terça-feira, 31 de Março de 2009

Uma cena de tiros!

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Estranho, mas até hoje não tinha ainda descoberto uma foto tão clara do Manel Ai'Cone! E ainda por cima lado a lado com o outro participante da cena de "tiro à perna", o Agostinho Simões! Tenho a impressão que já relatei aqui essa história, pelo que não vou fazê-lo outra vez, mas prometo verificar com cuidado e se o não fiz, fá-lo-ei brevemente.
A figura típica que podeis ver ao centro é o 16772, de quem também não tinha ainda conseguido uma fotografia com esta nitidez. Bendito Bernardes que tinha estas preciosidades escondidas lá em casa!

As fotos do Bernardes!

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O Zé Bernardes esteve ontem reunido com o Jordão para passarem em revista os seus álbuns fotográficos para ver se encontravam caras de companheiros que ainda não tivéssemos visto. Mais tarde e com tempo dar-vos-ei parte daquilo que eles conseguiram descobrir. Por agora quero limitar-me a mostrar-vos esta foto do embarque aéreo de mais um pelotão para Moçambique, em 1962. Pelas caras que ali aparecem e com a lista que o Jordão me enviou, não terei necessidade de pesquisar a que embarque se refere a foto, pois sei que se trata do último, supostamente saído de Lisboa a 30 de Novembro. Até ao momento já tenho 3, uma do meu embarque (3º), outra do do Leiria (2º) e mais esta (4º). Seria formidável conseguir uma de cada um dos 4 embarques para ficar com a história ilustrada a 100%. Será que alguém guardou uma foto do 1º? Tenho que perguntar ao Acordeonista, Braulio, Budens ou Suzano que fizeram parte desse grupo.

segunda-feira, 30 de Março de 2009

O Rodrigues de Sarzedas!

Um comentador anónimo deixou uma informação sobre o Rodrigues (16718), dizendo que ele é originário da histórica freguesia de Sarzedas de Castelo Branco. Já tirei da internet os números de telefone da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal e vou tentar descobrir mais alguma coisa sobre este assunto.
Esta freguesia fica à distância de um tiro de espingarda do Motel do Retaxo, onde dormi tantas vezes, aquando das minhas deslocações profissionais àquela zona. Se eu desconfiasse que ali morava o Rodrigues já lá tinha ido à sua procura. Agora, raramente passo para aqueles lados.

domingo, 29 de Março de 2009

Façanhas do Abecassis!


Por Artur/Leiria (15683)


Certamente que muitos de vós se lembram do tenente Abecassis na CFN2! Ao apresentar este senhor quero lembrar que era alto e de estatura magra, bastante culto, talvez descendente de família abastada, criado, penso, com esmero de mãe, conhecido por nós como - menino da mamã - em contrapartida, nós, moços da rua, mais vividos, mais aptos para o que desse e viesse! Pois nada de agressivo se notava neste homem! Aí se via que não era, segundo o que vem a suceder-lhe mais tarde, homem nascido para ser fuzileiro, assim como muitos outros que foram chamados mas não escolhidos!
Lógico que a Escola Naval foi preferencial para cumprimento do seu serviço militar. Lógico também que, o atamancaram à pressa como oficial, para de imediato o ingressarem numa companhia de fuzileiros! Para mal dos nossos pecados, aposto que sabeis qual foi! Para vos dar uma ideia introdutória do carácter do referenciado, certo dia o Senhor, que era o encarregado da escrituração aquando da construção da capitania de Metangula, que lembro ser homem dos cinquenta anos ou perto, usando farda um tanto ou quanto diferente da nossa, (talvez, funcionário agregado ao quadro das capitanias) dizendo, sem esconder frustração que, o nosso homem, ao tentar colocar umas cortinas na janela da casa de banho, na casa que lhe tinha sido atribuída e à sua esposa para viverem durante a estadia lá: - “o sarapantas pôs as patorras no tampo da sanita e partiu aquela porra toda!” Jeito, era coisa que o nosso tenente era alheio! O que infelizmente é coisa que não se vendia nem vende nas farmácias!
Mas vamos lá ao bojo da história, um dia brincando ainda aos soldados, porque a paz ainda lá morava, um pelotão incluindo a minha secção, que era composta de matulões, fomos num reconhecimento como treino a pé. Calor de rachar, os cantis dos camaradas foram despejados num ápice, excepto o do Leiria que estava sempre cheio de nada, porque tinha ido morar para outra freguesia!Caminhamos umas boas horas para o lado do Cobué, descansando de vez enquanto, um pouco aqui e além, por uns minutos. A sede nessa altura era de matar, com a agravante de se poder ver o rico Niassa à distância. Perguntamos a um pretinho que ia passando, se estava longe tal terra que se via no mapa, respondendo este num português trapalhão: “ fica mesmo ali patrão”. Qual patrão qual carapuça, aquele “ali” para ele, era o Algarve para o “Tintinaine” foi caminhar à procura do “ali” que nunca foi visto nem achado! Lá bem para o meio da tarde chegamos a uma aldeia de palhotas, o nosso comandante mais morto do que vivo, com os pés todos esfolados que, nem em pessoas nas suas caminhadas de dias a Fátima se via tal coisa! Manda chamar o chefe da povoação, este ao apresentar-se diz-lhe que, segundo certos artigos, ou não sei quê das nossas leis, que ele lá esclareceu a detalhe, o que pobre do preto pouco percebeu, tínhamos o direito de ser alimentados pelos povos indígenas em operações militares, por isso que fosse buscar algo para se comer. Só depois de muito conversar, lá convenceu o velho a ir buscar leite porque comida nem para eles chegava! Passado uma hora ou mais, trouxe este, uma caneca com leite que não me lembro se alguém bebeu.
Por fim, quando chegou a hora de continuar o comandante estava exausto ao ponto de o não poder fazer! Chama o preto outra vez e pergunta-lhe se alguém tinha lá um barco que ele pudesse usar para regressar à capitania.
Como era uma aldeia piscatória, conseguiu-se uma piroga e um preto pescador para o levar de regresso! Lembro-me de ver o nosso tenente pela última vez, caminhando a coxear atrás do preto a caminho da piroga, pesarosamente dando mil e uma desculpas ao sargento e a todos nós por ter que actuar daquela maneira…O sargento (Peniche penso) passou a comandante interino, até ao nosso regresso a Metangula. Logo ao chegarmos, e, ao inquirirmos sobre o exausto tenente, já ele tinha sido escorraçado de malas aviadas, em viagem tipo salto de canguru - Lisboa via Lourenço Marques pelo comandante Zilhão! Como o Zilhão, que nem fuzileiro era, teve poder para isso, não sei!?
Mais tarde, perto do meu salto para a vida civil, alguém dissera que, para o nosso herói da história o que lhe aconteceu foi melhor do que a taluda na lotaria. Foi reintegrado na Escola Naval por pouco tempo, ficando assim, livre para seguir a carreira tão desejada de sua mamã. Talvez advocacia, olhando que, até das leis do ultramar ele era conhecedor (…) ou pareceu-nos!

HELP... SOS... HELP... SOS... HELP

Há milhões de blogs na net, mas também há muitos milhões de visitantes que os lêem todos os dias. Será que não terei a sorte de aparecer (aterrar neste blog) alguém que conheça, ou saiba por onde anda, algum dos nossos camaradas que ainda não consegui localizar?
Vou dar-me ao trabalho de, uma vez mais, deixar aqui os seus nomes e outras indicações que possam ajudar a encontrá-los. Tem que haver alguém das suas relações, familiar, amigo, conhecido, que leia isto e me contacte a dar notícias. Deus é grande e há-de ajudar a que o milagre aconteça. Pedir não custa!
Manuel Antunes Mourão - Parece ter ficado em Moçambique depois da comissão, na companhia de um irmão.
Domingos da Lídia Belo - Segundo informações que consegui, mora em Peniche. Pus o Clímaco a verificar isso, mas até agora não tive resposta.
Joaquim Manuel Cavaleiro Rodrigues Cação - Garantem-me que regressou a Lourenço Marques e trabalhou nos Serviços Municipalizados de Agua e Electricidade daquela cidade. Não tem em Portugal Cartão de Contribuinte nem é inscrito na Segurança Social.
Elias Faria de Almeida Rodrigues - A resdir no Brasil em morada desconhecida.
José Maria da Silva Magalhães - Salvo erro, natural da zona de Aveiro. Morada fornecida pela organização dos filhos da escola de março/62, Paço de Arcos.
David Correia Maximino - Natural de Quarteira, pode estar emigrado.
João Louzeiro dos Santos Rodeira - Natural de Porches/Lagoa. Pode estar emigrado nos Estados Unidos.
António Cardoso Rodrigues - Natural do distrito de Castelo Branco. Morada fornecida pela organização dos filhos da escola de março/62, Barreiro.
António Marques Pereira - Natural da zona do Dão, supostamente Lageosa do Dão ou Moimenta Maceira Dão. Já contactei os presidentes das juntas de freguesia, mas sem resultado.
Qualquer notícia que possa ajudar a descobrir por onde andam ou o que lhes aconteceu, enviem (por favor) para o endereço seguinte: manaliva@gmail.com

Dia D-27!

Este é o primeiro dos posts a que me referia no anterior. E quer dizer que faltam exactamente 27 dias para nos juntarmos de novo e fazermos a nossa festa. Estes dias vão passar num abrir e fechar de olhos e em três tempos estaremos com os pés debaixo da mesa e um prato de "Vitela à Peleiro" à frente dos olhos. Embora o comer não seja o que me leva a enfrentar tanto trabalho para organizar este evento, tem também a sua importância e não pode ser descurado. Estou a fazer os possíveis para que tudo corra pelo melhor.
O autocarro que sairá do Lavradio/Barreiro, com lotação para 55 pessoas, tem já inscritas cerca de 40. Espero sinceramente que os filhos da escola moradores daquela zona adiram a esta modalidade de transporte para tornar as coisas mais fáceis e, economicamente falando, mais acessíveis.
Sugerido pelo Mário Manso, teremos connosco um fotógrafo profissional que nos acompanhará e fará a necessária reportagem fotográfica do acontecimento. Trabalhará por sua conta e risco, fará as fotografias que quiser e vendê-las-á a quem estiver interessado. Não faço ideia do preço que vai praticar, mas isso não pode ser um problema, pois só compra quem achar o preço justo.
As inscrições têm avançado a um ritmo lento. Alguns já telefonaram a confirmar que vão aparecer, mas o pagamento é que ainda não aconteceu. Até hoje só 9 lugares foram pagos. Alguns insistem em pagar só no próprio dia, o que me cria o problema de ter que tratar de receber e conferir dinheiros, em vez de confraternizar com os camaradas que é, ao fim e ao cabo, a razão disto tudo.
Alguns dos que apareceram no ano passado já não voltarão este ano. Os de muito longe, neste caso os algarvios, serão poucos a marcar presença. Salvo erro, só o Faísca e o Tomé mostraram interesse em estar presentes. Ainda tenho que falar com o Floriano para ver se lhe puxo pelo brio (de pertencer à Briosa) e lembrar-lhe que os verdadeiros amigos são para a vida.
Noto que este ano há menos euforia à volta do encontro. No ano passado o meu telefone não parava de tocar, com toda a gente a perguntar pormenores do acontecimento. Este ano nem os mais próximos se têm manifestado. Tenho estado a telefonar a todos os que no ano passado não puderam, por qualquer razão, estar presentes, mas os resultados também não são muito famosos. Gostaria de rever o Júlio Raimundo, o Agostinho Simões, o Sérgio Rego, o Budens, o Alvor, o Marlon, o Flor, ou até os mais «marretas» que só fizeram meia comissão, como o Micróbio, o Bonança, o Twist, o Amaral e o Russo, mas não me parece que vá ter muita sorte.
Mas, como diz o Verde, a esperança é a última a morrer e eu vou esperar os 27 dias que faltam para ver como acabam as coisas.

Contagem Decrescente!

A partir de agora vão surgir aqui uma série de posts cujos títulos indicarão os dias que ainda faltam para o dia do convívio deste ano de 2009. A publicação de cada um deles, como se de um diário se tratasse, dará conta do estado das coisas, ou seja, o ponto em que estão os preparativos para o evento, no dia indicado.

sábado, 28 de Março de 2009

Matias na Marcha do Tempo!

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Aí temos o nosso homem, com as mesmas barbas, mas com outra farda! Agora tenho a certeza que ninguém ficará com dúvidas. Menos cabelo em cima e mais pelo em baixo, tal como a maioria dos camaradas, para ninguém se ficar a rir.

sexta-feira, 27 de Março de 2009

O Grande Chefe!

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Grande sim, porque era o mais alto de todos. Até o «Alturas» lhe ficava abaixo! E Chefe também, pois era o meu chefe de secção, o Cabo Fuzileiro Manuel Matias. Agora, e segundo os galões que exibe nos punhos, é um oficial reformado e vive numa velha vila histórica da Beira Alta.

quinta-feira, 26 de Março de 2009

Puzzle sem solução ainda!



A cara deveria ser suficiente para o identificar, mas não acredito que o consigam.

Eu fiquei abismado!

Por mais vezes que olhe não consigo reconhecê-lo. Deitem-se a adivinhar que eu amanhã ponho aqui a foto inteirinha e digo-vos quem é.

Um abraço

Puzzle!







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Analisem com cuidado e com vagar estes adereços, insígnias, medalhas (ou o que quiserem chamar-lhe) e vejam se adivinham de onde raio recorteu eu isto.

Agora vou fazer a barba e sair, mas quando regressar prometo acrescentar a cara que aqui falta!

quarta-feira, 25 de Março de 2009

Por onde andará o Ramiro?



Bragança é muito longe!
Vai ser difícil passar por lá antes do nosso próximo convívio e não tenho conseguido contactar com ele pelo telefone. Ligo-lhe pelo telemóvel e nada. Supondo que ele possa andar por zonas onde a cobertura da rede de telemóveis é muito fraca, liguei para a empresa para quem ele trabalha e garantiram-me que ele está bem de saúde (dentro do possível). Até lhes deixei um recado para o avisarem de que tenho procurado falar com ele, mas também não deu qualquer resultado. Á carta com o convite que lhe enviei, em janeiro, também não reagiu, por isso não sei o que pensar. Será que não quer ou não pode ir ao nosso encontro e não quer dar parte de fraco?
O dia aproxima-se a passos largos (hoje já estamos a 25 de Março!) e tenho que começar a relacionar as pessoas com quem posso contar.

terça-feira, 24 de Março de 2009

Recordando o Rodrigues!

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Não é a primeira vez que publico esta fotografia, mas não faz mal nenhum. Possivelmente já ninguém se lembra de a ter visto e assim torna-se interessante de novo. Depois de tantas fotografias publicadas, já todos devem reconhecer, sem problemas, as caras do Telmo, do Guilherme, do Camarada ou do Damásio. Esta era a mesa do Jordão, com o seu chefe bem em evidência, para que o possamos recordar. Não esperava ver também nesta mesa o Baía e o Ferreiro, mas eles lá estão, como podem ver.
Parece-me bem que não vamos ter a sorte de ver nenhum dos dois, no nosso convívio do mês que vem!

Notícias da Beira Alta!

Ontem, vinha eu a descer os contrafortes do Barroso, junto à fronteira norte de Portugal, quando o meu telemóvel tocou. Fiquei admirado com o toque pois andava, desde manhã, numa zona sem cobertura de rede e o telefone tinha-se mantido mudo até ali. Era o Jordão!
Eu sabia que ele devia estar em viagem, de regresso do Luxemburgo, mas não contava que estivesse já tão perto. Depois de entrar pela fronteira de Vilar Formoso, lembrou-se de ir visitar o meu chefe Matias que mora no concelho de Nelas e lhe ficava, mais ou menos, no caminho. E foi de casa dele que me telefonou e pôs-me, até, ao telefone com ele para nos cumprimentarmos.
O Rodrigues, infelizmente já falecido, era o chefe de secção do Jordão e cunhado do Matias e, salvo erro, está sepultado naquela freguesia. Entre outras coisas como, por exemplo, motivar as pessoas para o nosso próximo encontro, etc., suponho que também esse facto motivou um pouco o desvio do seu trajecto e a visita àquela freguesia do concelho de Nelas.
Que sejas bemvindo, Jordão, e mãos à obra que daqui a um mês é o grande dia!

domingo, 22 de Março de 2009

Boa viagem!

Se as coisas correrem como planeadas, hoje, deve sair do Luxemburgo o Francisco Jordão com o seu pópó prontinho e a brilhar.
Que lhe corra bem a viagem é o que lhe desejo!

sábado, 21 de Março de 2009

Passagem de modelos!

Se houvesse uma Fátima Lopes naquele tempo, estavam todos contratados! Qual Miguel Veloso, qual nada! Comandada pelo Baltazar (de cócoras) a esquadra composta pelo Matos, Meco e Faísca (da esquerda para a direita) de certeza punham a cabeça de qualquer garina a andar à roda!

sexta-feira, 20 de Março de 2009

CF2 de 1970 a 1972!

Fui avisado pelo administrador do blog «Ultramar.Terraweb» de que andavam à procura do pessoal da CF2 de 1967 a 1969 e também de 1970 a 1972. Foram-me dados os nomes de Jorge Inês e José Sequeira. Este último fez comissão na CF2 de 1970/1972, enquanto que o primeiro esteve nas duas. Amanhã, dia 21 de Março, juntar-se-ão em convívio, na Associação de Fuzileiros do Barreiro, os camaradas do José Sequeira.
Aproveito este meio para lhes enviar daqui um abraço de solidariedade e saudar pela iniciativa que vão levar a cabo. Espero depois receber mais notícias e talvez uma fotografia do evento para publicar neste nosso espaço.
E aproveito também a oportunidade para fazer saber, a todos que se interessam por estas coisas, quem foram os filhos da minha escola, a de Março de 62, que fizeram comissão nestas versões mais modernas da primeira Companhia de Fuzileiros constituída, maioritariamente, por filhos dessa escola. Assim temos:
Na comissão de 1967 a 1969:
16306 - 7967 - António Carlos
16343 - 8001 - Vitorino Santos
16467 - 8112 - António Campos
16524 - 8164 - Amadeu Santos (*)
16623 - 8261 - Mário Martins
16689 - 8326 - Braulio Ramos (*)
16797 - 8433 - Manuel Fernandes
16859 - 8495 - João Saboeiro (*)
16979 - 8613 - José Neto
(*) - Também membros da CF2 de 1962 a 1965.
Na comissão de 1970 a 1972:
16836 - 8472 - Oscar Santos
Fiquei ainda a saber, através de um comentário feito neste blog, que o amigo Oliveira também esteve adido a esta companhia por alguns meses, estando, por isso, também em festa, amanhã. Parabéns também para ele, portanto.

Eventualidades!



Por Artur/Leiria (15683)


Dando continuidade ao desenvolvimento daquilo que se passou pessoalmente comigo. Gostaria de o fazer com o máximo de exactidão. Lógico, que quarenta e tantos anos passados na vida do homem, são praticamente duas gerações que se intercalam com todas as suas alegrias e complicações, criando isto um espaço branco na memória, que vive a paredes-meias com o esquecimento! Sendo assim, não é fácil recriar tais eventualidades a pormenor, contudo vou tentar o meu melhor.


REGRESSO FORÇADO A LOURENÇO MARQUES.


Antes de mais e graças a este Blogue, quero agradecer neste “post” tudo aquilo que os meus colegas de armas tão corajosamente fizeram para minimizar o perigo de vida e ou quaisquer consequências relacionadas com o meu acidente, que abaixo passarei a descrever. Desculpem não mencionar nomes porque muitos ficariam por dizer, caso mencionasse algum; não faria justiça a todos os outros de que eu não lembro.


O meu acidente pessoal em Metangula aconteceu quando, eu e mais uns quantos camaradas arrastávamos um barco (o qual por duas vezes me ia matando e ao Marcolino uma) para fora da água com um cabrestante preso a uma enorme árvore e este ligado por um cabo de aço ao barco. Estava eu de costas para o barco, juntamente com alguns dos nossos colegas puxando no cabrestante, quando o cabo, que estava debaixo duma tensão enorme, rebenta e este ao encolher-se, bate-me com uma força tal que, não só me fere as costas, como ainda me arranca osso na parte interior do cotovelo esquerdo! A partir desse momento, com sangue por todo o lado, vejo-me no ar, nos braços dos meus colegas e a ser transportado para um “Land Rover” que estava bem pertinho do local. Sou levado de emergência para a clínica de Metangula, aí o enfermeiro negro, que muitos de vós se devem lembrar, um homem duma excelente postura e dum vasto conhecimento!


Aí e de imediato, fui injectado contra o tétano e outras possíveis infecções, entre outros tratamentos. Como a possibilidade de outros testes necessários não existia nessa clínica, fui levado de imediato no “jeep” para o quartel do exército de Vila Cabral, penso que nem à Capitania voltei, para a angariação dos meus parcos haveres. Em Vila Cabral o Sargento enfermeiro reviu os ferimentos e fez de novo o tratamento às feridas na enfermaria, dando-me de seguida, comprimidos para as dores. Seguiu-se o jantar onde, mais não fiz do que companhia aos que jantaram, uma vez que pouco me interessou a qualidade da comida e mais ainda porque que me sentia debilitado devido aos ferimentos, lá pernoitei até ao outro dia esperando pelo avião que me havia de levar.

Vou num avião Nord Atlas até à Beira, chegado lá, sou de imediato transportado ao hospital da cidade, onde fui visto por dois médicos da Marinha. Depois de chapas e mais chapas ao braço e às costas, ainda hoje estou para saber qual a razão porque me engessaram o braço, com uma abertura na direcção do ferimento para assim se ter acesso ao tratamento do mesmo, quando este não foi partido mas teve somente um arrancamento de osso! Sei que a descrição do ferimento no reporte médico, tinha cá uns nomes extravagantes que certamente só eles poderiam entender!
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De Nord Atlas outra vez, lá fui até a nossa Estação Rádio Naval em L. M. Ali, sou adido ao PBX ou seja operador dos telefones, por uns dois meses, onde todas as chamadas para fora e para dentro teriam que passar por minhas mãos. É aí que duas notícias me são reveladas: uma de conotação negativa - que foi o vir a saber da morte em combate do meu irmão, Furriel Miliciano, na Guiné. A outra, graças a Deus bem boa, o que explicarei depois desta breve introdução.

Lembram-se com certeza do nosso escriturário - Paulino Serrano - que infelizmente já não pode responder à chamada porque Deus assim quis? Tive a oportunidade de o conhecer melhor, porque convivi com ele mais assiduamente durante aqueles dois meses no prédio do comando da companhia. Certo dia, porque sabia que eu tinha certo jeito para desenho, convidou-me a participar num pequeno jornal que estava fundando, com artigos dele e de alguns oficiais, para e sobre a nossa companhia. Acabamos por publicar duas edições que provavelmente algum filho da escola ainda se lembra. Tive essas edições comigo por alguns anos, pena é que não sei o que é feito delas.

Certo dia o Paulino soube através duma circular, penso, que havia duas viagens ao Continente para dois Escolas e outras duas para Sargentos! Depois de me ter elucidado sobre elas e que já tinha a aprovação do comandante perguntou-me, caso eu estivesse interessado, que fosse eu na primeira, olhando que, os meus pais estavam a passar uma hora difícil por causa do que aconteceu a meu irmão; por isso estariam mais do que carentes de algum conforto que eu lhes pudesse oferecer, indo ele na segunda, o que concordei e agradeci de imediato, claro. Sem esperar lá fui/vim ao Continente na TAP, em companhia de um sargento que pertencia à Radionaval! Tudo isto, graças ao meu bom amigo Paulino.

Que o Criador o tenha num bom lugar!

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Mnham...Mnham...Mnham...!

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Não sou eu e o Oliveira em Lourenço Marques a saborear uma bela lagosta! Infelizmente não, mas podíamos ser! E em pensamento podemos ir até onde quisermos! É ou não é, amigo Oliveira? Façamos de conta que estamos a meter-lhe o dente... nham...nham...nham...! Saia mais uma caneca de cerveja! Pode ser Laurentina, claro!

Navegar é preciso ...

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... para admirar esta maravilha da natureza. Quem teve a sorte, como eu tive, de navegar pela costa de Moçambique, nas águas limpídas e azuis do Indico, viu com toda a certeza estes maravilhosos animais que a imagem representa!
Ser escoltado por um grupo de golfinhos, nadando e fazendo piruetas à proa do navio, é um espectáculo ímpar e que só alguns têm o condão de apreciar. Eu, pobre marinheiro de água doce, posso vangloriar-me de ter tido direito a isso uma meia dúzia de vezes, na minha estadia de cinco anos naquele paraíso da Africa Oriental (ia a dizer Portuguesa, mas tive que apagar as poucas letras que tinha já teclado).

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Percursos paralelos!

(Zé, Monteiro e Licínio)
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Nas leis da Física está escrito que os extremos se atraem. Nesta fotografia, de certo modo, acontece o mesmo. Enquanto que o do centro passa despercebido e não conta para esta história, os dois filhos da escola, ao seu lado, têm muita coisa em comum. E uma vez que fomos camaradas, convivemos uns com os outros durante anos e partilhamos segredos que só a nós dizem respeito, compete-nos saber um pouco da história pessoal de cada um. O Zé, à esquerda, é oriundo das encostas da Serra da Estrela e assentou praça na Marinha em Setembro de 1961. O Licínio, por seu lado, é oriundo das terras altas do Caramulo e entrou na Marinha seis meses depois do Zé. Ambos se alistaram na Cf2 e partiram comigo para Moçambique, no fim do ano de 1962. Regressados a Lisboa, em 1965, o Licínio e eu ficamos na Escola de Fuzileiros a frequentar o Curso de 1º Grau, tendo perdido o contacto com o Zé. Em Outubro desse mesmo ano, voltamos a juntar-nos, os três, no Corpo de Marinheiros, incorporados na CF8 e juntos seguimos para Moçambique, a bordo do Niassa. Depois de uma comissão repartida em dois períodos distintos, 1º ano em Lourenço Marques e 2º ano em Metangula, chegou a altura de dizer adeus aquela «Terra de boa gente». Eu regressei a Lisboa enquanto eles os dois decidiram tentar a sorte naquelas paragens. E a partir desse dia, ficaram ligados ao mundo dos transportes. O Zé empregou-se como condutor dos «machibombos» e o Licínio como camionista. Depois das vicissitudes da descolonização e independência, regressaram a Portugal e ambos continuaram ligados, tal como ainda hoje se encontram, ao sector dos automóveis. O Zé, regressado às suas origens serranas, conduz ainda o seu táxi e passa os dias da sua vida pelas estradas da Beira Alta. O Licínio preferiu ficar-se pelos arredores da capital (agora não mais do Império!) e é dono de uma frota de camiões, especialmente dedicada ao transporte de materiais de construção.

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Over and out!

E agora desligo que são horinhas de ir para Penates! Se é que me entendem!

Bemvindo a casa, Verde!

A título de boas-vindas, publico esta foto em que apareces em primeiro plano. Sei que reconheces o Baltazar, o Rosa, o Angelo, o Marciano, o Marinho e o Amadeu. Será que reconheces também o escolinha que espreita por trás da cara do Rosa?

Good bye New York!

Deixei passar o domingo sem publicar uma palavra. Hoje de manhã preparava-me para escrever qualquer coisinha quando fui abordado para sair e dar uma volta pela zona do Barroso. Tive que abandonar barcos e remos e pôr-me a bulir, sem tempo para mais nada.
Agora, quando me preparava para desligar a «machina», lembrei-me, de repente, que hoje era o dia de regresso do Verde, depois de 15 dias passados nos States. O mais provável é já estar a dormir a esta hora! Pudera, depois de uma estafa daquelas, não há nada como a nossa caminha para descansar o esqueleto.
Good-bye New York! Hello Vilar de Torno e Alentém! Here I am back to my real life!

sábado, 14 de Março de 2009

Porque hoje é sábado!

Não apareceu por aqui ninguém!
Noite de cowboiada?
Noitada na discoteca?
Por falar em discoteca, ontem recebi uma carta do Lisboa, esse mesmo, o Salema, com uma fotografia (fotocopiada da caderneta, acho eu) que vos vou mostrar a seguir. E junto com a fotografia enviou-me 3 cartões de visita do «Pierrot» - Bar/Pub, no Largo da Estação de Paço de Arcos, onde passa as noites a trabalhar. Se uma noite destas passar por Paço de Arcos tenho que ir lá fazer-lhe uma visitinha.
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sexta-feira, 13 de Março de 2009

Ainda os Artilheiros!

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Porque o Leiria não se lembrava do Francisco Pereira, obriguei-me a escrever aqui os nomes dos 6 artilheiros que pertenciam á nossa Companhia. Entre eles estava o Lúcio (à esquerda, na foto acima) e o Emídio (à direita na mesma foto), 2º e 3º por ordem de antiguidade.
Cada um deles tem uma filha que me ajudou a establecer o contacto entre nós. A do Lúcio trabalha na Creche das Forças Armadas, junto ao Portão Verde, no Laranjeiro. A do Emídio, na Câmara Municipal de Almodôvar. Sem a ajuda delas não teria sido possível encontrar os seus pais. Lembrei-me disto porque um destes dias telefonei á filha do Emídio perguntando se o uso do e.mail lhe era familiar, pois gostaria de utilizar esse meio para enviar ao seu pai algumas fotografias. Como me respondeu que sim, dei-lhe também o endereço deste blog e espero que ela tenha a curiosidade de o visitar de vez em quando. Se assim o fizer poderá ver esta bonita foto do seu pai com 25 anos de idade. A filha do Lúcio não sei se viaja nestas ondas, mas sei que tem um irmão que o faz. Ele se encarregará de passar a mensagem ao seu pai, com um grande bem-haja da minha parte, pois a ele devo esta bela fotografia.

Maputo, pois claro!

No Maputo, como aliás em qualquer lugar escravo da civilização, nascem arranha-céus como cogumelos em tempo de inverno. Deixar aumentar a densidade populacional, para além do aconselhável, não traz benefícios para ninguém. Mas seja em Moçambique ou em Portugal, não há quem seja capaz de travar isso. Trata-se de um negócio e assim sendo, está tudo dito.
Quem seria o tresloucado que autorizou se construisse um mamarracho de 33 andares ao fundo da Augusto Castilho? No Maputo como em Luanda acumulam-se milhões de pessoas sem quaisquer condições de vida. Enquanto os governos não resolverem esse problema terão uma bomba relógio entre mãos. Os maus exemplos estão por todo o lado, São Paulo, Caracas, Cidade do México. Faço votos para que os governantes de Moçambique consigam resolver o seu problema e não deixem estragar aquela que foi a cidade mais bonita do Império Português do Ultramar.
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Azar ou sorte?

Quatro semanas passadas e temos outra sexta-feira 13. Sorte para aqueles que forem bafejados por ela. Haverá quem ganhe um gordo prémio no Euromilhões e, de certeza, não vai dizer que teve azar. Ou será que, ganhando o 2º prémio, se ponha a gritar - Que azar o meu, por um número não ganhei o 1º prémio! Hoje vai haver acidentes, mortos e feridos, como há todos os dias, sem isso significar mais ou menos azar. É o mesmo todos os dias! A vida é feita de tudo isso, coisas boas, coisas más, bons momentos, maus momentos. Desvalorizem o mau e valorizem o bom que a vida tem, para dela tirarem mais prazer.
Bom dia a todos!

quinta-feira, 12 de Março de 2009

Semana de Carnaval em 1962!

Bem que eu tinha cá uma ideia de ter chegado à Escola de Fuzileiros numa sexta-feira á noite. Hoje dediquei-me a pesquisar na net e encontrei um calendário de 1962. Olhando para o mês de Março, consegui reconstruir aquela semana que marcou o fim da minha vida civil e o início da minha vida militar.
Dia 6 - Terça-feira de Carnaval.
Dia 7 - Quarta-feira de Cinzas e dia da minha partida de Vila do Conde para Lisboa.
Dia 8 - Quinta-feira - 1º dia de inspecção no Corpo de Marinheiros.
Dia 9 - Sexta-feira - 2º dia de inspecção no Corpo de marinheiros e dia do meu 18º aniversário.
Dia 10 - Sábado - Dia da minha admissão oficial na Armada Portuguesa.
Lembrava-me de facto de os primeiros dias na Briosa terem sido de uma certa liberdade e termos passado o tempo a brincar na pista de obstáculos. Lembrava-me disso vagamente sem ter consciência da verdadeira razão para tal. Agora, e depois de ter olhado para o calendário, compreendo que estando toda a gente fora, de fim de semana, não havia quem olhasse por nós. E só na segunda-feira, de manhã, com o regresso dos instrutores e restante guarnição da Escola, foi dado início à nossa recruta.

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Dia 11 de Março de 1962!

Meu primeiro dia a sério na Briosa!
Aprender a formar, a dois!
Aprender a perfilar!
Á direita, volver! Em frente, marche!
Responder "Pronto" com voz de homem, e não "Presente" ou "Estou aqui".
Ao princípio tudo é difícil, na vida! Depois, com o hábito, tudo se banaliza.
E já lá vão 47 anos! Como o tempo passa!

Outras do Pereira!


Fotos esquecidas!

(Tomé, Bailador, Pereira e Milheiro)
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Na altura em que a recebi (esta e outras), aconteceram tantas coisas ao mesmo tempo e fui solicitado para tratar de tantos assuntos de outra natureza que acabei por esquecer-me de vos mostrar esta fotografia, enviada pelo Francisco Pereira.
Tem a particularidade de ser a primeira que consegui onde se vê claramente a cara do Tomé, do Bailador e do Milheiro, este ainda com as divisas de Marinheiro.

Três Algarvéus!

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Esta foi a última fotografia recebida. Enviada pelo Marcolino que se pode ver ao centro da mesma. É com imensa pena que vos não posso dar quaiquer boas notícias dos outros dois camaradas que o acompanham na foto. O Marinho (à esquerda) infelizmente já faleceu e ainda não conseguimos establecer ligação com nenhum seu familiar. O Rodeira (à direita) não conseguimos localizá-lo ainda. Sabemos que trabalhou na Lisnave, depois de sair da Briosa e mais tarde na CP, nos barcos que fazem a travessia Lisboa/Barreiro, mas a partir daí perdemos-lhe o rasto.

Notícias do Luxemburgo!

Ontem estive em contacto com o Francisco Jordão que está, presentemente, no Luxemburgo. Tentamos uma sessão de Windows Live Messenger que não correu lá muito bem. Como tenho comigo o meu neto mais velho, o computador anda mais pelas mãos dele que pelas minhas e, de vez em quando, deixa-me ficar mal. Mesmo assim pudemos falar um bom bocado, não havia imagem, mas o som estava aceitável e conseguimos entender-nos, sem qualquer problema.
O conserto do carro está a andar, as consultas médicas também e qualquer dia estará de novo na estrada, a caminho de Portugal. Para o nosso próximo encontro já falta pouco mais de um mês e vamos começar a aquecer os motores.
E deixo-vos aqui algumas fotografias do Luxemburgo, para turista ver, pois pela internet podemos ir a todo o lado. É só escolher o destino e não se paga nada!
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segunda-feira, 9 de Março de 2009

65 Anos!

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Completo hoje 65 anos. Legalmente deveria passar para o grupo dos reformados, a partir desta data, mas infelizmente já por lá ando há 7 anos, pela falta de estabilidade da indústria têxtil, em que passei a maior parte da minha vida profissional.
Não quero fazer aqui o balanço dos 65 anos que já vivi. Talvez haja ocasião para isso noutra altura e noutro lugar. Quero apenas assinalar a passagem desta barreira, antes da qual a minha vida foi como foi, com altos e baixos, e depois da qual será o que Deus quiser. Não desejo viver muitos anos, mas que sejam bons os que me estiverem destinados, sejam eles quantos forem.
E quero aproveitar para deixar aqui um obrigado a todos aqueles que se lembraram desta data e se congratularam comigo para fazer deste, um dia inesquecível.
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P.S. - Desculpem a cara mascarada! Pareceu-me bem ficar semi-incógnito!

domingo, 8 de Março de 2009

Água Desperdiçada!


Por: J.R.Silva (16730)
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Depois de ler aquela história do Artur Leiria, sobre o cantil que alguém lhe subtraiu e sem o qual teve de se aguentar, lembrei-me duma situação, algo dramática e simultaneamente rocambolesca, mas que para quem como eu conheceu e acompanhou os protagonistas, sabe que se enquadra perfeitamente nas suas personalidades.
Aliás, não fui só eu que assistiu à cena. Estou certo de que ainda há camaradas que se devem recordar da situação, tal como eu recordei ao ler o texto com que o Leiria nos brindou.
Numa operação de reconhecimento que fazíamos no interior, não recordo agora o local mas também não interessa, o nosso Comandante de Pelotão, o tenente Mendes (já falecido) deu instruções bem claras sobre a utilização da água dos cantis. Só poderíamos beber por sua ordem, porque não haveria abastecimento e a duração da operação era imprevisível. O tenente Mendes tinha como sua ordenança, o algarvio Mateus (também já falecido) que era o cómico da companhia. Aliás, já aqui se contaram algumas histórias verídicas que protagonizou e que também testemunhei.
Ora quem acabou primeiro a água do cantil foi, precisamente, o tenente Mendes que depois começou a pedir ao Mateus que lhe desse um bocadinho de água, porque ainda tinha o cantil quase cheio, mas o Mateus logo ripostou que só tinha bebido quando ele autorizou e que a água era sua e não lhe dava nada. O nosso tenente estava exausto, sem forças, sem água, sem ninguém que o ajudasse, estava prestes a desfalecer. Mandou descansar o pessoal com a devida segurança porque não podia mais. Estendeu-se no chão, sem forças para dar um passo.
É então que o Mateus puxa do cantil e vai para junto do tenente, com o cantil nas mãos,
E quando ele todo lampeiro estendia o braço para agarrar o cantil, o Mateus recua, e começa a despejar a água do cantil próximo da cabeça do nosso Comandante. Perante este cenário, o homem passou-se e até ameaçou fuzilá-lo. O Mateus, imperturbável, despejou o seu cantil até à última gota, para desespero do tenente que não compreendia o seu comportamento. Nem ele nem a maior parte do pelotão. Estávamos perplexos. Mas o rato do Mateus sabia o que fazia. É que um pequeno grupo tinha feito uma prospecção na zona e encontrado água.
Resta acrescentar que o tenente Mendes não tinha sido talhado para aquelas andanças. O homem tinha bons sentimentos, mas pesavam-lhe as carnes.

sábado, 7 de Março de 2009

Ninfas do Amor!


Por: Artur - Leiria (15683)
(Em jeito de crónica, na 3ª pessoa)
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Deambulando a sós pela noitinha na rua Araújo, na cidade de Lourenço Marques, Marcelo, jovem marujo chegado há pouco de Portugal continental em cumprimento duma comissão que se iniciava aquando da guerra de guerrilha que Portugal teve que enfrentar a partir dos anos sessenta do século passado. Rua do crime, esta Araújo, como era sobejamente conhecida, o que na realidade o crime em referência debruça-se essencialmente mais no aspecto das aventuras amorosas onde a mulher da noite abundava a granel! Qual Bairro Alto, na velha cidade do velho Portugal que Marcelo conhecia a palmos e que acabou mesmo de deixar atrás. Bairro este, entre outros, por ele calcorreado em muitos dos seus dias de licença o que o fazia um conhecedor destas lides. Contudo, nestes bairros alheios duma África bem negra, outros galos cantavam, mas o nosso comparsa da história para não fugir à regra do costume, queria mesmo enveredar por trilhos diferentes, finalmente decide entrar num dos bares o qual era mais frequentado por turistas Sul-Africanos. Ali deparou-se com ninfas aos molhos, espevitando-se, como actrizes num palco tentando seduzir suas prezas com os seus dotes físicos, onde se evidenciavam as formas curvilíneas dos seus corpos! As quais, tão próprio das mulheres desta tão saudosa terra dos que por lá granjearam! Não eram passados mais do que 15 minutos já uma delas, bem servida fisicamente, levava como preza nas suas garras, e num enlace bem apertado o nosso Marcelo, num autocarro a caminho do Alto Mahé! – “Onde será que me estou metendo?” Foi um entre muitos pensamentos que assolaram a extraviada mente deste jovem fuzo sedento de amor. O arrependimento já morava na sua mente, ao ter tomado esta iniciativa a sós! – A noite já era alta, e a caminhada agora era a pé, por vielas e travessas onde se não via cara branca, mas sim caras mais negras do que o luar que parecia dizer-lhe: - “Não tenhas medo porque a paz ainda mora aqui!” A brancura da farda da “Briosa”que o vestia, sobressaia no lusco-fusco da noite das vielas deste aldeamento, actuando como chamariz às atenções dos transeuntes que os iam fitando afincadamente ao cruzarem-se. Uns sem número de apreensões teimavam em dominar o seu pensamento; onde até o possível ciúme de outrem, levasse esse, a fazer algo menos sensato! - “Não tenhas receio, isto faz parte do dia-a-dia,” dizia a ninfa, ao notar que havia alguma apreensão da parte do jovem marujo - “a única diferença é que tu vens fardado e eles ainda não estão habituados! Percebes?” De forma alguma queria o nosso Marcelo que uma pontinha de receio actuasse inibidamente no deleite sexual que se avizinhava! – “Portanto coração ao largo e para a frente e que é caminho, uma vez que Papua com os seus canibais ficava do outro lado do hemisfério.” Pensou ele para consigo esfregando as mãos. – “Vamos a ela que amanhã pode ser tarde…”
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Casa térrea, bem própria da - “Terra da Boa Gente” – Moçambique, contudo, esta não deixou de impressionar o nosso Marcelo, ao depara-se com uma cama luxuosa com todos os seus condizentes aparatos à altura, e, de uma limpeza extremamente apurada! Era bem de ver que os nossos vizinhos Sul-Africanos iam tratando bem as nossas donzelas da noite! Noite para não esquecer! Não fosse o regresso à unidade militar uma exigência, Marcelo, com a ninfa do amor sempre prontinha, teria sido um verdadeiro escravo da volúpia carnal por muito mais tempo…

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Windows live spaces!

Se não fosse pela insistência do Jordão em ver as fotos em tudo o que é espaço, já tinha mandado aquilo às urtigas!
Um espaço que ninguém visita ou, pelo menos, ninguém comenta não merece existir! Para quê existir se não serve para nada? Não havendo comentários é porque ninguém se interessa pelo que vê ou, pior ainda, porque ninguém vê.
Para aqueles que andam mais distraidos vou deixar aqui, de novo, o endereço:
Embora tenha acabado de lá inserir uma quantidade de fotografias, se não sentir qualquer reacção do público, em breve acabarei por eliminar aquilo tudo.

O Marcolino na «Marcha do Tempo»!

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Esta foi a última aquisição para o meu álbum da CF2. Custou a arrancar, mas até que enfim que aconteceu. Não sei se este nosso filho da escola é frequentador destes espaços cibernéticos ou não, pelo que não posso daqui mandar-lhe nenhum recado.
Para quem se lembra dele, como eu me lembro, podem ver que o rapaz não está nada mal! E continua elegante como sempre! Engordar não é com ele, hein!

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Antananarivo!

É o nome da capital de Madagáscar. Muita gente nunca ouviu sequer pronunciar este nome. Para quem navegou pelo Canal de Moçambique já tem que ser um pouco mais familiar pois nos ficava a bombordo ou a estibordo quando se descia ou subia pela costa de Moçambique.
Vem isto a propósito de que há vários dias um visitante de Madagáscar frequenta este blog. Não sei o que o pode atrair, se as fotografias ou outra coisa qualquer. Pode ser até alguém fluente na nossa língua. Quem sabe? Visto através das ondas hertzianas da internet o mundo não tem fronteiras de qualquer espécie e não podemos estranhar ver por aqui visitantes de todos os quadrantes geográficos e/ou linguísticos.
Aqui somos verdadeiramente cidadãos do mundo!
Hello friends from Madagascar! Please feel free to read us anytime you like! Sincerely hope that you like what you find here! Don't hesitate to comment if and when you feel like!

O Vocalista e a sua Banda!

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Tinha-vos prometido a foto do Conjunto « Veloso & sus Muchachos», não tinha? Pois aqui está ela para se deliciarem recordando os «bons» velhos tempos. Tenho algumas dúvidas se o "Ferrinhos" será o Salsinha, mas vou deixar isso para um comentário do Rosa da Silva, a quem devo esta fantástica fotografia.
Estes artistas todos é que o Jordão gostaria de apanhar em cima do palco, na Figueira, no dia 25 de Abril!

Dia 27 de Julho de 1963!

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Perguntarão o porquê da data! Algum acontecimento importante que valha a pena relatar? Pela expressão de alegria nos rostos dos presentes de alguma coisa boa se deve tratar. Para não vos deixar mais tempo na expectativa eu vou dizer-vos de que se trata.
Foi o Baltazar que ganhou 20 contitos na lotaria, foi cobrá-los e convidou os amigos mais chegados para uns copos. É ou não é uma data importante?

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Uma questão de nome!

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Ontem entretive-me a escrever umas parvoíces a respeito do nome do nosso filho da escola Marcolino. Acredito que entendem que não é fácil arranjar assunto para vos oferecer uma prosa séria, todos os dias. Assim, por vezes, saem destas coisas.
Do mesmo modo vou hoje falar-vos do nome do Emídio. Podem não acreditar, mas Emídio não é o seu nome próprio e sim o seu nome de família. Francisco é que é o seu nome próprio e Matilde, que é nome de mulher, é o seu nome do meio! Confuso não é?
Hoje telefonei à sua filha Elsa para lhe pedir que servisse de intermediária entre nós, o seu pai e eu, para troca de correspondência por e.mail. Enviei-lhe algumas fotografias da nossa festa de Alvados para mostrar ao seu pai. E foi ao tratar deste assunto que me fixei no seu nome e me veio à cabeça a ideia de o mencionar aqui. Achei curioso um nome de homem composto por três nomes próprios e em que o do meio é um nome feminino.

terça-feira, 3 de Março de 2009

Manuel Maria!

Nome esquisito para homem, não é?
Também tive uma colega de trabalho que se chamava Maria Miguel! Apetece-me dizer como o Nuno Markl: -Em que estariam estes pais a pensar quando escolheram os nomes para os seus filhos?
Bem, voltemos aos Manueis que é deles que aqui se trata. Há um que era ministro de qualquer coisa e casou com a Bárbara Guimarães, por sinal muito boa, como dizia o outro. E há um outro que era membro da CF2 e, portanto, meu camarada. Acresce ainda que o seu nome de família é «Carmo» que na minha parvónia é nome de mulher, por abreviação de Maria do Carmo. Por isso todo o nome me soa muito estranho!
Mora na zona de Almada, ou Seixal que para mim é mais ou menos a mesma coisa, pois não faço a menor ideia onde começa um e acaba o outro. Custou-me um pouco a descobrir por onde ele andava. Quando descobri não tinha o seu telefone para o contactar. Depois descobri o telefone, com a ajuda de alguns amigos. Depois de falar com ele descobri também que usa, ocasionalmente, a internet e pedi-lhe o seu endereço de e.mail. Tenho-lhe mandado sucessivas mensagens sem nunca ter recebido uma resposta que se possa considerar como tal.
Ontem, juntamente com uma mensagem que se pode considerar telegráfica, enviou-me 7 fotografias. Vinham num formato de ficheiro a que não estou habituado e vi-me grego para o abrir. Mas acabei por consegui-lo e, além de duas fotos dele como lhe tinha pedido, ainda me enviou uma do Amadeu Palma que também me faltava e outra do João Rodeira que eu, por acaso, já tinha.
Logo que as tenha preparadas mostrar-vo-las-ei aqui.

domingo, 1 de Março de 2009

Alô Canadá, Alô amigo Leiria!

Na passada quinta-feira telefonou-me o Sargento Vitorino e perguntou-me se ias aparecer no nosso convívio, pois gostaria muito de te encontrar. Respondi-lhe que não, mas que em Setembro, quando cá vieres de férias, lhe farás uma visita em Marrazes (Pinheiros). Agora vê lá, não me deixes ficar mal! O prometido é devido! Eu limitei-me a transmitir-lhe aquilo que já me tinhas dito a mim!

Marcha do Tempo - O João Camarada!


Marcha do Tempo - O Veloso!


Até que enfim!

Á primeira vista podem não reconhecê-lo, mas é o Sargento Veloso. Isso mesmo, aquele de quem não tínhamos visto uma única fotografia daqueles tempos. Os óculos escuros não deixam ver as suas feições com muita clareza, mas não há qualquer dúvida de que se trata dele. Agora posso dizer que tenho uma foto de cada um dos sargentos e praças da CF2.
Obrigado Rosa da Silva, pois a ti o devo!
A fotografia que enviaste, onde se vê um conjunto musical completo, de que o nosso Sargento Veloso é o voalista, será publicada mais tarde. Aqui e agora interessava-me apenas mostrar a cara do vocalista da Banda "Veloso & sus Muchachos. De qualquer modo não resisto a contar-vos, para aguçar a vossa curiosidade, quem são os homens dos instrumentos. Ora então vejam lá:
No acordeão - O Silvério
Na concertina - O JRsilva
Na viola - O Miguel
No banjo - O Gonçalves
No clarinete - O Loureiro
Nos ferrinhos - O Salsinha
Se cada um deles ainda tiver o seu "instrumento" em ordem, poderão fazer do nosso próximo encontro um sucesso! Tenho que lhes telefonar para não o esquecerem em casa!

Alô, alô, Alvaiázere!

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Alguém, lá para os lados de Alvaiázere, está a trabalhar para nos ajudar a animar a malta! E a gente agradece, claro está!
Não me lembro como é que o Gato veio parar ao meu grupo, mas o facto é que fizemos muitos serviços de guarda juntos. E nesta foto foi apanhada a minha cadeia de chefia completa; o Miguel, meu chefe directo e o Matias que era o chefe do meu chefe, ou seja, o chefe de secção.
Por onde andará o Gato que o não consigo encontrar? Na Segurança Social dizem-me que ele não consta dos ficheiros! Como é que isso pode ser? Costuma dizer-se que quem é vivo sempre aparece e eu tenho fé que ainda havemos de apanhar este gato. Por mais que te escondas, oh Gato, havemos de te encontrar.