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A estas horas, há 20 anos atrás, já havia brechas no Muro da vergonha, em Berlim. Ronald Reagan e Mikail Gorbachev tinham conseguido aquilo com que Billy Brandt tinha sonhado toda a sua vida sem o ter conseguido realizar. Vivi na Alemanha nos tempos em que ele foi chanceler da república federal e sou testemunha das muitas tentativas que fez para modificar o estado de coisas que então se vivia. A queda do Muro não resolveu todos os problemas da Alemanha, agora reunificada, mas foi um grande passo nesse sentido. Ninguém pode duvidar disso.
Pena que entretanto tenham nascido outros dois «Muros da Vergonha» no mundo moderno, neste início do Século XXI. O primeiro a separar Israel da Palestina e o segundo a Índia do Bangladesh. Que haja um novo Billy Brandt em cada um destes países que desencadeie uma luta capaz de fazer regredir estas situações.














