"Lourenço Marques está passando, de ano para ano, por modificações profundas que o tornam um dos primeiros empórios mundiais. As suas linhas férreas constituem o primeiro factor da sua actividade comercial e do seu progresso.
Aos esforços do ilustre engenheiro Sá Carneiro, que à sua alta competência técnica alia a mais incansável actividade, deve-se sobretudo o desenvolvimento da importante rede ferroviária que tão superiormente dirige".
A Linha de Marracuene havia sido, como já dissemos, inicialmente construida em via reduzida, e o traçado atravessava a Cidade de Lourenço Marques pelo Alto Maé e Chamanculo, o que representava grandes inconvenientes. Por esse motivo, em fins de Setembro de 1929, iniciou-se o trabalho de alargamento da via para a bitola normal (1,067), tendo-se nessa ocasião deslocado também o traçado para fora da cidade.
Os trabalhos foram concluidos em 1930, sendo os 33 quilómetros da sua nova extensão abertos ao público em 19 de Maio desse ano.
A Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique, pretendendo fazer da Vila Luisa um centro moderno de turismo , promoveu nela, de 24 de Junho a 2 de Julho de 1933, a III exposição Regional, a qual foi inaugurada pelo Encarregado do Governo, coronel Soares Zilhão. A exposição resultou num êxito e serviu para demonstrar o desenvolvimento agrícola daquela região. No ano seguinte repetiu-se a exposição, ainda com maior êxito.
Ainda dentro do plano de desenvolvimento turístico da Vila Luisa, a Administração dos Caminhos de Ferro, promoveu a construção do Pavilhão de Chá naquela Vila, ao povoamento florestal da região com pinheiros e ao ajardinamento da zona de Estação. Passou a promover também excurssões turísticas no Rio Incomát em confortáveis barcos a gasolina até à reserva dos hipopótamos, o que ainda por muitos anos constituiu a principal atracção turística fora da Cidade de Lourenço Marques.
A pitoresca Vila debruçada sobre o Rio Incomát, ligada à história dos tempos da pacificação pelo célebre combate travado em 2 de Fevereiro de 1895, passou a dispôr de outros atractivos que se ficaram a dever à iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
1 comentários:
No magicar de cismas minhas
Em que me ralo como um cóio
Para descobrir tais linhas
Por onde apita o comboio
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