinham-me dito que faltara o discurso que se impõe nestas circunstâncias. Este ano dediquei-me a alinhavar umas palavras para dizer logo de entrada e tentar contentar aqueles que gostam dessas coisas. Eu, pessoalmente, prefiro ficar muito caladinho e passar despercebido, mas há gostos para tudo. E já que me meti nisto o remédio é carregar a cruz até ao fim. Assim, levei comigo os restantes membros da organização, para cima do palco, peguei no microfone e toca de discursar.
De seguida o Verde e o Joaquim Rosa da Silva leram umas mensagens enviadas por filhos da escola ausentes no estrangeiro e transmitiram-se recados e abraços enviados por aqueles que não puderam estar presentes. Seguiu-se depois a «Chamada de Honra» pelos membros da CF2 já falecidos, feita ao som do toque militar do "Silêncio".

A Festa - Colheita de Fotos!

...oOo...
Um dos grandes objectivos deste convívio era conseguir as fotografias que me faltam ainda para poder dizer que tenho um álbum completo da Companhia. Na maior parte dos casos arranjei uma melhor do que aquela que já tinha, como é o caso do Manuel Ladeira que podeis ver acima. As poucas novas que arranjei irei publicando a pouco e pouco, nos próximos dias.
Trago aqui o Manuel Ladeira em primeiro lugar por três razões. Primeiro, porque ele é dos indefectíveis dos encontros que se vem organizando desde o ano de 1997, ao nível dos filhos da nossa escola. E se não esteve presente no I Encontro Anual da CF2 é porque estava ausente, em gozo de férias. Segundo, porque ele é um dos frequentadores deste blog e merece aparecer aqui em destaque. E terceiro, porque a fotografia actual que tinha dele é um recorte de baixa qualidade e quero substituí-la por esta que ele teve a amabilidade de me trazer.

A Festa - Cobrança!

...oOo...
Como eu já esperava, o tempo gasto com a cobrança e distribuição dos crachás a toda a gente, estragou-me a primeira parte da festa. Nada que eu já não esperasse, por isso já ia preparado para resistir e fazer cara alegre. E tive o Verde a conferir a lista e a minha filha a fazer os trocos e tomar conta do vil metal. A família, de um modo ou do outro, acaba sempre envolvida.
O S.Pedro é que não teve pena de nós e durante a primeira hora regou-nos a bem regar. Felizmente ao meio-dia abriu o sol para fazermos a fotografia de grupo. Tenho que lhe dar graças por isso. Durante a tarde ainda caíram umas boas pingas, mas aí já estávamos bem abrigados e não houve qualquer problema. E havia também pinga (no copo) para fazer esquecer a que caía lá fora. O reencontro com os mais velhotes que no passado ano não tinham estado presentes, foi uma grande emoção para todos, eles incluídos. Uns arregalavam os olhos ao reconhecer algum camarada, outros olhavam para um e para outro sem reconhecer ninguém. Depois dos crachás devidamente pendurados ao peito, liam os nomes e números e reagiam incrédulos às transformações que o tempo imprimiu ao aspecto de cada um.
Não pode ser! Não acredito! És mesmo tu?
Eram estas as palavras que mais se ouviam por todo o lado. Felizmente eu tinha visto, antecipadamente, uma foto de todos os presentes e não tive qualquer problema em identificá-los. Quando chegavam ao pé de mim já eu estava com o seu crachá pronto e a mão estendida para um bacalhau de boas-vindas e o respectivo nome na ponta da língua.
É fácil para quem joga com os trunfos todos!

A Festa - Os Crachás!

Acho que não são necessárias palavras para vos explicar o que estão a ver. Todos os fuzileiros presentes estavam devidamente identificados com um destes três crachás. As três senhoras, viúvas dos nossos camaradas, que nos fizeram companhia colocaram ao peito aquele que corresponderia aos seus maridos se tivessem sobrevivido até à presente data.

...oOo...




A Festa - Fotografia de Grupo!

...oOo...
Como não havia um lugar apropriado para dispôr o grupo a fotografia não ficou tão boa como eu gostaria, mas pelo menos existe, coisa que não aconteceu no ano passado.
Entre os muitos fotógrafos de ocasião, espero que algum deles tenha feito uma melhor que esta e eu tenha acesso a ela. Se isso acontecer aqui a trarei. Como referido no post anterior, faltam aqui o Barbosa (15591) e a sua esposa.

Depois da festa - 2ª notícia!

Um bolo de aniversário fazia parte do acordo com o Peleiro. Tinha pedido ao patrão para fazer um bolo bonito para ficar nas fotografias e mais tarde recordar. Aí está o resultado, como podem ver na fotografia. Um pouco cinzento de mais para o meu gosto. E parece que o chantilly acabou antes da decoração ficar completa. Por cima das letras «II Encontro» ficou sem decoração!
...oOo...

...oOo...
E este boneco aqui em baixo, foi o desenho que enviei ao pasteleiro para lhe servir de guia. Disse-lhe que não era obrigado a fazer uma reprodução fiel do meu desenho, mas que fizesse o melhor que lhe fosse possível. Aí está o resultado! Não gostei!
Como não sou de comer bolos (gosto mais de um presuntinho acompanhado de broa e um bom vinho tinto) não sei dizer se estava bom. Mas reparei que no fim da festa, quando abandonei a sala, ainda lá tinha um bom bocado!
...oOo...



Depois da festa - 1ª notícia!

Para além dos algarvios que desistiram à última hora, também o Barbosa se perdeu no caminho (por duas vezes) e não chegou a tempo para a fotografia de grupo.
Mas muito pior que isso, foi que o Salsicha e a sua filha não apareceram. Quando lhe telefonei para saber o que se passava, limitou-se a responder que lamentava mas não tinha podido vir.
E ainda pior foi o Ramiro, mais a sua namorada que também não apareceram. E quando liguei para saber o que se passava, nem o telefone atenderam.
Esta foi a parte triste da festa e que faz a gente pensar duas vezes antes de continuar. Quis mencioná-lo para ver se funciona como uma catarse, sai da boca para fora e esquece-se de seguida.

domingo, 26 de Abril de 2009

The Day After!

Este título pertence a um filme que retrata o mundo depois de uma guerra nuclear. No meu caso não aconteceu nada de tão transcendente, mas parece-me bem aproveitar este primeiro dia para voltar a pôr os pés na terra e tentar regressar à vida real. Amanhã pensarei naquilo que hei-de aqui escrever para descrever o que foi o dia de ontem.

sábado, 25 de Abril de 2009

Rumo à Figueira, finalmente!

Eis que chegou o tão ansiado dia! Tanto se falou nele, tanto se contaram os dias que faltavam para chegar até aqui, mas cá estamos! Hoje não há tempo para grandes momentos de prosa, pois ele é curto para os preparativos que ainda faltam para a viagem.
Não acredito que haja muitos com insónias, como eu, que liguem o computador a esta hora da manhã. Mas se os houver, faço-lhes daqui uma recomendação. Não se esqueçam das horas, o mais tardar às 11.00 horas quero todo o mundo em Paião, à volta da estatueta do alfaiate.
Hoje, logo que liguei a televisão, ouvi um gajo qualquer a fazer uns comentários sobre qualquer coisa que nem tive tempo de perceber o que era, mas ouvi-o dizer uma coisa que me ficou no ouvido e que vou manter como lema para este dia de hoje.
«KEEP THE BEST AND LEAVE THE REST»
Comentava ele qualquer coisa que não lhe tinha corrido muito bem, mas queria aproveitar tudo que de bom tinha acontecido e esquecer as coisas menos boas que não lhe interessavam nem um pouco. Eu vou fazer o mesmo. Para mim hoje só há coisas boas, as outras não as registarei na minha memória.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Balanço Final!

Agora faltam apenas 24 horas! É tempo de fazer o balanço e ver o resultado do esforço despendido. Com a desistência do João Camarada acabou por acontecer aquilo que eu temia. O Tomé desistiu também, o que fez com que o Zé António Faísca ficasse sem boleia. Assim não teremos ninguém do sotavento algarvio. Resta-nos o casal Amadeu Palma e esposa, oriundos do barlavento e, neste caso, representantes de todo o Algarve no nosso convívio.
Teremos apenas três casais representando a zona sul de Portugal, ou seja, a zona delimitada a norte por uma linha imaginária traçada de Setubal até à fronteira espanhola. Do interior o António Ferreira, do Litoral o Manuel Armando Barbosa e do sul o Amadeu Palma. É muito pouca gente! No início esperava muito mais! Claro que entendo que do Algarve até à Figueira é uma longa viagem, mas fico com pena de não ver aquela malta!
No total estarão presentes 59 membros da CF2, mais as três viúvas (do Rodrigues, do Conquistador e do Cabral) e dois filhos da escola convidados, o Antero Pires e o Olegário Sousa.
Serão 64 pessoas de crachá ao peito.
Além deles temos mais 80 familiares e amigos, perfazendo um total de 144 pessoas. Isto é a teoria das reservas feitas, a realidade sabê-la-ei amanhã depois de chegar toda a gente.
E agora toca a preparar a tralha para a viagem!

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Dia D -2!

Estamos quase lá!
Recomendações de última hora:
Preparem com antecedência aquilo que têm que levar.
Verifiquem o estado do automóvel e atestem o depósito para a viagem.
Não se esqueçam das fotografias antigas para mostrar aos amigos.
Preparem os estômagos para o bacalhau e a vitela do Peleiro.
E preparem o coração para resistir à emoção.
Daqui a 48 horas já estarei na estrada a caminho da Figueira!

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Os ausentes!

...oOo...
Lembram-se de todos eles?
Que pena não poderem estar todos connosco no próximo sábado! Pelo menos o Rosa da Silva e o Amadeu vão lá estar.

Eduardo Cabral!

...oOo...
Este ano vamos ter connosco três viúvas de camaradas já falecidos. São eles o J.A.Rodrigues, o A.J.Trincão e o E.R.F.Cabral. Deste último recebi algumas fotos, enviadas pela sua viúva a quem agradeço o gesto. Deixo aqui uma delas para que recordem a sua cara.

Conhecem o Google Sites?

http://sites.google.com/site/cf2moz62to65/Home

Este é o endereço do Google Sites onde há alguns documentos relacionados com os filhos da escola, da CF2 e não só.
Quem estiver interessao é só clicar.

Surpresa menos boa!

Telefonou o João Camarada avisando que teve um problema que o impede de vir ao nosso encontro no sábado. Como está ainda no activo e trabalha ao sábado, tinha arranjado um amigo para lhe fazer o serviço. Ora esse amigo (da onça), à última hora, avisou-o que não pode cumprir o combinado e que, portanto, terá que ser o João a fazer o serviço. É pena e Deus queira que com isso não faça o Tomé desistir da viagem, alegando ter pouca gente com quem dividir as despesas da deslocação. Caso isso aconteça também o Zé António Faísca não virá.
Sinceramente espero que tal não aconteça!

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Surpresa boa!

Hoje recebi dois telefomenas que me encheram de alegria. Há dias assim, nem sempre a coisa pode correr mal!
Primeiro telefonou-me o Jorge Marinho, filho do nosso camarada António que usa o mesmo apelido, para me comunicar que vai aparecer no «Peleiro», acompanhado do seu pai, como se compreende, para abraçar os amigos que nunca mais viu desde que regressou de Moçambique. Escondeu-se lá para os confins do Alto Douro Vinhateiro, nas profundas do concelho de Alijó e eu já tinha perdido as esperanças de o ver sair de lá. Como se pode ver, estava enganado e fico muito contente com isso.
Depois telefonou-me a viúva do nosso grande amigo Tony Trincão. Lamentou-se da perda ainda muito recente e diz que as saudades são muitas, mas vai acompanhar-nos no nosso convívio porque acha que o marido nunca faltaria se ainda estivesse entre nós. Estará assim junto de nós para o recordar quando soar a hora. Vai correr muita lágrima, mas paciência, de alegrias e tristezas é feito este mundo e assim vai continuar, quer nós gostemos ou não. Com ela estará também a sua filha Cristina, tal como no passado encontro de 2008, que se fará acompanhar do seu marido.

Versos do Verde!

Como simples comentário
Poderia ninguém ver
Assim, pelo contrário
Todo o mundo pode ler

Isto disse eu, os versos do Verde vêm a seguir!

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»

Recordar os mortos é importante;
É sublime, como estimar os vivos!
É lembrar a cada instante
Aqueles que foram nossos amigos

Há três classes de homens:
Os vivos, os mortos
E os que andam no mar
Há também os que fazem esforços
Mesmo sem serem jovens
Lutando para nos salvar

Eis o SOS do mundo inteiro
Até pondo a vida em perigo
Aí está o Fuzileiro
Estendendo a mão ao amigo...

Este é o brado do Verde
Também pode ser do Maduro
Pode ser-se muito valente
Com um amigo ao lado,
fica-se muito mais seguro

Ter amizade fraterna
Não é dar uma esmola
É recordar tempos de caserna
E os nossos Filhos da Escola

Quisera um dia vê-los todos
Como posso ter essa alegria?
Só pensando e sonhando a rodos
Ou por arte de magia...

Há na minha alma a ansiedade
No meu coração ferve o ideal
Honrar-vos com sinceridade
Ditosos filhos de Portugal...

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Um Bom Rapaz!

...oOo...
Há uma maior tendência em recordar as más acções. Qualquer criminoso é reconhecido e lembrado por todos. Em contrapartida aqueles que nunca praticaram qualquer crime não são reconhecidos nem lembrados por ninguém. Para contrariar um pouquinho essa tendência trago aqui a foto de um dos nossos camaradas da CF2 que não veremos no próximo sábado. Quis o destino que ele partisse mais cedo deste mísero mundo em que vivemos. Mas vamos lembrá-lo quando ao microfone, na voz do Verde, soar o seu número de matrícula da Marinha e o seu nome.
Que Deus o tenha em bom lugar!

sábado, 18 de Abril de 2009

A importância das datas!

Sem datas a marcar os grandes acontecimentos da nossa vida, tudo seria um tremendo caos. Hoje recordaram-me duas datas, importantes para o historial da CF2, e que eu já tinha esquecido.
No dia 25 de Março de 1965 saimos de Lourenço Marques, a bordo do paquete Infante D. Henrique.
E no dia 11 de Abril, do mesmo ano, desembarcámos em Lisboa, depois de uma maravilhosa viagem com passagem pela cidade do Cabo, Luanda, Ilhas Canárias e Ilha da Madeira.

Valorizar a Amizade!

...oOo...
Hoje recebi uma chamada do Hipólito, mais conhecido entre os filhos da escola pela alcunha de «Milhões». Queria apenas dar-me o seu NIB e confirmar que já tinha feito a transferência do seu pagamento. Acabámos, no entanto, por ter uma conversa mais longa. Disse-me que também é utilizador da internet e deu-me o seu endereço electrónico para futuros contactos. Pelos vistos também se entretém a ler os artigos que saem neste blog e qualquer dia vamos tê-lo aqui a publicar os seus comentários.

Quando estávamos em Moçambique trocámos fotografias para os nossos respectivos álbuns. Aquela que vêem acima é a que recebi dele, nessa altura, e ilustra a última página do meu álbum Nº 1, página a que eu dei o nome de página da amizade.

Enquanto estávamos ao telefone leu-me a dedicatória que, naquele tempo, escrevi nas costas da foto que eu lhe ofereci e que ainda guarda. E que reza assim:

«Através dos tempos só uma coisa perdura, a amizade»

Escrevi-o há 45 anos e continuo a perfilhar da mesma opinião. Amor e paixão são sentimentos que arrefecem com o tempo e acabam até por desaparecer. Só a verdadeira amizade sobrevive a tudo e perdura no tempo.

Trim...Trim...Trim...Trim...


Sábado de manhã!
Como se trata de um dia de descanso, ninguém espera que aconteça nada de especial. Para reformados como nós não deveria existir já esse tipo de considerações, mas a verdade é que assim se passa. Por essa razão também eu saí de casa sem o telemóvel. Andava sossegadamente tratando do meu aviário quando a minha mulher meteu a cabeça de fora da janela e me gritou para regressar a casa pois tinha alguém de Madrid ao telefone. Como demorei uns minutos, quando cheguei já o interessado tinha desligado.
- Quem era, perguntei eu à minha mulher.
- Disse que era o Henrique de Santa Eulália e que ligava de novo dentro de cinco ou dez minutos.
Lavei as mãos e regressei ao meu posto habitual, em frente ao computador, pronto para o que desse e viesse. Não tardou o telefone a tocar e aparecer alguém em linha. Era o Amaral, o nosso Moço da Botica nº 2 que me ligava em resposta à carta que eu lhe tinha escrito há cerca de dois meses atrás. Não se apresentou nem perguntou com quem estava a falar. Começou assim:
- Esta semana fui a Coimbra e aproveitei para dar um pulo a Santa Eulália ver se por lá havia novidades. E então encontrei a tua carta.
- Estou a falar com o Amaral, o Henrique Amaral?
- Isso mesmo, já vi que ainda se lembram de mim.
- Então não havia de lembrar. Quem pertenceu à Companhia Nº 2 de Fuzileiros nunca esquece.
- Pois eu agora vivo e trabalho em Madrid e os contactos com Portugal são muito raros.
- Mas com a idade que tu tens não devias estar já reformado?
- Eu sim, mas a minha mulher é mais nova que eu cinco anos e tem que continuar a trabalhar. Quando ela se reformar então sim, regressaremos a Portugal.
- Qual é a tua morada oficial em Portugal? Uma vez que foste a Santa Eulália numa fugida é porque moras noutro lado, ou não?
- Pois é, moro em Coimbra. Foi lá que tive o meu último emprego em Portugal e lá residia também. Ao vir para Espanha mantive essa residência e quando vou a Portugal é para lá que me dirijo.
- Então diz lá a morada completa para eu anotar aqui e saber para onde te enviar a correspondência, se a houver, no futuro.
Depois de ter tomado nota da direcção e do telefone de Coimbra, deu-me também o seu contacto de Madrid e mais o telemóvel dele e da esposa. Ficha completa como mandam as regras. É assim que eu gosto.
Quando lhe perguntei se não podia juntar-se a nós no próximo dia 25, disse-me que não e que ao sábado e domingo é que não pode abandonar o seu posto de trabalho, pois é quando o serviço mais aperta. Trabalhando na Indústria Hoteleira isso é fácil de compreender. Disse-me que em breve virá ao norte de Portugal visitar um familiar e prometeu vir à minha procura.
Contou-me ainda, em meia dúzia de palavras, o que foi a sua vida depois da Marinha. Depois de passar à disponibilidade, regressou a Lourenço Marques onde trabalhou cerca de três anos como instructor-auto. Depois regressou à sua terra e arranjou emprego em Oliveira do Hospital, ainda como instructor. De Oliveira do Hospital saltou para Coimbra e por ali se ficou até decidir mudar de vida e de país. E foi parar a Madrid onde ainda continua a ganhar a vidinha.
Perguntei-lhe se se lembrava dos outros grumetes que foram com ele para a CF2 em Março de 1964. Disse-me que não recorda nenhum nome nem número, mas que guarda lá em Coimbra uma série de fotografias desse tempo.
- Um dia ainda havemos de nos juntar para lhe dar uma vista de olhos em conjunto, disse ele a título de conclusão.
- Está combinado, respondi-lhe eu.

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Dia D -8

Agora está quase!
Os preparativos estão praticamente terminados, resta esperar pelo dia. Nos dias antes de sair para o mato era costume dar uma faxina rápida na G3 para garantir que tudo estava em ordem. E neste caso? Que devemos faxinar? O estômago? O pâncreas? O fígado? Os rins? Temos que pôr tudo a funcionar a 100% para podermos digerir o almoço e aguentar os canecos. E o coração? Esse tem que estar preparado para resistir a tanta emoção que estará ali presente com toda a certeza.
Toca a olear a máquina! O dia está à porta!

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

A Equipa de saúde!

(Sargento Enfermeiro Joaquim Monteiro)


(Doutor António Magalhães)
...oOo...
Hoje fiz cerca de uma dúzia de chamadas para contactar os últimos filhos da escola que não se tinham ainda inscrito para o encontro. Com excepção do Jaquim Alturas todos me deram uma nega. Não foi nada que eu já não esperasse. Com as mais variadas desculpas e queixas de problemas de saúde, lá se foram desligando do compromisso. Alguns já tinham comparecido no ano passado e serve-lhe isso de justificação. Os que não foram no ano passado e não vão este ano também, podem não ter outra oportunidade de ver os camaradas vivos. Nestas idades acontece tudo muito rápido; num certo momento estamos do lado de cá e no momento seguinte já estamos do lado de lá.
Para prevenir e evitar que as coisas piorem trouxe-vos aqui a equipa médica da CF2. Espero que ela vos consiga manter em forma por muitos e bons anos!

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Regresso antecipado!

(Manuel Gonçalves e João Silva, em primeiro plano)
............
Hoje estive um bom pedaço ao telefone com o João Neves da Silva (16772). Bem o tentei convencer a aparecer, mas não fui bem sucedido. No ano passado a esposa dele tinha-me dito que nem valia a pena tentar pois não iria. Este ano e depois de três telefonemas meus e um do Rafael, acreditava que o tinha convencido. Erro meu! Foi-me dizendo que tem compromissos inadiáveis e eu não posso fazer outra coisa a não ser acreditar nele.
Na nossa conversa que, como disse, foi longa contou-me que tinha feito apenas 6 ou 7 meses de comissão e regressado à Metrópole. Não me lembrava disso, mas talvez seja essa a razão por não ter dele quaisquer memórias. Se não fosse o Rafael a enviar-me uma fotografia e explicar-me quem era, nunca daria pela sua falta. Com a desculpa de ter uma hérnia discal veio para Lisboa e nunca mais regressou a África. Inscreveu-se no Curso de Enfermagem e por lá passou o tempo. Segundo ele, foi obrigado a desertar para poder ser operado á famosa hérnia e livrar-se dela para sempre. Depois disso apresentou-se no Alfeite e foi parar à prisão, mas por pouco tempo. Tendo beneficiado de uma amnistia soltaram-no e pouco depois passou á disponibilidade sem ter terminado o Curso de Enfermagem que tinha frequentado durante cerca de dois anos
Uma história curta e sem grandes floreados. Diz lembrar-se muito bem do Loureiro, do Acordeonista e do Gonçalves porque gostava muito de música e se juntava a eles quando tocavam os seus instrumentos.

Dia D -11

O tempo passa a uma velocidade incrível! No sábado tive um encontro de Marinheiros em Monção, no domingo foi dia de Páscoa, encontros de família, visita pascal, etc. e tal. Ontem foi ainda mais complicado, segunda-feira de Páscoa é o dia em que tudo tem de ser diferente e fui obrigado a alinhar nisso também. Tudo isto para dizer que há três dias que não aparecia por aqui a dar notícias.
Hoje passei o dia de telefone em punho na tentativa de contactar aqueles que não me contactam a mim. Este ano, não sei porquê, isso parece ser a norma. Poucos telefonemas recebi e tive que ser eu a tomar a iniciativa de me pôr em contacto com toda a gente. Faltam-me dois ou três filhos da escola que nem ao telemóvel consegui apanhar. Isto quer dizer que os números não sofrerão grande alteração a partir daqui. As presenças confirmadas já ultrapassam as 140, mais 50% que no ano passado. Vamos a ver se todos os que prometeram aparecer não falham.
Passei os últimos dias a desenhar, imprimir e recortar os cartõezinhos para montar os crachás. No ano passado mostrei-os aqui no blog, mas este ano prefiro manter isso em segredo para que seja uma surpresa para todos.
A insistências do Jordão contratámos um animador para dar música ao pessoal durante o almoço. O gerente do Peleiro fez-me o favor de tratar disso e confirmou-me hoje que está tudo resolvido. O preço conseguido foi espectacular, espero que o desempenho o seja também.
Agora é só contar os poucos dias que faltam, praticamente 10 pois é quase meia-noite!

sábado, 11 de Abril de 2009

Viva o Licínio!




...oOo...
O Licínio ficou em Moçambique depois da comissão na CF8. Montou um negócio de transportes e lutou muito para conseguir singrar na vida. Com a independência daquela colónia portuguesa, ia perdendo tudo o que tinha conquistado em 7 anos de trabalho. Com esforço, habilidade e um pouco de sorte conseguiu salvar alguns dos carros da sua frota e despachou-os para Portugal. Com ele veio o seu motorista nº 1, homem da sua confiança, e juntos reiniciaram o negócio aqui em Portugal. Quis a sorte que se tivessem establecido a poucos quilómetros da Escola de Fuzileiros e por isso continuou o Licínio, meu companheiro de duas comissões, em contacto permanente com uma infinidade de filhos da escola.
A sua empresa passou por vicissitudes diversas, sociedades feitas e desfeitas, mas lá continua a operar e com o maior sucesso. Ao meu amigo Licínio e às suas empresas de camionagem desejo a maior sorte do mundo para ultrapassar estes momentos de crise e daqui lhe mando um grande abraço que dentro de 14 dias terei o prazer de lhe levar pessoalmente.

Top 5

...oOo...
O autocarro da Frota Azul está cheio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tenho aqui que prestar honras aos filhos da escola que mais contribuíram para encher o autocarro que o Jordão contratou para levar o pessoal até Paião. Alguns, como o Licínio, esmeraram-se e vão levar os amigos todos, de modo a conseguir que o preço fique num nível aceitável (13.00€ por pessoa). Assim e para que se saiba quem são os maiores nesta matéria fica aqui publicada a lista do Top Five:
1º - Licínio ------------ 12
2º - Elvas ------------- 5
2º - Gomes ------------ 5 (Ex Aequo)
2º - Matias ------------ 5 (Ex Aequo)
5º - Jordão ------------ 4

Dia D -14!

Hoje não vou ter muito tempo para dedicar a este blog nem aos contactos que tenho vindo a fazer para confirmar as presenças no nosso encontro. Nos últimos 4 dias fiz e recebi mais de cinquenta telefonemas sobre o assunto. Infelizmente alguns dos números discados não respondem e algumas das respostas recebidas não foram as que esperava, mas cada um sabe da sua vida. Ainda faltam 14 dias e espero ter tempo de falar com todos, um por um, para ver se os consigo motivar a aparecer em Paião, terra dos alfaiates.
Mas, como ia dizendo, hoje é dia de convívio dos Marinheiros do Minho e fui convidado a estar presente. Não podia recusar e por isso vou fazer um pequeno interregno nos contactos e na próxima segunda-feira continuo.
Embora as transferências bancárias sejam muito pouco significativas, as inscrições já ultrapassam as 120 (121 para ser exacto) e acredito que posso contar com cerca de outras 10 que ainda não consegui contactar, mas que acredito não me vão faltar. Como vêem a coisa vai embalada.

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

A Sagres II

...oOo...

O Rickmer Rickmers é um veleiro, armado em barca de três mastros, ancorado como navio museu no porto de Hamburgo. Como Sagres serviu como navio-escola da Marinha Portuguesa, entre 1927 e 1962.
O navio foi construído nos estaleiros Rickmers Werft em Bremerhafen, na Alemanha e lançado à água em 1896 e colocado ao serviço do armador Rickmers Reismühlen, Rhederei und Schffibau AG com o nome Rickmer Rickmers. O navio, construído em ferro, armou, inicialmente, em galera.
Na marinha mercante alemã, o navio foi utilizado, sobretudo, no transporte de algodão entre o Extremo Oriente e a Europa.
Em 1902 um temporal danificou-lhe a mastreação. Depois da reparação, o navio passou a armar em barca.
Em 1912 o navio foi vendido ao armador de Hamburgo, Carl Christian Krabbenhöf, sendo rebatizado Max.
Na sequência da Primeira Guerra Mundial, em 1916, o Governo de Portugal decretou o apresamento dos navios alemães e austro-húngaros ancorados nos portos portugueses. O Max, que se encontrava, então, no porto da Horta foi apresado e, a pedido do Governo Britânico, emprestado ao Reino Unido. Durante o resto da guerra, o navio foi usado pelos britânicos, com o nome Flores.
No final da guerra foi devolvido a Portugal, sendo aumentado ao serviço da Armada Portuguesa em 1924, com a designação NRP Sagres. Em 1927 foi decidida a sua conversão em navio-escola para cadetes da Escola Naval. Foi o segundo navio-escola da Marinha Portuguesa a ter aquela denominação, depois da antiga corveta Sagres, sendo, por isso, também conhecido por Sagres II. Por vezes, devido à ignorância da existência daquela antiga corveta, o Sagres II é referido como Sagres I.
Na Marinha Portuguesa a Sagres II ficou célebre mundialmente pelas cruzes de Cristo nas suas velas. Em 1958 o navio venceu a regata Tall Ships’ Races.
Em 1962 o Sagres II foi substituído, como navio-escola da Marinha Portuguesa, pelo Sagres III (antigo NE Guanabara da Marinha do Brasil). O navio foi então rebatizado Santo André e reclassificado como navio depósito.
Em 28 de abril de 1983 o Santo André foi entregue à associação alemã Windjammer für Hamburg, que, em troca, entregou à Marinha Portuguesa o NRP Polar.
O navio foi restaurado e transformado em navio museu, ancorado, no porto de Hamburgo, com o nome original Rickmer Rickmers.
...oOo...

«Black Tie» em Metangula!

...oOo...
Ontem, ao fim do dia, fui deixar o Verde na estação da CP de Valongo para ele regressar a casa de comboio. De passagem visitamos o Salvador que mora naquela terra. Passamos um bocado juntos e, como é fácil adivinhar, a conversa resvalou logo para Moçambique e Metangula. Voltamos a falar no forno que lá construimos e nos assados que lá fizemos. E nas bazucas que entornamos para empurrar os churrascos pela goela abaixo. Sempre a eterna conversa, já obrigatória sempre que nos encontramos. E depois falamos também no Comandante Zilhão que era lá o manda-chuva da época. Uns gostavam dele porque era um pândego, outros porque organizava umas caçadas fora de série. Um dia fui escolhido para ir com ele ao cinema a Vila Cabral. Fazer 130 Kms de jipe por uma estrada cheia de buracos, para ver um filme rasca, não lembra ao diabo, mas não havia coisa melhor, de maneira que era pegar ou largar.
Pesquisando os meus álbuns fotográficos encontrei esta foto que ilustra a nossa festa da passagem de ano de 1964/1965, onde o podeis ver vestido a rigor, como se estivesse em Londres ou Paris!

Dia D -16 - Convívio, Pagamento e NIB's!

Já tenho cerca de 120 inscritos para o nosso encontro. Quase ninguém me contactou para responder ao convite, contam-se pelos dedos das mãos! Como o dia se aproxima a passos largos e tenho que dar a informação para o restaurante, vejo-me forçado a telefonar a um por um para saber se sim ou não posso contar com eles, o que se torna pesado, em tempo e dinheiro. Pagamento ainda só recebi de cerca de 20 pessoas. Se no dia D não me aparecem, lá se vai o saldo da minha conta bancária para o tecto!
Pedi para fazerem o pagamento via Multibanco para evitar ter que andar armado em cobrador no dia da festa, mas a coisa não está a correr nada bem. Pedi também para me indicarem os NIB's por SMS, que é a maneira mais prática e barata, mas também aí não tive sorte nenhuma. Alguns telefonam a avisar e eu tenho o máximo prazer em falar com todo o mundo, só que «não havia necessidade», como diz o outro.

Em demanda do Magalhães!

Como já tinha anunciado, ontem foi dia de procurarmos o Magalhães. Refiro-me ao Zé Maria e não ao pequeno computador do Sócrates, claro!
Acompanhou-me o Agostinho Teixeira (Verde) e corremos várias freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis, mas não tivemos sorte nenhuma. Visitamos Juntas de Freguesia, perguntamos aos carteiros, aos distribuidores de gás, entrámos em Supermercados e Cafés, mas do Magalhães nem rasto.
Tenho que reconhecer que é uma procura às cegas, sem grandes elementos, mas é tudo que nos resta, uma vez que a malta da Briosa, em Alcântara, não abre os seus arquivos para lá irmos bisbilhotar. O Verde lembra-se que ele se apeava do transporte, quando vinha de Lisboa, entre Oliveira de Azeméis e a vila de Cucujães e que dizia morar ali a dois passos. Foi o nosso ponto de partida, mas não tivemos sorte. Paciência!
O Lopes bem nos prometeu ajuda, mas até agora ainda não deu sinal. Será que ainda se pode esperar alguma coisa desse lado? A ver vamos.

ClustrMaps - As visitas!

Não sei se vocês têm o hábito de clicar sobre o Mapamundi da Clustrmaps para verificar de onde nos vêem. Eu faço-o de tempos a tempos. Na data do 1º aniversário deste blog, o mapa de visitas foi arquivado e recomeçado do zero. Os nossos visitantes mais assíduos apareceram de imediato a colorir o nosso mapa. Notam-se perfeitamente os pontinhos vermelhos nos mesmos locais, como é o caso dos Açores e da Madeira, Sidney ou Maputo, Paris e Londres, Luxemburgo, Escócia, Itália e Hungria, ou até o Líbano.
Nos países grandes como o Brasil, Canadá ou Estados Unidos aparecem logo visitantes de vários pontos. De Portugal, como se entende, vem o maior número de visitas, mas há 3 pontos no Globo cujas visitas crescem a olhos vistos, Toronto no Canadá e 3 cidades brasileiras que suponho serem Rio, S. Paulo e outra no interior de Mato Grosso.
Quem serão as pessoas que nos visitam? Haverá entre elas muitos filhos da escola? Sei que de Sidney recebemos a visita de um, o Valdemar.
Caso entendam e falem português, deixem aqui um pequeno comentário. Temos sempre uma enorme curiosidade em saber por onde anda espalhado o nosso povo.

terça-feira, 7 de Abril de 2009

F333 - Bartolomeu Dias!

Os fuzileiros eram chamados os «Marinheiros de água doce» por não andarem, regularmente, embarcados. Também eu era, portanto, um marinheiro de água doce. O primeiro navio em que tive a honra de ter estado embarcado foi o NRP Sagres de boa memória, aquele a quem rebaptizaram de Santo André para ir para a sucata. Mas navegar nem pensar, pois a Sagres estava bem amarradinha ao cais, não fosse a corrente do Tejo arrastá-la até à Madeira! Navegar a sério aconteceu em 1963, já na costa de Moçambique, a bordo do Bartolomeu Dias, o último Aviso da Marinha de Guerra e irmão gémeo do Afonso de Albuquerque que tínhamos perdido em 1961 para a União Indiana.
São muitas e boas memórias de há quase 50 anos atrás que alumiam os tempos da minha reforma. Hoje ao folhear a Revista da Armada, dei com as fotos e a notícia (pequeno excerto) que podeis ver de seguida.
...oOo...

...oOo...
Dezassete anos após a recepção da última fragata, em 16 de Janeiro de 2009, foi aumentado ao “Efectivo dos Navios da Armada” a primeira de duas fragatas adquiridas ao estado holandês – o NRP ”Bartolomeu Dias” (F333)1.
Naquela data decorreu a cerimónia de transferência para a Marinha Portuguesa na Base Naval de Den Helder (Holanda). A cerimónia contou com a presença do Almirante Melo Gomes, Chefe do Estado-Maior da Armada, do VALM Viegas Filipe, Director Geral Armamento e Equipamentos de Defesa e do seu homólogo holandês (DDMO2), o Sr. R. A. Hendrichs.
...oOo...

...oOo...

O navio irá iniciar agora um período de adestramento na Holanda, em Den Helder, executando, com o apoio da equipa de treino e avaliação da Flotilha, o Plano de Treino de Segurança (fase de terra e fase de mar) e logo após, com a colaboração da Marinha Holandesa, o seu Plano de Treino Operacional.
O NRP “Bartolomeu Dias” (ex- RNLM “Van Nes”) foi construído pelo estaleiro De Schelde Group, em Flushing (Holanda), no ano de 1994.

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Símbolos!

(Foto disponibilizada pelo Zé Bernardes)

Dia D - 19

...oOo...
Tenho que reconhecer que ainda sou um aprendiz no Photoshop. No entanto gosto de estudar as coisas e procurar soluções. Não queria acreditar que o softwear que tenho não me resolvesse o problema criado pelo fotógrafo que imprimiu a fotografia em espelho, colocando os adereços no ombro errado. E tinha razão para isso pois o programa faz tudo e mais alguma coisa. E aqui está o resultado, o Sargento-Mor Manuel Matias com tudo no sítio certo.
Aproveito também para vos informar que ele marcou lugar para cinco pessoas no nosso convívio. Ainda não falei com ele, mas acredito que se trate das três irmãs de Santar e dos dois Filhos da Escola sobreviventes daquele triplo casamento.

sábado, 4 de Abril de 2009

Homem ao Mar!

...oOo...
Não é a primeira vez que aqui trago esta fotografia. Mas hoje trago-a por uma razão especial. Dos sete fuzileiros nela representados, 6 são sobejamente conhecidos, mas quanto ao sétimo não há certezas. Em baixo, o Alves o Ferreiro e eu. Em cima o Verde, o Barbeiro, o Zé Maria Magalhães e o Ramiro. Sublinho o nome do Zé Maria porque estou convencido que é dele que se trata. Tenho perguntado a toda a gente se o reconhecem nesta fotografia e dizem-me que não. Quem poderia ser então, se já temos toda a gente identificada? A mim parece-me ele.
Cada vez que falo a respeito dele com o Francisco Jordão ele conta-me sempre aquela passagem de ele ter caído do portaló da Sagres, com a maca às costas, o que provocou um tremendo sururu a bordo, pois por pouco não se afogava. Entalado entre a muralha do cais e o bojo do navio, completamente vestido e calçado e mal sabendo nadar, imaginam o pânico que foi até o conseguirem pescar e pôr a salvo.
Por onde andará ele, nesta altura? Bem gostava de descobrir!
Ontem, em conversa com o Verde, surgiu a ideia de irmos fazer uma pesquisa, ali para os lados da Murteira (Ovar), na Estrada Nacional 1, onde ele costumava apear-se do transporte quando vinha de Lisboa. Quem sabe a gente não consegue descobrir a aldeia que o viu nascer!

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

O Paulino!

...oOo...
Com a comparticipação do Zé Bernardes para o nosso acervo fotográfico, finalmente consegui uma fotografia em que se consegue ver a cara do Paulino na perfeição. Infelizmente também já ausente deste vale de lágrimas, aqui fica a sua imagem para aplacar um pouco as saudades daqueles que o tinham por amigo.
Além dele podem ver-se ainda, à sua esquerda, o Agostinho Seco, o Bernardes e o Lousa. E, à sua direita, o Lisboa, o Cotrim, o Emídio, o Miguel e o Piaça.

Dia D - 22!

A partir de agora as coisas vão começar a acelerar!
Ainda só tenho 12 presenças confirmadas e pagas, mas as promessas são muitas. Tenho recebido algumas más notícias. O Floriano e o Valter estão ambos com queixas de saúde e o mais certo é não aparecerem. Da equipa dos artilheiros estão prometidas duas presenças, Pereira e Clímaco e da de Comunicações outras duas, o Milheiro e o Tomé. Da Taifa irá o Salsinha, para garantir que o menu será servido a contento. Do grupo dos sargentos espero as presenças do Vitorino, do Dias e do Veloso. Infelizmente não sei se poderemos contar com o Parreira e o Leopoldo, pois a saúde não anda lá muito famosa. Da malta mais antiga conto que vamos lá ver o Gomes, o Pires, o César, o Marcelino, o Rosa e talvez o Bailador. Pena que não consigo encontrar nenhum dos mais marretas, desde o Arlindo até ao Micróbio.

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

O Vírus do 1 de Abril!

Até os noticiários da televisão falaram nele! O vírus que foi desenvolvido por alguém (pensa-se que pode ter sido na China) para entrar ontem nas vidas de todos os utilizadores do Windows e fazer-lhes a vida num inferno. Eu tive que arriscar-me e ligar o computador, embora me tenham avisado para o não fazer. Se aconteceu alguma coisa ainda não dei por nada, mas estava preparado para me atirar ao pescoço do meu fornecedor de anti-vírus, a quem pago protecção desde há quatro anos, se alguma coisa me acontecesse.
Mas achei piada ao nome que arranjaram para o pequeno animal. Não quero escrever aqui o nome por extenso, pois pode atrair a atenção para o meu computador, mas vou fazê-lo por partes. Tal como em português também em inglês as palavras se formam por aglutinação de duas partículas. Assim juntando "con", que em inglês quer dizer "enganado", "nabo", "palerma", "parvo" ou coisa parecida, com "ficker" que em alemão significa exactamente o mesmo que em inglês "fucker" (e nem preciso de traduzir) e que é usado indiferenciadamente (em calão) nas duas línguas, consegue-se uma palavra que em português se poderia traduzir por «enrabador de nabos».
Bonito nome, hein? Chinês esperto!...

O Zé Maria!



O Verde afirma que ele é da zona de Aveiro. O Joaquim Monteiro disse-me ontem que tem a certeza que ele é das redondezas do Porto. Fiquei com a pulga atrás da orelha. Como as chamadas para a inspecção e consequentemente os números de matrícula atribuidos a quem ficava apurado, eram feitas concelho a concelho dentro de cada distrito, atirei-me aos documentos que consegui juntar e desatei a procurar os endereços de todos os que tinham números entre 16600 e 16626. Não consegui descobrir todos, mas por aqueles que consegui sou obrigado a concordar com o Monteiro. Senão, vejam:

16602 - Lousada

16604 - Senhora da Hora

16607 - Vila das Aves

16608 - Porto

16610 - Leça da Palmeira

16614 - Porto

16615 - O tal que desconhecemos!

16617 - Porto

16626 - Valongo

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura!

Havemos de lá chegar.

O Sargento Monteiro!

...oOo...
O Zé Bernardes abriu o baú das suas recordações e ofereceu-nos uma foto, não apenas do Sargento Monteiro, mas de toda a equipa médica. Médico, Enfermeiro, Moço da botica, Maqueiros, não falta nada nem ninguém! Assim é que eu gosto, quando se faz alguma coisa é para se fazer bem feita e ponto final.
Não tínhamos, até hoje, conseguido uma fotografia decente do Sargento Monteiro, pois aqui está ela, agora. Fica-me apenas a faltar o seu número de matrícula na Armada. Depois da visita do Jordão ao Arquivo Histórico da Marinha consegui juntar a identificação correcta de todos os membros da CF2, com excepção deste senhor de quem não foi possível descobrir o número.
Em conversa com o Zé Bernardes, que era o seu braço direito, com o Joaquim Monteiro que era filho da mesma terra, e do Henrique Garcia que se deslocou a Rio de Mouro à sua procura, consegui saber que tanto ele como a sua esposa já faleceram e sem deixar descendência. E soube também que ele era originário de uma pequena aldeia chamada Porto de Ovelha, no concelho de Almeida e distrito da Guarda.
Quando algum de nós passar por essas bandas vai parar para perguntar se por lá reside ainda algum parente deste nosso camarada de armas. Como diz o poeta, "há sempre um amanhã".

O Fragata!

Fragatas há muitas, se pensarmos em navios, ou muitos, se pensarmos em alunos da "Fragata D.Fernando e Glória". Havia também o Fragatinha e o Fragatão, mas Fragata só havia um na CF2 - o Domingos da Lídia Belo (16273).
Já aqui contei que foi da parte dele que recebi o primeiro grande gesto de amizade na vigência da Companhia 2, mas não é disso que venho falar agora. Depois de muitos esforços consegui juntar duas informações que, pelos vistos estão ambas erradas. A primeira veio da Segurança Social dando o Fragata como residente no Nº 27 da Rua Afonso de Albuquerque, em Peniche, e a segunda, vinda da Repartição de Finanças, confirmava esta morada, acrescentando ainda o número de contribuinte e afirmando que era Cidadão Nacional e que não estava emigrado.
Como tinha pedido ao Clímaco que fosse até Peniche confirmar esta informação, telefonei-lhe para saber o resultado e fiquei um tanto ou quanto admirado quando me disse que ele estava no Canadá. Na morada indicada não mora ninguém e o único parente é um irmão que parece morar em Peniche, mas não sei exactamente onde. Terei que continuar com as investigações.
Mas quero também lançar daqui um desafio ao Leiria. Admitindo que ele mora no Canadá, seria possível localizá-lo através de um simples telefonema para a Embaixada ou Consulado de Portugal? Como todos os pescadores portugueses que lá foram parar, também ele começou por morar em Saint John, New Brunswick. E juraria que se casou com uma senhora canadiana, mais velha que ele, moradora nessa cidade, para tentar regularizar a sua situação no Canadá. Acredito também que deve existir nessa zona do Canadá uma área de concentração de emigrantes portugueses, tal como acontece em Newark, Estados Unidos. Pode ser que tenha lá regressado.
Como eu costumo dizer, isto pode não levar a nada, mas tentar não custa...

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Anúncio do nosso convívio II

http://guerracolonial.home.sapo.pt/
Cliquem neste endereço.
Seleccionem "Convívios"
Seleccionem "2009"
Seleccionem "Abril"
Façam "Scroll down" (como raio se pode traduzir isto para português? Rolar para baixo? Puxar para baixo? Usar o elevador para baixo? Desisto, limitem-se a carregar na setinha que está virada para baixo) até chegar ao nosso anúncio.
Notem que o primeiro anúncio que aparece se refere ao DFE9 que esteve em Moçambique de 1964 a 1966, portanto em simultâneo connosco.

Anúncio do nosso convívio I

http://ultramar.terraweb.biz/2009_04_25_CFZ2.htm
Consultem o site acima indicado e vejam o anúncio do nosso almoço-convívio que pedi para colocar no maior site que há sobre a "Guerra Colonial" e os seus participantes. Não acredito que haja muitos fuzileiros que conheçam e frequentem este sítio, mas saber não faz mal a ninguém e entrando podem dar uma volta e ver aquilo que lá existe.