
(Xabregas, Miguel, Lisboa e Almeirim)
Finalmente cheguei à fala com o nosso homem. Ele vive na Matola sim senhor!
Esta coisa da internet tem um valor inenarrável. Não sei como seria o mundo sem esta ferramenta que nos transporta para qualquer lado e nos põe em contacto com qualquer pessoa. Os passos que dei para localizar o nosso camarada de companhia e filho da escola "Almeirim" e o resultado que consegui, seriam pouco menos que impossíveis sem o recurso a este mundo de recursos como é a World Wide Web. Bendito o homem a quem se deve tal ideia!
Sou um inimigo figadal da burocracia e das dificuldades criadas pelos funcionários públicos que inventam regras sem sentido para se refugiarem num mundo só deles a que não querem que tenhamos acesso. Vem isto a propósito do meu pedido ao Consuldo de Portugal no Maputo, pedindo o endereço do Almeirim. Limitaram-se a dizer-me que iam contactá-lo para lhe perguntar se não se opunha a que me fosse dada a informação, mas nada fizeram. Quando hoje falei com ele garantiu-me que ninguém o tinha contactado nem de tal coisa sabia. Fica aqui o meu voto de protesto contra esses senhores que são pagos do nosso bolso para nos prestarem um serviço que tentam por todos os meios não fazer.
Felizmente as ondas cibernéticas que transmitem através do universo, o conteúdo dos milhões de blogs existentes em todo o mundo, fizeram chegar o meu pedido até à família e amigos do nosso camarada que me contactaram e puseram ao telefone com ele. Hoje às 17.00 horas deste dia de S. Pedro que se festeja na Póvoa de Varzim, terra onde moro.
Não entendi muito bem como a coisa aconteceu (a ligação telefónica não estava muito boa e também não quis alongar a conversa por causa do custo da chamada) mas parece-me que quem encontrou o meu pedido na net foi uma amiga, Telma Soeiro, e um amigo, Eqbal Cassamo, da filha mais nova do Almeirim que se chama Ema da Luz. Suponho que a Ema não tem correio electrónico e os dois amigos serviram de intermediários para me fornecerem o meio de comunicar com ela. Como a Telma me tinha dado também um número de telemóvel parti do princípio que era o dela, mas não, era mesmo da Ema, de modo que quando liguei fui parar ao sítio certo e apanhei-a (por sorte) ao lado do pai. Melhor não poderia ser!
Agora vou escrever-lhe uma carta, com todas as informações relevantes e espero que me responda. Sei que os amigos da Ema continuarão a visitar o nosso blog e tomarão conhecimento imediato de todos os meus passos. Espero que, por intermédio da Ema, os vão fazendo chegar até ao nosso amigo.